Motorista de aplicativo foi abordado por homens que se apresentaram como policiais e pulou de veículo em movimento para escapar das agressões em Rio Branco
A Polícia Civil do Acre identificou um policial militar reformado entre os suspeitos de envolvimento na tentativa de sequestro e tortura de um motorista de aplicativo, ocorrida no dia 26 de outubro, em Rio Branco. A investigação avançou com o cumprimento de ordens judiciais contra um dos investigados, enquanto as equipes trabalham para identificar outros possíveis participantes do crime.
As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (4), durante coletiva de imprensa conduzida pelo delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin.
Segundo o delegado, a vítima foi abordada no Segundo Distrito da capital por homens que se apresentaram como policiais. O grupo acusava o motorista de envolvimento em crimes contra o patrimônio e exigia informações sobre objetos supostamente relacionados a um furto.
“Essas pessoas acusavam ele de praticar crimes contra o patrimônio e começaram a torturá-lo para que entregasse os objetos de um crime de furto”, relatou Buzolin.
Motorista pulou de carro em movimento para escapar
Durante a ação, os suspeitos passaram a circular por diferentes pontos de Rio Branco com a vítima dentro do veículo. Ao chegarem à Avenida Getúlio Vargas, o motorista conseguiu se jogar do carro em movimento, sofrendo diversas lesões.
Após escapar, a vítima procurou uma delegacia e registrou boletim de ocorrência. Diante da gravidade do relato, a Polícia Civil designou uma equipe de delegados para apurar as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.
Investigação identifica PM reformado e veículos utilizados
As diligências permitiram identificar um policial militar reformado e outro possível participante da ação, além de veículos que teriam sido utilizados pelos suspeitos.
“Ontem nós demos cumprimento a ordens judiciais em favor deste investigado e continuamos com as diligências para tentar identificar outros autores”, afirmou o delegado-geral.
Buzolin ressaltou que a investigação será conduzida independentemente de eventual vínculo dos envolvidos com instituições de segurança pública.
Polícia esclarece vínculo de veículo com a instituição
Durante a coletiva, o delegado-geral também esclareceu informações sobre um dos veículos identificados na investigação, que já havia integrado temporariamente a frota da Polícia Civil do Acre.
Segundo Buzolin, o automóvel foi utilizado pela instituição por um período, mas devolvido em 5 de janeiro de 2024, não mantendo vínculo com a frota policial desde então.
“Ele realmente integrou a frota da Polícia Civil de forma temporária, foi acautelado temporariamente para a instituição, porém foi restituído no dia 5 de janeiro de 2024. Então, há mais de dois anos, ele não integrava mais a frota da instituição”, explicou.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a participação de cada suspeito, identificar outros possíveis envolvidos e reunir provas sobre a tentativa de sequestro e as agressões sofridas pelo motorista.


