Rio Branco, AC 3 de julho de 2026 12:10
HOME / JAMAXI / Princípios

Princípios

A fidelidade (qualidade de quem é leal, confiável e cumpre com seus compromissos ou promessas), política e pessoal de Alysson Bestene (PP) a Tião Bocalom (PSDB) é publicamente classificada por ambos como sólida, transparente e baseada em mútua confiança. Esses valores desembocaram em importante apoio do prefeito da capital à candidatura de Bocolom rumo ao Palácio Rio Branco.

Histórico

Essa relação consolidou-se ao longo da gestão municipal e ganhou novos contornos após as movimentações políticas recentes onde Bocalom mira o governo do Acre. O ex-prefeito já destacou publicamente a lealdade e o compromisso de Alysson com a gestão de Rio Branco que compartilharam até bem pouco tempo. Bocalom já chegou a afirmar que em sua caminhada rumo ao Palácio Rio Branco pede a Deus um vice com as mesmas características de lealdade e confiança que Alysson possui.

Posição

Oportuno é sublinhar a postura reta de Bestene conquanto a compromissos firmados. Diante de boatos de bastidores sobre possíveis ruídos em sua lealdade por conta de sua proximidade com o ex-governador Gladson Cameli, que embala a candidatura da governadora Mailza Assis (PP), Alysson negou qualquer crise. Ele definiu sua relação com Bocalom como de “amizade, irmandade e parceria”.

Contexto

Vale sublinhar que Alysson assumiu o cargo de prefeito de Rio Branco após o afastamento de Bocalom para disputar o governo estadual. Ao longo do tempo Ele sempre declarou que a qualquer tempo esteve pronto para somar como vice ou secretário, sem obsessão pelo cargo, atuando para defender a continuidade do modelo de gestão iniciado por Bocalom.

Arrumação

O governo brasileiro apresentou aos Estados Unidos o que trata como a última cartada para evitar o tarifaço recomendado pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), cujo teor é recomendado e referendado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), segundo divulgação do Palácio do Planalto.

Fincando pé

Em reunião com Jamieson Greer, o Brasil propôs um “mapa do caminho” para as negociações, em que reforça que as práticas brasileiras não restringem nem oneram o comércio bilateral. O governo segue irredutível em relação ao Pix e afirmou que não alterará o sistema de pagamentos.

Pauta

Ao mesmo tempo, o governo brasileiro sinalizou abertura para negociar pontos como tarifas preferenciais consideradas desleais, acesso ao mercado de etanol, proteção da propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento ilegal. As negociações seguem até 15 de julho, quando o presidente Donald Trump decide se aplicará ou não as sanções ao estado brasileiro.

Agrado

Contrapondo-se ao roteiro abraçado pelo Planalto, opré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também se manifestou sobre o tarifaço, mas foi bem além no que estaria disposto a negociar. O senador enviou ao governo dos EUA um documento oferecendo uma série de vantagens comerciais aos americanos, como a eliminação de tarifas sobre o etanol e a redução da carga tributária de empresas de cartão de crédito.

Moldura

O texto propõe ainda que o Brasil “se liberte das amarras” do Mercosul para firmar acordos bilaterais e defende que o Pix é um legado do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas sugere que o sistema não seja integrado a plataformas de pagamento “não ocidentais”, pedindo o adiamento por 180 dias da aplicação do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.

Efeitos colaterais

No dossiê, Flávio Bolsonaro afirma que a manutenção das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros representaria uma “vitória política” para o presidente Lula e poderia ser interpretada como interferência no processo eleitoral. Segundo ele, o adiamento da medida até depois das eleições evitaria esse efeito e reduziria o desgaste diplomático.

Punhalada

Enquanto a diplomacia atua para contornar novas taxas, Lula recorreu às redes sociais para rebater Flávio Bolsonaro. O presidente afirmou que o Brasil “não está à venda” e classificou a iniciativa de sua carta como “atitude de traidores da pátria”.

Soberania

Lula também disse que não há justificativa para o tarifaço dos EUA e acusou a família Bolsonaro de promover “entreguismo” ao defender medidas que, segundo ele, afetam interesses do país.

Roteiro

Antes da decisão, o USTR realizará na próxima semana uma audiência pública sobre a investigação comercial contra o Brasil, com participação de representantes dos dois países em diferentes painéis. Flávio Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo estão entre os inscritos para falar, em meio à disputa sobre a responsabilidade pela tensão comercial com os EUA. O governo brasileiro não participará da audiência, como é padrão nesse tipo de procedimento.

Gol contra

Analisando os movimentos diplomáticos para o relacionamento comercial tratado pela diplomacia americana e o governo brasileiro, a jornalista Eliane Cantanhêde, de O Estado de São Paulo, crava que “A carta do senador Flávio Bolsonaro para o governo Trump, via Escritório de Comércio (ou USTR), é um desastre para o próprio Flávio, sob todos os pontos de vista, político, diplomático, até moral. Quer dizer que um novo tarifaço agora não pode, porque é bom para o presidente Lula, mas, depois das eleições, depende de quem ganhar?”, raciocina.

Conveniência

E segue Cantanhede: “O importante para o candidato, não é se é bom ou mau para o Brasil e os brasileiros, o que vale é se é bom ou mau para ele e o bolsonarismo, dane-se o resto. Aliás, foi assim em cada passo do bolsonarismo para se aproximar de Trump e se distanciar do Brasil”.

Posição

Na conversa entre Michelle Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que selou a saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher, o presidente do partido chegou a pedir que ela se desculpasse pelo vídeo que fez sobre a relação com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Michelle recusou o pedido, que a irritou e a levou a ameaçar se desfiliar do partido. Michelle também deixou claro que não fará campanha para Flávio. Os funcionários ligados a ela no PL Mulher já estão cumprindo aviso prévio e irão se desvincular do PL.

Recuo

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que o senador Flávio Bolsonaro não aparece nos 12 minutos de imagens que ele viu da chamada “Festa das Astronautas”, promovida pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Reposicionamento

A manifestação ocorre após Michelle Bolsonaro repostar um vídeo anterior de Garotinho, alimentando especulações sobre uma suposta participação de Flávio no evento. “Eu nunca disse que tinha, nem disse que não tinha. Hoje eu estou dizendo que não tem nas gravações que eu tenho. Se ele esteve e não foi filmado, isso é problema de outra pessoa”, afirmou Garotinho.

Nervosismo

O temor de uma nova “lista do bicho” voltou a ganhar força com investigações da Polícia Federal (PF) que expõem a relação entre contravenção e poder no Rio. A PF apreendeu registros com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, com referências a supostos repasses a campanhas eleitorais e lavagem de dinheiro, além de materiais no celular do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, também investigado.

Contexto

O caso ganhou um novo capítulo com a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada ontem, que prendeu o pastor Márcio Poncio e atingiu Adilsinho e Bacellar, já presos. A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, investiga pagamentos do jogo do bicho e da “Máfia do Cigarro” a agentes públicos e cita indícios de envolvimento de ao menos 20 políticos.

Relacionadas