É dado como certo nos bastidores da política tapuia que o ex-governador Gladson Cameli (PP), em que pese seu momentâneo impedimento jurídico para participar do pleito de outubro próximo, irá lançar oficialmente sua candidatura ao senado na próxima semana, relegando a questão jurídica para o ato do registro das candidaturas, a ocorrer durante as convenções partidárias fixadas entre os dias 20 de julho e 05 de agosto.
Reconfiguração
Diante da informação, consta que Cameli, antes de fazer divulgar publicamente sua candidatura, irá requerer reunião com a governadora Mailza Assis (PP), candidata da União Progressista ao Palácio Rio Branco, para alinhamento político, defendendo o reempoderamento de auxiliares que atuaram durante o período que Ele (Gladson) governou o estado.
Ressureição
Os auxiliares de Gladson que tiveram protagonismo reduzido na gestão de Mailza – leia-se Donadoni, Luiz Calixto, Ricardo Brandão, Amarísio Freitas, Silvania Pinheiro, Cel. Messias e Aberson Carvalho – seriam reenergizados e ficariam responsáveis por comandar a logística da campanha de reeleição de Mailza, cabendo a Gladson tocar toda a articulação política, patrocinando atos de apoios para candidatura da governadora, tendo na mira a continuidade do projeto de governo inaugurado por ele em 2019.
Horizonte
Estabelecido esse novo paradigma, o eixo administrativo do estado seria retomado sob os mesmos moldes vigentes a época de Gladson, que – pelas especulações – guarda o entendimento segundo o qual o desempenho da governadora nas pesquisas é reflexo dos rumos administrativos e políticos da gestão, pactuando-se, inclusive, a reinserção do MDB no projeto governista. É aguardar para conferir se as conjecturas refletirão os rumos a serem percorridos. Tic, tac, tic, tac…

Disparidade
A propósito da disputa eleitoral que se aproxima, o jornalista Astério Moreira, da Coluna do Astério, hospedado no site Ac24horas, fez revelar que o lançamento da pré-candidatura do médico Fábio Rueda (UB) a deputado federal, ocorrido no último final de semana, por sua opulência, provocou forte impacto político junto aos concorrentes que militam na mesma esfera. Os efeitos se espalham entre deputados federais da Federação União Progressista (PP/União Brasil) e outros aliados como o MDB.
A escolha de Sofia
Pelas informações colhidas pelo escriba, parlamentares da Federação Progressista como Coronel Ulysses(UB), Zezinho Barbary (PP), Socorro Neri (PP) e José Adriano (PP) não aceitam o suposto uso da máquina estatal em favor de Rueda, que estaria ocorrendo sob a coordenação do secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni. Para eles, a prioridade do governo deve ser Mailza e não Fábio Rueda.
Amostra
Segundo apurado por Moreira, ao menos três integrantes da chapa ameaçam desistir do processo, o que representaria um prejuízo significativo para o projeto de reeleição da governadora Mailza Assis (PP). Ontem, quinta-feira, 25, a deputada Socorro Neri, em um programa de entrevistas comandado pelo jornalista Luciano Tavares, do site Notícias da Hora, deu o tom do sentimento que grassa no seio da Federação Progressista ao expressar sua insatisfação.
Riqueza
Nas palavras de Socorro Neri, o lançamento da candidatura de Fábio Rueda foi uma ‘festa milionária’. Diante do portentoso evento, Neri lavrou protesto: “Estamos vivenciando algo muito grave. O que existe hoje é uma captura das forças políticas por um poder financeiro e partidário que vem de fora. Isso interfere diretamente na democracia e desequilibra completamente o processo eleitoral”, afirmou.
Protagonismo
Sem citar qualquer ilegalidade, a deputada direcionou críticas ao chefe da Casa Civil do Governo do Acre, Jonathan Donadoni, a quem atribuiu a articulação política em torno da candidatura de Rueda. “Há um movimento transversal envolvendo deputados, vereadores, secretários e lideranças de diversos partidos. Nunca vimos algo dessa dimensão na história política do Acre, com tamanho poder de mobilização e ostentação financeira”, declarou.
Dispepsia
Fatos idênticos já foram anotados na história política do Acre, só que tiveram desfecho fora da curva. Os mais antigos hão de lembrar de Said Farhat, nos anos 80, Ministro da Comunicação Social do Presidente General João Figueiredo e do aventureiro empresário Zamir Teixeira, na mesma época, que fizeram nababescas campanhas e não lograram êxito.
Lições
Ao longo do tempo, Said e Zamir foram seguidos de outros endinheirados que de época em época escolhem o Acre como porvir para encurtar caminhos rumo ao Congresso Nacional. É bom Fábio Rueda prestar atenção nos acordes que a banda toca! Cá no rincão acreano, convencionou-se dizer que ‘comida em excesso, mesmo saborosa, também dá indigestão’. Enquanto isso, quem pariu Matheus que o embale!

Que fase!
A vida não está fácil para os acusados de envolvimento no escândalo do Banco Master. Ontem, quinta-feira, 25, o procurador-geral da República, Paulo Gonet (foto), rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa (foto).
Esterilidade
A Polícia Federal aponta o envolvimento de Costa em operações suspeitas para salvar o Master, que só não foi comprado pelo banco estatal do Distrito Federal devido a um veto do Banco Central. No parecer, Gonet afirma que a proposta não apresenta elementos capazes de contribuir de forma efetiva para o avanço das apurações. Segundo o procurador-geral, a colaboração possui “reduzida utilidade e débil eficácia potencial”.

De volta ao começo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, para a Papudinha, no Complexo da Papuda, onde o ex-banqueiro já passou a noite. Preso preventivamente desde março na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Vorcaro havia permanecido no local para facilitar as negociações de um acordo de delação premiada. As propostas apresentadas pela defesa, no entanto, foram rejeitadas pela PF e pela PGR.
Distância
Mendonça determinou ainda que sejam adotadas as “providências administrativas necessárias” para assegurar que Vorcaro não se comunique com Costa, do BRB que também está preso na Papudinha.
Top secret
Ao mesmo tempo, Mendonça voltou a impor sigilo às investigações que envolvem Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, após a Segunda Turma do STF confirmar a manutenção das prisões preventivas dos dois no âmbito da Operação Compliance Zero. As peças do inquérito haviam sido tornadas públicas pelo relator horas antes do julgamento.
Suspense
Ainda no Supremo, o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou que a relatoria da investigação sobre o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, passe do ministro Alexandre de Moraes para Mendonça. Há suspeitas de que o dinheiro dado por Daniel Vorcaro para a produção tenha sido desviado para pagar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos EUA e nega as acusações. Fachin considerou que os fatos da denúncia coincidem com outras investigações sob a responsabilidade de Mendonça.

Rescaldo
O dia seguinte do vídeo bombástico de Michelle Bolsonaro (PL) foi de tentativas de controle do estrago. A ex-primeira-dama divulgou uma mensagem nas redes sociais para reduzir a tensão com o enteado, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem acusara no dia anterior de tê-la “apunhalado, desrespeitado e maltratado”. Na publicação, Michelle afirmou que “não há briga, nem competição” e disse que apenas buscou esclarecer uma situação que, segundo ela, vinha sendo deturpada. “Não tenho raiva de ninguém”, escreveu.
Desencontros
A relação entre os dois, que nunca foi boa, azedou de vez devido a divergências sobre a estratégia do PL no Ceará. Michelle é contrária ao apoio do partido ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo estadual, posição defendida por Flávio. Os dois também divergem sobre a composição da chapa ao Senado no estado. Na nota, Michelle ainda afirmou que todos os integrantes do PL trabalharão unidos para derrotar o governo Lula.
Água na fervura
Flávio Bolsonaro, por sua vez, voltou a tentar reduzir a fervura nas relações familiares com a madrasta e fez um apelo público para que ela participe de um evento da pré-campanha presidencial voltado ao eleitorado feminino. “O convite segue de pé e o coração segue aberto”, disse em vídeo. Michelle ainda não confirmou presença no evento. Flávio acionou a senadora Damares Alves, próxima de Michelle, para tentar a reconciliação. Já o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que vai procurar conversar com Flávio e Michelle para selar um acordo que una os dois na campanha.
Posturas
Pivô da crise, Ciro Gomes se manifestou sobre a briga: “Não vi o vídeo e nem vou ver. É uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui”. Já o deputado André Fernandes (PL-CE), articulador do apoio a Ciro, foi mais ríspido, disse que Michelle “faz o que quiser” e que “do Ceará quem deve falar é o cearense”. J
In family
á o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) fez um gesto público de apoio ao irmão em meio à crise familiar, mas evitou comentar diretamente as acusações feitas pela madrasta. Em publicações nas redes sociais, Eduardo compartilhou mensagens que elogiam a postura adotada por Flávio diante do conflito que veio a público. Um dos textos afirma que o senador respondeu às críticas de Michelle com “empatia e humildade”, em vez de adotar uma postura de confronto.


