É dado como certo que o ex-governador Gladson Cameli (PP) terá um encontro reservado com a governadora Mailza Assis (PP) esta semana para tratar sobre agendas políticas conjuntas. O objetivo é alinhar as estratégias do grupo governista rumo às Eleições de 2026 e estabelecer um norte político que embale a candidatura à reeleição da governadora.
Ruídos
Gladson tem reforçado publicamente que Mailza Assis é sua candidata oficial ao Palácio Rio Branco, ocorre que a atual articulação política da gestão tem produzido desencontros com os aliados e patrocinado uma omda de imsatisfações..
Momento crucial
A aproximação ocorre em um momento crucial, restando cerca de 100 dias para o primeiro turno, onde Mailza busca consolidar sua estrutura partidária e Gladson aparece empatado tecnicamente na disputa pelo Senado.
Gota d’água
Sobre a tibieza na condução política do Palácio Rio Branco, o caso mais recente de conflitos no interior da base governista remete ao lançamento da candidatura do ex-representante do Governo do Acre em Brasília, o primeiro suplente da Câmara Federal do União Brasil, o médico cardiologista Fábio Rueda, que ocorreu no dia 20 de junho de 2026, no Rancho Zanoni, em Rio Branco (AC), num cenário que mais parecia lançamento de alguma superprodução Hollywoodiana.
Desigualdade
O crescente protagonismo e a forte estrutura política montados em torno da pré-candidatura de Rueda abriram uma crise interna e geraram profundo desgaste dentro da base aliada. O descontentamento central gira em torno do sentimento de privilégio e do uso excessivo da máquina pública estadual em benefício exclusivo da campanha do médico.
Privilégios
Lideranças da base governista criticam a atuação do secretário da Casa Civil, Jonatha Donadoni, acusado de converter o órgão em um verdadeiro “curral eleitoral” para pressionar servidores e prefeitos a apoiarem Rueda.
Priorização
Pré-candidatos e lideranças tradicionais da base aliada que disputam vagas proporcionais, como é o caso da deputada federal e ex-prefeita da capital Socorro Neri (PP), queixam-se publicamente de estarem sendo deixados de lado e sufocados pela estrutura financeira e política montada para o cardiologista.
Discrepâncias
A insatisfação é tão expressiva que analistas políticos locais apontam para o risco iminente de debandadas de partidos da chapa governista e possíveis desistências de candidaturas antes das convenções oficiais. Parte dos cabos eleitorais e da população critica o fato de Rueda, natural de Pernambuco, utilizar o peso da Executiva Nacional do União Brasil — presidida por seu irmão, Antônio Rueda — para atropelar nomes locais do cenário acreano.

Ritmo de festa
Em razão da partida entre a Seleção Brasileira e o Japão, válida pelos 16 avos de final da Copa do Mundo da Fifa 2026, a ocorrer amanhã, segunda-feira, 29, às 12h (horário do Acre), a governadora Mailza Assis (PP) decretou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
Convocação
Segundo o Decreto nº 11.910, os dirigentes máximos dos órgãos e entidades do Poder Executivo poderão convocar servidores para cumprir expediente normal, caso haja necessidade de serviço.
Exceções
A publicação ressalta ainda que a medida não se aplica aos servidores escalados para o cumprimento da jornada de trabalho nas unidades públicas estaduais de saúde e no Hospital das Clínicas, que manterão o funcionamento regular. Os serviços essenciais de segurança pública também funcionarão normalmente.

Arranjo
No espectro nacional, o Republicanos avançou significativamente nas negociações com o PL para a disputa presidencial, mas estabeleceu que o alinhamento para a disputa só será fechado se o PL abrir mão ou articular candidaturas aliadas em Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e no Acre.
Foco
No tocante ao nosso estado, o foco central do Republicanos é consolidar a liderança de Alan Rick na corrida eleitoral ao governo estadual, unificando os partidos conservadores da região.
A fórceps
As negociações nacionais pressionam os articuladores do PL no Acre, como o senador Márcio Bittar, a ceder e caminhar formalmente com o Republicanos no estado, mesmo diante de antigas fragmentações regionais ou compromissos com outras alas do governo acreano. O desfalque da candidatura de Bittar na chapa governista seria uma baixa expressiva na campanha de reeleição ao Palácio Rio Branco de Maiza Assis (PP).

Reavaliação
Na edição de hoje, domingo, 28, o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, reflete que tem muita campanha ainda pela frente e viradas podem acontecer. Mas as últimas pesquisas e o mais recente tropeço de Flávio Bolsonaro — a novela mexicana encenada por ele e sua madrasta — levaram a turma do topo da Faria Lima a começar a ver Lula como o favorito para vencer em outubro.
Desencanto
Ficou para trás a esperança numa arrancada de um candidato de terceira via, como Ronaldo Caiado, bastante ansiada até há pouco tempo — assim como arrefeceu algum ânimo com a candidatura de Flávio.
Enigmas
Tudo isso somado tem levado esses executivos a outro movimento: ainda que muito contrariados, querem tentar entender melhor como seria um quarto mandato de Lula e quem seriam os escolhidos para os postos-chaves.

Baixas
Sob investigação da Polícia Federal, o escândalo do Master já atingiu reputações, carreiras políticas e projetos eleitorais e tem potencial para provocar estragos ainda maiores. Acusados de receber vantagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o senador Jaques Wagner (PT) foi obrigado a deixar o cargo de líder do governo no Senado, enquanto o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) desistiu de concorrer ao Senado em outubro.
Perdas e danos
Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também perdeu pontos importantes nas pesquisas depois de o Intercept Brasil divulgar mensagens nas quais ele pede 134 milhões de reais a Vorcaro para supostamente financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Além de expor autoridades do Legislativo e do Executivo, o caso arranhou a imagem de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entrelaçamento
A PF descobriu que um fundo ligado ao esquema do Master fechou um negócio milionário com uma empresa da família do ministro do STF Dias Toffoli, que se manteve como relator do caso até a transação vir a público. A PF também descobriu que banco contratou o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes por mais de 130 milhões de reais — e que Vorcaro trocou mensagens com o magistrado um dia antes de ser preso pela primeira vez. A névoa de suspeita encobre os Três Poderes.
Operação-abafa
Diante do suposto envolvimento de tanta autoridade poderosa, deu-se a reação de sempre: uma tentativa de abafar as investigações. O embate, antes restrito aos bastidores, passou a ser travado publicamente. Numa sessão recente do STF, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, declarou ter recebido de um advogado uma proposta de delação premiada seletiva, que ele teria rechaçado.
Calcanhar de Aquiles
Decano da Corte, o ministro Gilmar Mendes — autor da tese de que a crise não é do Judiciário, mas da Faria Lima, e defensor da dupla Dias Toffoli e Alexandre de Moraes — aproveitou a deixa para declarar que Mendonça cometeu um erro crasso ao tratar da colaboração com o advogado, o que seria proibido por lei. Mendes também já reclamou das prisões decretadas, que seriam uma forma de garantir a confissão de crimes pela via da tortura psicológica, e não espontaneamente, como determina a legislação.
Pegadinhas
André Mendonça declarou que há uma operação em curso para semear nulidades no processo e salvar os implicados nas falcatruas de Vorcaro. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Mendes foi perguntado se a possibilidade de delação do ex-banqueiro já não era uma página virada, por envolver tantos poderosos, de ministros do STF a líderes do Congresso. “No atual momento, parece você tem razão, mas as coisas podem mudar”, respondeu o decano. O duelo está só começando.


