Rio Branco, AC 27 de agosto de 2026 14:27
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Largada

Ontem, quarta-feira, 26, foi feito o lançamento oficial da candidatura do empresário e presidente licenciado da Fieac, deputado Zé Adriano (PP) à reeleição. O ato político teve lugar na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco, Acre. O evento representou uma grande mobilização política e reuniu centenas de apoiadores, militantes, empresários e lideranças de destaque do estado.

Presenças

O ato político, além de apoiadores e populares, contou com a participação direta da governadora e candidata à reeleição, Mailza Assis (PP), do ex-governador e candidato ao Senado, Gladson Cameli (PP), e do senador Márcio Bittar (PL), também candidato à reeleição.

Foco

Em seu discurso, Zé Adriano relembrou que na eleição anterior ficou na suplência e assumiu o mandato posteriormente. Ele pediu engajamento à militância e destacou a urgência de transformar o potencial econômico do Acre em empregos.

Bandeiras

Ainda na sua fala, Adriano enfatizou que o foco das propostas apresentadas para um novo mandato gira em torno da geração de emprego e renda, qualificação profissional, fomento ao setor produtivo/empreendedor e investimentos robustos em infraestrutura estadual.

Caminhada

Os líderes da coligação enfatizaram a importância de Zé Adriano no Congresso Nacional para assegurar emendas federais, ajudando a viabilizar projetos como o plano de habitação anunciado por Mailza Assis, candidatura que recebe o integral apoio do empresário deputado.

Trapalhada

A defesa do ex-governador Gladson Cameli (PP) tornou pública peças do Habeas Corpus nº 273.968/DF, que tramita sob sigilo no Supremo, e que foram anexadas ao Registro de Candidatura nº 0600481-67.2026.6.01.0000, de consulta pública, sem pedido de sigilo, procedimento que viria a resguardar o sigilo imposto pelo STF.

Livre acesso

O citado Habeas Corpus nº 273.968/DF, que tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, foram juntados pela defesa do ex-governador Gladson Cameli ao processo de Registro de Candidatura nº 0600481-67.2026.6.01.0000, que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Acre e é de consulta pública.

Barreira

A consulta direta aos dois sistemas comprova o impedimento ao acesso processual imposto ao HC. No PJe do STF, o HC 273.968/DF consta com tarja de segredo de justiça e tramitação restrita. No PJe do TRE-AC, as mesmas peças foram anexadas à contestação apresentada contra a impugnação da Procuradoria Regional Eleitoral, sem que houvesse, na petição de juntada, requerimento de decretação de sigilo para aquela documentação específica.

Tradução

Na prática, dados que estavam sob restrição no Supremo passaram a constar de autos de acesso público no TRE-AC. O Registro de Candidatura, por regra, é público, conforme Resolução TSE nº 23.609/2019. Quando há juntada de documento sigiloso, o CPC, em seu art. 189, III, impõe ao peticionante o dever de requerer o sigilo da peça no processo de destino. No caso, não houve pedido.

Rito

Advogado consultado pela coluna aduz que cabe agora ao relator no TRE-AC, juiz-membro Thalles Vinícius de Souza Sales, ao identificar a natureza sigilosa da documentação de origem, determinar de ofício a colocação da peça em sigilo ou seu desentranhamento, além da comunicação ao juízo de origem, no STF.

Jurisprudência

A juntada sem pedido de sigilo expõe o conteúdo a consulta pública e, por previsão legal, pode ensejar comunicação à OAB e ao Ministério Público para apuração de eventual violação do dever de confidencialidade previsto no art. 34, VII, do Estatuto da OAB e no art. 153 do Código Penal.

Fotografia

Pesquisa do Instituto Delta encomendada pela TV Gazeta e divulgada na data de ontem, quarta-feira, 26, mostra que a disputa rumo ao Palácio Rio Branco em outubro próximo, tende a ser acirrada. No cenário estimulado, o senador Alan Rick (Rep) aparece numericamente à frente, com 32,50% das intenções de voto, enquanto a governadora Mailza Assis (PP) registra 29,32%.

Leitura

A diferença entre os dois primeiros colocados é de 3,18 pontos percentuais. Como a margem de erro do levantamento é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, Alan e Mailza estão tecnicamente empatados dentro do intervalo considerado pela pesquisa.

Segundo pelotão

Na terceira colocação aparece Tião Bocalom (PSDB), com 15,01%. Thor Dantas (PSB) registra 3,38%, enquanto Dr. Luisinho soma 0,80% e Eudo Raffael aparece com 0,20%. Brancos e nulos representam 4,27% e 14,52% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam.

Segundo turno

Num eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados. Alan Rick aparece com 43,54% e Mailza Assis com 40,06%. Brancos e nulos somam 6,06%, enquanto 10,34% não souberam ou não responderam. Os dois também ficam tecnicamente empatados considerando a margem de erro.

Terceiro cenário

Em outro cenário de segundo turno, desta vez entre Alan e Tião Bocalom, o republicano alcança 56,56%, contra 24,55% do candidato do PSDB. Brancos e nulos representam 8,05% e 10,84% não souberam ou não responderam.

Metodologia

O levantamento ouviu 1.006 eleitores entre os dias 20 e 24 de agosto em municípios do Acre. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais e o intervalo de confiança, de 95%. Contratada pela TV Gazeta, a pesquisa está registrada sob os números AC-02658/2026, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e BR-07184/2026, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Câmara alta

Para a corrida rumo ao senado, o senador Márcio Bittar (PL) aparece na liderança da disputa pelas duas vagas do Acre no Senado Federal, segundo pesquisa Delta divulgada pela TV Gazeta nesta quarta-feira (26). No cenário consolidado, que reúne a primeira e a segunda opção de voto dos entrevistados, Bittar registra 18,84% das intenções de voto. Gladson Camelí aparece em segundo, com 16,60%, seguido por Mara Rocha, com 14,07%. Jorge Viana ocupa a quarta posição, com 12,77%. Na sequência estão Sérgio Petecão, com 9,84%; Dr. Eduardo Veloso, com 5,82%; Dr. Júnior Feitosa, com 2,98%; e Professor Inácio Moreira, com 1,24%. Brancos e nulos somam 3,63%, enquanto 14,21% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Gladson fora

A pesquisa também simulou um cenário sem Gladson Camelí. Nesse caso, Márcio Bittar amplia a liderança e aparece com 21,32%, seguido por Mara Rocha, com 17,20%, e Jorge Viana, com 14,61%. Sérgio Petecão registra 12,13%, Dr. Eduardo Veloso tem 6,51%, Dr. Júnior Feitosa aparece com 3,48% e Professor Inácio Moreira, com 1,49%. Brancos e nulos representam 4,77%, enquanto 18,49% não souberam ou não responderam.

Rejeição

Jorge Viana lidera o índice de rejeição entre os candidatos avaliados, com 24,95%. Sérgio Petecão aparece em segundo, com 17,59%, seguido por Gladson Camelí, com 17%. Márcio Bittar registra 10,54% de rejeição, enquanto Mara Rocha tem 4,97%; Dr. Eduardo Veloso, 4,27%; Professor Inácio Moreira, 4,17%; e Dr. Júnior Feitosa, 2,39%. Outros 14,12% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Bufunfa

O PL repassou generosa fatia de seu fundo eleitoral, o “fundão”, para as campanhas dos deputados federais do partido que buscarão a reeleição ou tentarão o Senado em 2026. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse ter autorizado por esses dias a transferência de R$ 3 milhões do fundão para cada deputado federal da sigla que será candidato.

Apostas

O PL também enviou mais de R$ 1 milhão para algumas das principais apostas do partido na disputa para a Câmara dos Deputados e que não possuem mandato atualmente. O partido repassou, por exemplo, R$ 1,2 milhão para a campanha de Padre Kelmon (PL-SP), religioso que foi candidato à Presidência em 2022 e que, em 2026, tentará vaga na Câmara.

Pesos e medidas

Padre Kelmon é uma das apostas do PL como puxador de votos em São Paulo, especialmente com a ausência dos dois principais nomes da sigla no estado: Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro. Outro nome que já recebeu valor considerável do PL é Jair Renan. Filho 04 de Jair Bolsonaro, ele recebeu R$ 1,5 milhão para sua campanha a deputado federal por Santa Catarina. Valdemar explicou que o valor que os demais candidatos receberão do fundo eleitoral dependerá da perspectiva de cada um. “Depende do potencial”, disse o cacique.

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