Rio Branco, AC 26 de agosto de 2026 11:25
HOME / JAMAXI / Sabatina

Sabatina

A TV Rio Branco realizou na data de ontem, 25, uma sabatina coletiva com os candidatos ao Governo do Acre, substituindo o modelo tradicional de confrontos por uma discussão focada em planos de governo e propostas administrativas.

Ajuste

Tião Bocalom (PSDB) defendeu em suas teses o rigor financeiro de uma possível gestão e destacou sua experiência na administração pública. No âmbito institucional, criticou decisões da chamada “Justiça Superior” e do STF, mas ressaltou que confia e cumpre as determinações das instituições locais no Acre.

Gestão

Por seu turno, Alan Rick (Rep) defendeu o fortalecimento da segurança pública e o apoio direto aos pequenos empreendedores, apontando a gestão municipalista como caminho para o desenvolvimento do estado.

Continuidade

Mailza Assis (PP) sustentou a continuidade administrativa de seu grupo no comando do executivo estadual, priorizando investimentos em educação profissional e em políticas sociais voltadas para a proteção da infância e da juventude.

Estrutura

Thor Dantas (PSB) apresentou a saúde pública como o eixo central de sua plataforma, enfatizando a urgência de debates programáticos baseados em dados técnicos para resolver os problemas estruturais do Acre.

Direitos

Por fim, Eudo Raffael (PCB) colocou a defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores e a valorização do funcionalismo público como as principais bandeiras de sua intervenção no programa

Apoio

A assessoria de imprensa do candidato ao senado Eduardo Velloso (SD), fez divulgar no dia de ontem, terça feira, 25, noticia dando conta do apoio da ex-vereadora de Rio Branco Lene Petecão às suas pretensões políticas. Prega a notícia que os dois encetaram entendimento após reunião durante a tarde conversando sobre a campanha e as propostas que Velloso pretende imprimir ao mandato.

Justificativa

Ex-vereadora da capital por três mandatos, Lene destacou a relação de longa data com Velloso e afirmou que decidiu se somar à campanha por reconhecer os resultados do atual mandato do deputado federal. “Você é um amigo de longas datas, eu tenho muito respeito pelo seu mandato, proativo, de resultado. Quero juntar a sua força, da Rejane e do seu grupo político para a gente fazer uma bela campanha”, afirmou Lene.

Intervenção

Ela também citou o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, ao explicar sua chegada à campanha. “O prefeito Alysson me fez esse convite e eu quero aqui contribuir. Como mulher, de três mandatos de resultado, eu tô com doutor Eduardo Velloso”, declarou. Velloso agradeceu o apoio e afirmou que o encontro também serviu para discutir os desafios do Acre e o papel que pretende desempenhar no Senado.

Inversão

Resta sublinhar que Lene é irmã do Senador Sérgio Petecão (PSD), que também busca a reeleição. A surpresa do apoio político vem justamente pelo fato do parentesco da ex-vereadora com o senador Social Democrata.

Correspondência

Quem se der ao trabalho de pesquisar notícias nos arquivos da imprensa, que narram as campanhas de Lene Petecão, verá que em todas as vezes que ela logrou êxito para chegar ao legislativo mirim, contou com o apoio do irmão. O posicionamento da ex-vereadora suscita questionamentos justo pelo parentesco e pela falta de reciprocidade.

Negociação

Brasil e Estados Unidos acertaram uma nova rodada de negociações sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na semana passada. A conversa será realizada virtualmente na próxima segunda-feira, 31, às 14h30.

Aproximação

Segundo um representante do governo brasileiro envolvido nas tratativas, a iniciativa partiu dos Estados Unidos. O representante comercial americano, Jamieson Greer, procurou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para organizar a reunião.

Entendimento

A retomada do diálogo foi acertada depois de Lula voltar a dizer a Trump que considera infundadas as tarifas aplicadas ao Brasil. De acordo com o Palácio do Planalto, o presidente americano respondeu que as equipes dos dois países deveriam retomar as conversas o mais rapidamente possível.

Leitura

Apesar da iniciativa americana, integrantes do governo brasileiro mantêm cautela e não esperam uma redução das tarifas de forma imediata. A avaliação, porém, é que a reabertura de um canal efetivo de negociação representa um avanço depois de tentativas anteriores que terminaram sem acordo.

Retaliação

A retomada das conversas entre o Brasil e EUA ocorre no mesmo dia em que o governo do Canadá anunciou que vai dobrar as tarifas sobre aço e alumínio importados dos Estados Unidos, de 25% para 50%, em uma nova escalada da guerra comercial entre Ottawa e Washington. A medida faz parte de um pacote de retaliação às novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

Reação

Além de aço e alumínio, o Canadá aplicará alíquotas de 15%, 25% e 50% sobre uma série de produtos americanos, entre eles pescados, papel, queijos, móveis, roupas, eletrodomésticos, ferramentas e máquinas.

Neutralidade

Alheio às negociações comerciais, o escolhido pelo presidente Donald Trump para assumir a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Pérez, afirmou que não pretende interferir na eleição presidencial brasileira de outubro e que trabalhará com quem vencer a disputa. Segundo ele, cabe exclusivamente aos brasileiros definir o próximo presidente.

Anistia

Segundo candidato a ser sabatinado pela Rede Globo, Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, reafirmou na data de ontem, 25, que, se eleito, enviará ao Congresso um projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo Jair Bolsonaro.

Causa e efeito

Caiado defendeu uma anistia “geral e ampla” e comparou a medida à anulação, pelo STF, das condenações de Lula na Lava Jato, que permitiu ao petista recuperar seus direitos políticos. Segundo o candidato, a proposta seria uma forma de “pacificar o país” e superar a polarização. Caiado também defendeu a criação de uma polícia transnacional para combater o crime organizado na América Latina.

Nada a declarar

O presidente Lula evitou responder a perguntas sobre as suspeitas envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, durante a solenidade que comemorou o Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília.

Calcanhar de Aquiles

Lula até fez uma declaração aos jornalistas, mas deixou o local enquanto repórteres faziam perguntas sobre Lulinha e Marcola. As investigações envolvendo os dois e a lobista Roberta Luchsinger se tornaram um dos principais focos de desgaste para a campanha de Lula e vêm sendo exploradas por seus adversários na disputa presidencial.

Tema tabu

Flávio Bolsonaro se irritou ao ser questionado sobre a promessa, feita há mais de três meses, de apresentar as contas do financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. Flávio negou ter recuado e afirmou que a produtora Go Up Entertainment já apresentou informações sobre os gastos no âmbito da investigação que tramita em São Paulo. A Go Up apresentou uma perícia contratada pela própria empresa, mas não mostrou nenhum recibo ou nota fiscal dos gastos feitos com a produção.

Crise

E a crise entre o diretor da Polícia Federal, Wellington Lima e Silva, e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), se aprofundou com a decisão da cúpula da corporação de manter a pressão para que a Advocacia-Geral da União (AGU) recorra de determinações do magistrado no inquérito sobre as fraudes no INSS.

Intromissão

A cúpula da PF considera que as medidas interferem na autonomia investigativa da instituição e, há mais de um mês, pediu à AGU que avalie um recurso. O advogado-geral da União, Jorge Messias, resiste à judicialização do conflito e tenta construir uma saída negociada entre a PF e Mendonça.

Relacionadas