O final de semana na agenda política foi marcado por movimentadas nas campanhas dos principais candidatos ao governo [Alan (Rep), Mailza (PP), Bocalom (PSDB) e Thor Dantas (PSB)] e pelo questionamento da isenção do Instituto Data Control em relação à pesquisa divulgada na data de hoje, 24, pelo site Ac24horas, em que a governadora desponta com 34,9%; Alan com 27,5%; Bocalom com 15,3%; Thor Dantas 2%; Eudo Rafael (PCB) com 0,09% e Dr. Luizinho (Agir) com 0,06%..
Imbróglio
Partidários dos candidatos que se opõem à governadora Mailza Assis (PP), questionam o grau de isenção do citado Instituto sob o argumento que o mesmo tem como gestor José Denis Moura dos Santos, fundador do Instituto, nomeado na administração Gladson Cameli (PP) em cargo comissionado, status que permaneceu na gestão da governadora Mailza Assis(PP)
Ingerência
Segundo um dos militantes dos grupos políticos que disputa o governo do Acre, o “fundador e porta-voz do Data Control ocupa cargo de confiança no governo”. Outro fato que estaria chamando a atenção dos opositores de Mailza Assis seria a questão de o “instituto não aparecer na lista de empresas regulares do CONRE-7”.
Vínculo
Consubstanciando as denúncias, os partidos de oposição preparam uma série de questionamentos que levarão à Justiça Eleitoral, apresentando a publicação da nomeação do proprietário do Data Control, desde abril de 2025, onde estaria exercendo o cargo de diretor administrativo e financeiro do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC). Outra prova que coloca em xeque a pesquisa, seria que, na folha normal de julho, José Denis continua como empregado do governo recebendo R$ 18.242,48.

O debate dos ausentes
Pontapé inicial da temporada de debates presidenciais, o encontro promovido pela Band na noite de ontem, domingo, 24, foi marcado mais pelas ausências que pelas presenças. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas, avisaram que não compareceriam, o que motivou o ex-governador Romeu Zema (Novo) a também se ausentar.
Vai e vem
Na porta do estúdio, o escritor Augusto Cury (Avante) ficou sabendo que debateria apenas com Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) e disse que também não iria, mas desistiu da desistência.
Palavrório
Com o menor quórum desde a redemocratização, o debate focou em críticas a Lula, com os participantes deixando o filho de Jair Bolsonaro em segundo plano. Renan chamou os eleitores do presidente de “canalhas” e disse não querer os votos deles, com Cury criticando sua agressividade.
Supressão
Já Caiado defendeu que os candidatos ausentes tivessem o registro negado pelo TSE. Os candidatos deram ênfase às suspeitas contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mas também lembraram a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Performance
Não faltaram frases de efeito. Renan prometeu um “banho de sangue” contra líderes de facções. Cury replicou que o “Estado desorganizado” era pior que o crime organizado. Já Caiado citou os escândalos ligados aos candidatos ausentes: “São dois filmes: Dark Horse e Dark Lobby”.
Condução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou tratar com “muita seriedade” as investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de seu gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Postura
Em entrevista à Record neste domingo, 23, o petista declarou que ninguém está acima da lei e que cabe ao chefe do Executivo garantir a independência das instituições, sem atuar como juiz ou delegado. “Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. […] Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está [acima da lei] se cometer erro”, afirmou Lula. O presidente ainda enfatizou que não interfere em inquéritos nem pune investigadores.

Incompatibilidade
O andamento das investigações sobre suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Lulinha acirrou a crise nos bastidores do Judiciário e colocou em lados opostos o ministro do STF André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Teses
Enquanto a PGR defendeu o envio do inquérito contra o filho do presidente para a primeira instância por falta de elementos envolvendo autoridades com foro privilegiado, Mendonça sinalizou que deve rejeitar o pedido. O relator avalia que a conexão das apurações com o escândalo dos descontos indevidos no INSS e as citações diretas a Lula em mensagens da investigada Roberta Luchsinger justificam manter o caso sob a alçada do Supremo.
Reconexão
Também na entrevista à Record, Lula falou sobre a conversa da última sexta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O telefonema marcou a retomada de comunicação direta entre os dois líderes, com sinalização para reabrir negociações técnicas sobre o tarifaço.
Civilidade
“A minha conversa com o Trump é muito civilizada, é muito respeitosa, tanto da minha parte quanto da parte dele. Mas, depois, o segundo escalão toma atitudes que são impensáveis. Aí nós não podemos aceitar intromissão de um país, quem quer que seja, na coisa do Brasil”, disse Lula.
Congraçamento
Durante participação na Festa do Peão de Barretos, na noite de sábado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez um discurso com acenos ao agronegócio e ao eleitorado conservador. Em uma fala de pouco mais de um minuto, o parlamentar afirmou que o setor “tem sido muito atacado”, mas prometeu que “o agro vai voltar a ser o grande orgulho mundial”. O parlamentar relembrou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e prometeu retornar ao evento acompanhado dele em edições futuras.0
Termômetro
Divulgada na manhã de hoje, segunda-feira-24, a pesquisa Nexus/BTG Pactual para a eleição presidencial realizada entre 21 e 23 de agosto, mostra Lula à frente no primeiro turno e um segundo turno em empate técnico com Flávio Bolsonaro, que chega ao melhor patamar desde o fim de julho.

Números
No cenário estimulado de 1º turno, Lula aparece com 41% e Flávio Bolsonaro com 37%, acima da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Atrás dos dois vêm Ronaldo Caiado, com 5%, e Renan Santos e Zema, ambos com 3%. Esta rodada incluiu um segundo cenário de primeiro turno, com Pablo Marçal na disputa. Nele, Lula marca 40% e Flávio Bolsonaro, 34%; Marçal fica com 4%.
Rodada final
No segundo turno, Lula tem 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro, a menor diferença entre os dois desde 30 de março. Nos demais confrontos testados, Lula aparece com 46% contra 42% de Caiado, 47% contra 40% de Zema e 47% contra 35% de Renan Santos. Nas taxas de rejeição, 49% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum e 48% dizem o mesmo de Flávio Bolsonaro.
Divergência
Já a pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, mostra um cenário estável na disputa entre Lula e Flávio no segundo turno, com o petista superando o senador do PL por 47% a 43%, números semelhantes aos do levantamento anterior. Já na simulação de primeiro turno, a distância entre eles caiu quatro pontos: Lula tem 39% contra 33% de Flávio. O Datafolha indicou também que 50% dos eleitores acreditam que há chance de outros países interferirem na eleição brasileira.


