Rio Branco, AC 15 de outubro de 2026 17:16
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Credenciais

O senador Marcio Bittar (PL-AC), reeleito há menos de duas semanas, reitera que não está alinhado com a causa dos trabalhadores. Defensor intransigente do patronato, ele está entre os três parlamentares que não compareceram à sessão do Senado Federal que discutiu o fim da escala de trabalho 6×1, realizada na data de ontem, quarta-feira,14.

Cordão

Além do representante do Acre, também estiveram ausentes Ciro Nogueira (PP-PI) e Rogério Marinho (PL-RN). A informação foi divulgada pelo portal g1, que apontou os três como os únicos senadores da Câmara Alta ausentes da sessão, levada a cabo de forma presencial ou digital.

Regras

Para releitura, a discussão levada a termo no Senado Federal envolve a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças no atual modelo de jornada conhecido como escala 6×1, no qual o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias consecutivos e tem direito a um dia de descanso.

Formato

O básico da proposta aprovada ontem no Senado busca alterar essa organização da jornada de trabalho, estabelecendo a escala de 5X2, ou seja: o trabalhador labuta de segunda a sexta e descanso no sábado e domingo. O tema mobiliza o debate sobre as condições de trabalho no país.

Contraponto

Contrastando com a postura de Bittar, os senadores Sérgio Petecão (PSD) e Alan Rick (Republicanos) votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

Retrato

A primeira pesquisa Quaest do segundo turno mostra Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto, contra 44% do presidente Lula. A pesquisa revela diferenças importantes no perfil dos eleitores dos dois candidatos.

Extratos

Flávio registra 60% das intenções de voto entre evangélicos, contra 28% de Lula. O senador também aparece à frente na região Sul, por 61% a 30%, e entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, por 53% a 39%. Lula, por sua vez, concentra maior apoio no Nordeste, onde tem 61% das intenções de voto, contra 32% de Flávio. O presidente também lidera entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, por 53% a 36%, e entre eleitores pretos, por 51% a 39%.

Meia volta

Flávio Bolsonaro voltou atrás e confirmou que participará do debate com o presidente Lula marcado para domingo, na TV Bandeirantes. A decisão foi anunciada menos de 24 horas depois de o senador afirmar que não compareceria ao encontro. Na terça-feira, durante um evento em São Paulo no qual diretórios estaduais do MDB anunciaram apoio à sua candidatura, Flávio havia descartado a participação no debate de domingo.

Análises

Analistas políticos do cenário nacional, detalham na imprensa do centro sul como a nova pesquisa Quaest divulgada ao final da tarde de ontem, 14, abre um caminho para uma eventual virada de Lula no segundo turno. Para esses analistas, a reviravolta seve se apoiar no resgate dos eleitores ausentes do primeiro turno, nicho em que o petista lidera por 43% a 38%, impulsionado também pelas manifestações de rua lideradas por estudantes em dezenas de capitais. O engajamento jovem inverteu a curva de rejeição contra o bolsonarismo e passou a reanimar as bases lulistas.

Inconvenientes

Aliado a isso, as pautas populares como o fim da escala 6×1 e a alta de aprovação entre as mulheres fizeram Lula ganhar tração, enquanto Flávio Bolsonaro, no computo geral, bate no teto com 54% de rejeição e vê seu salto alto ameaçado na reta final.

Cabeça a cabeça

A propósito da disputa presidencial, Pesquisa Palver, divulgada hoje,15, mostra o cenário da disputa presidencial no segundo turno com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Pelo levantamento Flávio Bolsonaro (PL) alcança 50%, Lula (PT) 49%, Branco/Nulo 1% e Indecisos.

Dados técnicos

A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento entrevistou 5.000 eleitores por questionário online entre os dias 10 e 13 de outubro. O nível de confiança é de 95% e o número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-08028/2026.

Pesos e medidas

A Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp, apresentou respostas diferentes a pedidos de criação de propaganda eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo testes realizados, o sistema recusou solicitações de cartazes para o presidente, mas produziu peças semelhantes para o senador.

Critérios

Em uma das tentativas, a ferramenta se negou a gerar uma imagem com a inscrição “Lula 13”, sem apresentar justificativa. Em contrapartida, atendeu a um pedido de cartaz verde e amarelo com o nome “Flávio 22”. Questionada a Meta negou que houvesse intenção de beneficiar um candidato.

Grita

A campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta sob a suspeita de tratamento desigual na distribuição de conteúdos políticos durante o segundo turno da eleição presidencial.

Ação

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para investigar possíveis irregularidades na moderação de conteúdos políticos pela Meta. A apuração foi instaurada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão após uma representação apresentada por organizações da sociedade civil como Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z. As entidades reuniram mais de mil relatos de bloqueios, remoções e suspensões de contas durante o período eleitoral de 2026.

Renascimento

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, autorizou que o canal “Exército de Lula” voltasse ao ar antes das 48 horas determinadas anteriormente por ele. A decisão veio depois que a coligação do presidente Lula pediu que a corte eleitoral suspendesse pelo mesmo prazo o canal no WhatsApp “Tropa do Flávio”, ligado à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), para igualar o tratamento dado aos dois canais.

Estratégia

A maioria dos ministros do TSE vê nas decisões do ministro um engajamento explícito a favor de Flávio Bolsonaro e uma tentativa de “cavar” uma intervenção do STF em pautas eleitorais, conta Luísa Martins, do jornal Folha de São Paulo e do Portal UOL, Jornalista especializada na cobertura de STF. Por isso, alguns magistrados do TSE alertaram ministros do Supremo, como Flávio Dino e Gilmar Mendes, a não reagir.

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