A acreana Juliet Matos, secretária-geral nacional do partido Cidadania, natural de Rio Branco, cientista política, ambientalista e uma das principais lideranças femininas da legenda, vai ao teste das urnas em outubro próximo, quando buscará assento na Câmara dos Deputados pela Federação PSDB Cidadania. No universo das candidaturas até então divulgadas, Juliet desponta como um dos nomes mais qualificados para representar o Acre no Congresso Nacional.
Qualificação
Nascida e criada em Rio Branco, no bairro Xavier Maia, Juliet Matos (36) venceu situações de vulnerabilidade social, lidou com a perda traumática dos pais muito jovem, estudou Ciências Políticas e vem se destacando como uma liderança feminina em ascensão no âmbito nacional e internacional. Sua atuação nos bastidores da Câmara Federal, na consultoria de articulações políticas e formulação de leis federais chamou a atenção de grandes nomes do partido e lhe rendeu o posto de Secretária Nacional do Cidadania.
Reconhecimento
No cenário internacional, Juliet foi a única liderança política brasileira selecionada para o programa VV Engage, da Vital Voices Global Partnership, organização criada por Hillary Clinton. Também recebeu bolsas de formação na Espanha e participou de eventos apoiados pela ONU Mulheres no Chile e no México. Sua história demonstra que o TDAH não limita a capacidade de uma pessoa de ocupar espaços de liderança e alcançar posições de destaque, desde que existam diagnóstico, acompanhamento, inclusão e oportunidades.
Personalidade
Em sua trajetória recente, Juliet tem atuado como assessora parlamentar em Brasília focada nas pautas de mudanças climáticas e atua ativamente no Fórum de Mulheres de Partidos Políticos. Em março de 2026, ocupou as manchetes nacionais após registrar um boletim de ocorrência por violência política de gênero contra agressões e insultos verbais direcionados a ela por filiados durante reuniões partidárias.

Escola
Dois bancos, a mesma trama. A Polícia Federal apontou semelhanças entre o esquema investigado no Banco Digimais, pertencente ao bispo Edir Macedo, e o modelo de negócios que sustentou o Banco Master até sua liquidação pelo Banco Central.
Enredo
Segundo a PF, a instituição do líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) teria recorrido a manobras contábeis para ocultar sua real situação financeira e ampliar sua capacidade de captação de recursos. De acordo com a investigação, o Digimais inflou o valor de ativos, ofereceu CDBs com remuneração acima da média do mercado e utilizou estruturas financeiras que, na avaliação da PF, serviram para dar aparência de solidez ao banco.
Maquiagem
Os investigadores citam, entre os exemplos, a superavaliação de títulos, imóveis e carteiras de crédito, além da substituição sucessiva de auditorias independentes para evitar ressalvas nos balanços financeiros. A operação também reforça a proximidade entre as duas instituições. O Digimais adquiriu ativos do Banco Master e chegou a negociar sua venda para Maurício Quadrado, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Protagonismo
A ascensão do Digimais coincidiu com a chegada de executivos ligados ao círculo empresarial do bispo Edir Macedo aos principais cargos de comando da instituição. Entre os alvos da Operação Miragem está João Luiz Urbaneja, bispo da Igreja Universal que assumiu a presidência do Conselho de Administração do banco em 2024. Também é investigado Thiago Rodrigues Urbaneja, filho do bispo Urbaneja, que ocupava a presidência executiva do Digimais até o início deste ano.
Breque
O Ministério Público de São Paulo arquivou, no mês passado, um pedido para investigar a autorização concedida pelo governo de Tarcísio de Freitas para que o Banco Digimais oferecesse empréstimos consignados a policiais militares do estado. O convênio firmado com o governo paulista foi publicado em setembro de 2025 e abriu ao banco um mercado potencial de mais de 80 mil PMs da ativa. O Republicanos, partido do governador, tem ligação umbilical com a Igreja Universal.
Esquiva
Já o BTG Pactual deve abandonar as negociações para a compra do Banco Digimais após a operação da PF, segundo fontes envolvidas na operação. As conversas, que já estavam paralisadas, dependiam de uma injeção de recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), alternativa que perdeu força após a deflagração da Operação Miragem. (Estadão)

Conexões
O Palácio do Planalto já dá como certa uma nova leva de investigações sobre a conexão entre o Banco Master e caciques do PT baiano, como conta Vera Rosa, do jornal O Estado de São Paulo, edição de hoje. O próximo alvo deve ser o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que sucedeu o hoje senador Jaques Wagner (PT-BA) no governo do estado.
Lábia
Jaques Wagner, aliás, estará hoje em Brasília para tentar convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mantê-lo como líder do governo no Senado pelo menos até o fim do recesso de julho. Aliados do presidente vêm defendendo a substituição do senador, investigado pela PF, para não contaminar com o caso Master a campanha de Lula à reeleição. (Folha)

Corpo presente
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu para participar da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), marcada para 6 de julho, que discutirá a proposta do governo Donald Trump de impor tarifas adicionais a produtos brasileiros.
Auditório
Entre os inscritos já confirmados estão o influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, além de representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de entidades ligadas aos setores rural, varejista e de mineração.
Barreira
A propósito do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL) e determinou a remoção de publicações que associavam Flávio à Operação Unha e Carne, ao Comando Vermelho e ao crime organizado. A decisão liminar, assinada pela ministra Estela Aranha, alcança dirigentes e parlamentares do PT, entre eles a ex-presidente do partido, Gleisi Hoffmann, o deputado Lindbergh Farias e o ministro Guilherme Boulos.
Vapt, vupt
Ainda sobre o clã Bolsonaro, durou apenas cinco minutos o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à PF sobre uma arma registrada em seu nome apreendida durante uma blitz na semana passada. Segundo sua defesa, ele manteve a explicação de que pediu a um militar de sua segurança presidencial que consertasse a pistola Glock 9mm, mas negou tê-lo orientado a tirá-la do condomínio onde cumpre prisão domiciliar.

Barreira
A Justiça dos Estados Unidos rejeitou o pedido da Rumble e da Trump Media para declarar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em revelia no processo movido pelas empresas contra o magistrado. A juíza Mary Scriven, do Tribunal Distrital da Flórida, ainda autorizou a participação formal do governo brasileiro na ação.
Pouco caso
As empresas argumentavam que Moraes havia sido regularmente notificado e deixou transcorrer o prazo sem apresentar defesa ou solicitar uma prorrogação. A magistrada, porém, entendeu que a eventual declaração de revelia só poderá ser analisada após a apreciação de questões preliminares levantadas pelo governo brasileiro. (CNN Brasil)

Genocídio
Uma comissão independente da ONU concluiu que Israel continua a cometer genocídio em Gaza ao atacar deliberadamente crianças palestinas durante a guerra no enclave. O relatório afirma que cerca de 30% das vítimas mortas pelas forças israelenses desde o início do conflito são crianças e sustenta que há uma política sistemática de destruição da população palestina.
Referendo
A investigação reforça conclusões apresentadas pela própria comissão em setembro de 2025, quando o grupo apontou que Israel havia cometido atos de genocídio em Gaza. Israel rejeitou as conclusões e classificou o relatório como uma “farsa difamatória”. (Guardian)


