O deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos) cumpriu uma agenda intensa no fim de semana em Brasiléia, com a entrega de duas máquinas beneficiadoras a comunidades rurais, reforçando o apoio direto à produção e à agricultura familiar no município.
Equipamento
Na sexta-feira (20), o parlamentar participou da entrega de uma beneficiadora de arroz na comunidade Paraíso, no km 19, ao lado do prefeito Carlinhos do Pelado, do secretário de Agricultura Gesiel Moreira e do presidente da associação, Valmir Brito. O equipamento atende uma demanda antiga dos produtores da região, que aguardavam há anos por melhores condições de beneficiamento.
Fortalecimento
Já no sábado (21), Tadeu esteve novamente no ramal Pega-Fogo, também no km 19, para entregar outra beneficiadora à Associação Ordem e Progresso, presidida pelo produtor Pedro, ampliando o alcance das ações do mandato no fortalecimento da produção rural.
Emendas
As duas entregas foram viabilizadas por meio de emendas parlamentares destinadas pelo deputado, com foco em melhorar a estrutura de trabalho no campo, aumentar a produtividade e gerar renda para as famílias.

Largada
Romeu Zema (Novo) abriu a temporada de desincompatibilização de governadores que pretendem concorrer às eleições de outubro. Ele renunciou ontem, domingo, ao governo de Minas Gerais e passou o cargo a seu vice, Mateus Simões (PSD), em uma cerimônia na Assembleia Legislativa mineira. Zema quer ser candidato a presidente da República e negou haver negociações para integrar a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Esteira
O próximo a pedir o boné é Cláudio Castro (PL), que deixa hoje, 23, o governo do Rio de Janeiro. Castro quer concorrer ao Senado, mas tem uma grande pedra no caminho: o TSE retoma amanhã o julgamento que, mesmo com a renúncia, pode torná-lo inelegível por oito anos. Ele responde por abuso de poder político, econômico e conduta proibida a agentes públicos na campanha de 2024.

Chapa
Na estratégia de criar um palanque sólido para o presidente Lula em São Paulo, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deixou o MDB após 30 anos e filiou-se no sábado ao PSB, pelo qual vai concorrer a uma vaga no Senado. Outro nome cotado para compor a chapa majoritária de Fernando Haddad (PT) é o da ministra Marina Silva, que em 2022 foi eleita deputada federal por São Paulo.
Disputa
O processo de delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mal começou e já provoca disputas e tensão entre a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), conta o articulista Igor Gadelha, do site Metrópoles. Apenas uma delas poderá conduzir a delação e ter acesso às informações, embora Vorcaro tenha assinado acordos de confidencialidade com as duas instituições.
Simpatia
O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, discretamente prefere a PF com quem vem trabalhando diretamente desde que assumiu o processo.
Alvoroço
Assessores de políticos do Centrão estão em polvorosa à cata de documentos que comprovem prestação de serviços a empresas de Vorcaro, como forma de justificar previamente pagamentos que devem aparecer ao longo das investigações.
Esquiva
Já no Executivo, a estratégia é jogar o caso Master no colo da oposição, mesmo com as relações de um dos antigos sócios de Vorcaro com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
Avarias
O caso Master segue fazendo estragos na imagem do STF. Pesquisa AtlasIntel divulgada na sexta-feira mostra que André Mendonça é único entre os dez integrantes atuais da Corte cuja avaliação positiva (43%) é maior que a negativa (36%), enquanto 20% não sabem avaliá-lo. Na outra ponta está Dias Toffoli, visto negativamente por 81% dos entrevistados, contra apenas 9% de avaliações positivas. (Estadão)

Denúncia
O ex-ministro dos Direitos Humanos Sílvio Almeida foi denunciado no sábado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por importunação sexual contra Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial. O caso corre em sigilo do STF sob a relatoria de André Mendonça, que decidirá se aceita ou não a denúncia.
Reação
Almeida foi demitido em setembro de 2024 após a ministra e outras mulheres denunciarem seu comportamento. Em publicação no X, Anielle comemorou o indiciamento, visto como um estímulo para que outras mulheres “não sofram em silêncio”. Almeida nega as acusações.

Temor
A quarta semana de guerra no Oriente Médio começa sob o temor de uma batalha de grandes proporções pelo Estreito de Ormuz, um gargalo marítimo de 50 quilômetros de extensão por onde passam pelo menos 20% do petróleo mundial e que parcialmente fechado pelo Irã em resposta aos ataques de Israel e Estados Unidos.
Tropa
Cerca de 4.500 marinheiros e fuzileiros americanos estão a caminho da região, incluindo um batalhão especializado em operações de desembarque, com blindados, helicópteros e caças. O objetivo seria tomar a Ilha de Kharg, principal base de exportação de petróleo do Irã.
Meta
Reabrir Ormuz se tornou a nova meta prioritária da guerra, já que a derrubada do regime iraniano parece a cada dia mais distante. O bloqueio quase total do estreito fez disparar o preço do petróleo, o que levou os EUA a uma medida a princípio incoerente: levantar parte das sanções impostas às exportações do produto pelo Irã.
Radicalização
Por seu turno, Teerã elevou a retórica e, na manhã de hoje, ameaçou espalhar minas marítimas em todo o Golfo Pérsico, caso suas ilhas e sua costa sejam atacadas. “A única forma de uma embarcação de países não combatentes passar pelo golfo será em coordenação com o Irã”, disse em comunicado o Conselho de Defesa do país.
Resposta
A ameaça iraniana veio um dia depois de o governo dizer que fecharia completamente Ormuz, diante do ultimato lançado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de destruir a infraestrutura de energia do país caso a passagem não seja reaberta até hoje. Já o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, disse estar “absolutamente convencido” de que a aliança militar conseguirá reabrir o estreito, sem dar mais detalhes.
Baixas
Quase 200 pessoas ficaram feridas na noite de sábado em um ataque com mísseis do Irã às cidades israelenses de Arad e Dimona, no sul do país. Segundo a imprensa iraniana, o alvo do ataque era um centro de pesquisas nucleares de Israel próximo das duas localidades. As Forças Armadas israelenses estão investigando por que seu sistema de defesa antiaérea, um dos mais eficientes do mundo, não interceptou os mísseis.


