Rio Branco, AC 11 de março de 2026 16:59
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A estrela brilha

Uma ala do PT passou a defender que a ministra do Meio Ambiente e acreana Marina Silva (Rede), seja candidata a vice na chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo nas eleições de 2026.

Impacto

Nos bastidores, esses caciques petistas avaliam que a chapa “Haddad-Marina” traria um “ar de novidade” para a disputa. No pleito de 2022, o ministro da Fazenda teve a professora Lúcia França (PSB) como vice. Até então, o nome de Marina vinha sendo cogitado para concorrer ao Senado na chapa de Haddad — cenário que a ministra prefere. A outra vaga de senadora deve ir para a ministra do Planejament, Simone Tebet.

Variáveis

Caciques do PT avaliam, contudo, que Tebet teria hoje mais chances de vencer a disputa, o que fortaleceria a tese de Marina ser vice. Nesse cenário, o ministro Márcio França poderia tentar o Senado na outra vaga. Em 2022, vale lembrar, Haddad também tentou atrair Marina para ser a vice em sua chapa ao governo de São Paulo. A ministra, porém, não topou e preferiu concorrer à Câmara dos Deputados, para a qual foi eleita. Haddad deixará o governo na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo. O ministro planeja um evento de despedida na quinta-feira, 19/3, com a presença de Lula.

Excentricidades

Vale lembrar que no Acre, aonde Marina Silva iniciou sua vida política, exercendo o cargo de vereadora em Rio Branco, após, deputada estadual e, em seguida, exerceu dois mandatos no Senado Federal, a percepção geral é que ela não lograria êxito caso decidisse concorrer a qualquer mandato eletivo. Em 2022, ao concorrer como candidata pelo partido Rede Sustentabilidade em federação com o PSOL, Marina Silva foi eleita deputada federal pelo estado de São Paulo, com 237 526 votos, sendo a 12ª candidata mais votada no estado para esse cargo.

Distância

A terceira edição da pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, 11, indica que a maior parte da população brasileira ainda não tem clareza sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.

Autismo

De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam conhecer o episódio, enquanto 30% dizem que talvez tenham ouvido falar, mas não têm certeza. Outros 22% declararam desconhecer completamente o caso.

Carapuça

Entre os que dizem estar informados sobre o assunto, o Supremo Tribunal Federal (STF) aparece como a instituição mais associada ao escândalo, citado por 35% dos participantes. Já 21,3% relacionaram o episódio ao governo federal, 17,9% ao Congresso Nacional e 25,8% afirmaram que o caso envolve os três Poderes.

Ceticismo

O Supremo Tribunal Federal (STF) continua no centro do debate político, sobretudo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo relacionado à trama golpista. Os resultados da pesquisa também mostram que a maioria do eleitorado não acredita que tenha havido uma tentativa de golpe de Estado.

Percepções

Segundo o levantamento Meio/Ideia, 54% dos entrevistados rejeitam essa hipótese, enquanto 39% afirmam que Bolsonaro teria planejado um golpe. Outros 7% disseram não saber opinar. A pesquisa também buscou medir possíveis efeitos eleitorais. Para 44% dos entrevistados, candidatos ao Senado que defendem o impeachment de ministros do STF têm maior probabilidade de receber seu voto.

Registro

Por outro lado, 15,5% consideram que essa posição reduz as chances de apoio a um candidato. Já 33% afirmam que isso não influencia sua escolha, e 7,5% disseram não saber responder. A pesquisa eleitoral Meio/Ideia está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026-BRASIL.

Dados técnicos

O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 10 de março de 2026, com 1.500 entrevistas representativas em todo o país. O estudo tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais. (Meio)

Eleições

No cenário eleitoral, a pesquisa Meio/Ideia indica um quadro praticamente estável em comparação ao levantamento de fevereiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança tanto na pesquisa espontânea quanto em todos os cenários simulados de primeiro e segundo turnos.

Consolidação

No levantamento espontâneo, Lula registra 33,4% das intenções de voto, um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. Na segunda posição está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou de 16,3% em fevereiro para 18,5% em março. Nos quatro cenários estimulados de primeiro turno avaliados, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com vantagem significativa sobre os demais candidatos.

Resistência

A pesquisa também avaliou os índices de rejeição dos possíveis candidatos à Presidência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nesse indicador: 43,6% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. O senador Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com rejeição de 34,5%.

Desenho

Os demais nomes testados apresentam taxas significativamente menores. Na projeção de confronto direto entre os dois, Lula aparece com 47,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45,3%. Outros 4,1% afirmam que votariam em branco ou nulo, e 3,2% dizem não saber ou não responderam.

Humores

O levantamento ainda mediu a percepção dos eleitores sobre o governo e as expectativas para a eleição de 2026. Ao serem perguntados se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria permanecer no cargo após o término do atual mandato, 50,6% dos entrevistados disseram que não, enquanto 46,7% afirmaram que sim. Para 50,5% dos entrevistados, Lula não conduz de forma satisfatória seu trabalho à frente do Palácio do Planalto, enquanto 47,2% aprovam sua atuação.

Desempenhos

Entre as áreas avaliadas pela pesquisa, a segurança pública é apontada como o setor com pior desempenho do governo. Nesse tema, 54,3% dos entrevistados classificam a atuação como ruim ou péssima. Na área econômica, 44,1% fazem uma avaliação negativa da condução do governo, ao passo que 32,3% enxergam a gestão de forma positiva. Em relação à saúde, 41,5% dos entrevistados classificam o desempenho do governo como ruim ou péssimo, enquanto 29% avaliam a atuação como ótima ou boa.

Marcha a ré

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu cancelar sua participação na posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, marcada para hoje, em Valparaíso. O Brasil será representado na cerimônia pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O convite para a presença de Lula havia sido feito por Kast durante um encontro bilateral entre os dois líderes no Panamá. No Palácio do Planalto, a eventual viagem era interpretada como um gesto pragmático de política externa. Nos bastidores, o comentário é de que Lula cancelou a ida ao Chile ao saber que Flávio Bolsonaro também havia sido convidado e participaria da posse.

Classificação

E mesmo com os esforços diplomáticos e o envolvimento direto do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos voltou a afirmar que considera as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como ameaças com impacto regional. No comunicado, o governo americano afirma que “as organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, representam ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com tráfico de drogas, violência e outras atividades de crime transnacional”.

Pé atrás

O temor do governo brasileiro é de que os EUA classifiquem as facções como organizações terroristas, o que ampliaria a possibilidade de ações militares americanas em território nacional.