Rio Branco, AC 17 de setembro de 2026 16:32
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Despertar

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quinta-feira, 17, a Operação Death Note, com o objetivo de combater o desvio de verbas públicas federais destinadas a uma secretaria no Acre por meio do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Conluio

As diligências apontam para possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros, com indícios de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras para pagamento de vantagens indevidas e para ocultação da origem e dos destinatários finais dos valores.

Cupim

Apurações da CGU, realizadas no curso da investigação, indicaram que o esquema criminoso causou prejuízos aos cofres públicos em valores que ultrapassam a cifra de R$ 30 milhões. A ação cumpre 27 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nas cidades de Rio Branco/AC, Cruzeiro do Sul/AC, Manaus/AM, São Paulo/SP, Barueri/SP e Ribeirão Preto/SP. Além dos mandados, o Poder Judiciário determinou o sequestro de bens que teriam sido adquiridos com valores desviados.

Crimes

Os investigados poderão responder por crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Milícia

Ontem, quarta-feira, 16, a movimentação na área política ficou por conta de uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Acre, denominada ‘Algoritmo Cidadão’, que cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Rio Branco em meio a uma investigação sobre uma suposta milícia digital usada em ataques contra o candidato ao governo do Acre Alan Rick (Republicanos).

Digitais

Segundo informações da Polícia Civil, seis contas da rede social Instagram foram suspensas. O órgão afirmou ainda que três dos suspeitos identificados ocupam cargos comissionados no atual governo de Mailza Assis (PP), candidata à reeleição. Já um quarto responsável é de uma família que possui ligação com a estrutura estadual.

Posição

Em nota, a assessoria jurídica da candidata Mailza Assis nega que ‘autorizou, solicitou ou teve conhecimento de qualquer atuação dessa natureza, no tocante a difamação do adversário Alan Rick”. A nota enfatiza que a candidata “repudia perfis falsos, ataques anônimos e disseminação de desinformação, respeita a autonomia da Polícia Civil e defende que toda suspeita seja rigorosamente investigada”.

Patronato

A operação é conduzida pelo delegado Rêmullo Diniz, da delegacia de Sena Madureira, interior do estado. Indagada sobre o processo, a autoridade policial destacou que as investigações estão em segredo de justiça, contudo, os envolvidos foram intimidados para prestar esclarecimentos.

Esclarecimentos

Contactado através de sua assessoria de imprensa, Alan Rick, que disse que acompanha as investigações junto aos órgãos oficiais. “O Acre precisa saber quem comanda, quem financia e quem se beneficia desses ataques. Confiamos no trabalho da Polícia Civil e esperamos uma apuração rigorosa”, finalizou!

Mais do mesmo

Um dia após a constrangedora sessão no Supremo Tribunal Federal na qual ministros engalfinharam-se em discussões, no mínimo, acaloradas, a crise do STF desembarcou de vez na campanha presidencial. Ontem, quarta-feira, 16, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram ataques em torno das relações de cada um com o Supremo e o escândalo do Banco Master.

Trocação

Em agenda de campanha em Juazeiro do Norte (CE), Flávio associou Lula a Alexandre de Moraes. “Quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, afirmou. Quase no mesmo horário, Lula afirmou que Flávio está “nervosinho” porque, segundo ele, ainda apareceriam detalhes de sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente citou os recursos destinados ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e acusou o adversário de ter recebido R$ 130 milhões do ex-banqueiro para financiar a produção.

Foco

Os dois candidatos adotaram estratégias distintas para lidar com a crise no Supremo. O presidente Lula cobrou que o presidente do STF, Edson Fachin, evite que a crise provocada pelo caso Master contamine o processo eleitoral. Pressionado pelo avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, Lula também defendeu uma investigação rigorosa das suspeitas envolvendo ministros da Corte.

Armistício

Já Flávio Bolsonaro decidiu poupar Fachin e Gilmar Mendes dos ataques enquanto intensifica as críticas a Alexandre de Moraes. A estratégia busca preservar interlocutores na Corte em meio à crise. Auxiliares do senador começaram a pedir novas audiências com ministros do Supremo para a próxima semana, ainda sem datas definidas.

Novo alvo

A campanha de Flávio Bolsonaro também decidiu ampliar os ataques ao ministro Flávio Dino e colocá-lo no mesmo alvo das críticas dirigidas a Alexandre de Moraes. Aliados do senador avaliam que a atuação de Dino no julgamento reforçou sua associação com Moraes. A campanha pretende explorar também o fato de o ministro ter integrado o governo Lula e sustentar o discurso de que os dois ministros atuam em sintonia com o presidente. (Folha)

Distância

A campanha de Lula, no entanto, optou por se afastar de Moraes. O coordenador da campanha do presidente em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que Moraes tem a “obrigação” de esclarecer sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Carvalho disse que o governo não tem relação com Vorcaro ou com o Banco Master e defendeu que Moraes dê as explicações necessárias diante da crise no Supremo.

Soberania

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo pediram ao governo de Donald Trump novas sanções contra os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Os dois se reuniram nesta quarta-feira com integrantes da administração americana no Departamento de Estado, em Washington.

Ingerência

Ao mesmo tempo, o deputado republicano Chris Smith, de Nova Jersey, pediu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que amplie o monitoramento sobre a liberdade de expressão no Brasil às vésperas da eleição presidencial. Em carta enviada à CIDH, Smith citou as revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro como argumento para reforçar suas críticas à atuação do Judiciário brasileiro.

Cara de paisagem

Já no STF, o dia seguinte foi de aparente tranquilidade. Os ministros voltaram a se reunir nesta quarta-feira para mais uma sessão ordinária da Corte. A pauta reuniu temas como licença-maternidade, reajustes de planos de saúde para idosos, ITBI e os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

Link

Flávio Bolsonaro usou durante a campanha em São Paulo um apartamento que havia pertencido a Fabiano Zettel, cunhado e principal operador financeiro de Daniel Vorcaro. O imóvel, na Vila Nova Conceição, foi vendido por Zettel em fevereiro deste ano por R$ 2 milhões a menos do que havia pago dez meses antes ao advogado Wiler Tomaz, amigo de Flávio. Flávio ficou no apartamento durante alguns dias da primeira quinzena de agosto. No local, reuniu integrantes da campanha para discutir estratégias e gravou vídeos para o horário eleitoral.

Bondades

A semanas do primeiro turno, o governo prepara duas ações com potencial impacto eleitoral. Uma delas, em elaboração no Ministério da Fazenda, é um novo programa para reduzir o endividamento das famílias. A ideia é fazer uma espécie de “leilão” para que o governo viabilize a recompra, com deságio, de dívidas antigas dos consumidores. Segundo o Banco Central, a inadimplência dos consumidores em julho atingiu 5,8%, o maior patamar desde março de 2011.

Freio

Em outra frente, o governo prepara uma Medida Provisória para proibir jogos on-line e impor novas restrições às apostas esportivas. O desenho final da proposta ainda está em discussão, mas integrantes do governo tratam o texto como uma medida que poderá, na prática, quase extinguir as bets no país. A intenção é divulgar a MP nos próximos dias. No caso das apostas esportivas, ainda estão sendo avaliadas diferentes alternativas, entre elas restrições à publicidade.

Intromissão

Quem também quer se envolver nas eleições brasileiras é o governo dos Estados Unidos. Em um documento com 21 pontos para iniciar discussões sobre o tarifaço imposto ao Brasil, a Casa Branca exigiu que “dissidentes políticos” no Brasil não fossem detidos, presos ou impedidos “arbitrariamente” de participar do pleito de outubro. Para integrantes do governo brasileiro, a exigência é uma intromissão nos assuntos internos do país. (Estadão)

Álibi

Donald Trump acusou o Brasil de não combater de forma suficiente o PCC e o Comando Vermelho e cobrou medidas “urgentes” contra as duas facções, recentemente incluídas pelos EUA na lista de organizações terroristas. A cobrança consta de relatório enviado ao Congresso americano e divulgado nesta quarta-feira pelo Departamento de Estado. No Brasil, o relatório foi recebido pelo governo com espanto. Integrantes do Executivo classificaram como ingerência “política” a avaliação.

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