Rio Branco, AC 21 de agosto de 2026 22:46
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Enfrentamento

Diante do acirramento do cenário político e da repercussão de casos recentes no noticiário, a bancada governista no Congresso Nacional decidiu agir para cobrar apurações aprofundadas sobre episódios controversos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Respostas

A líder do governo Lula (PT) no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), protocolou formalmente, na data de ontem, quinta-feira, 20, dois pedidos de informação direcionados à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). As petições solicitam esclarecimentos detalhados sobre as apurações em andamento referentes ao financiamento do filme Dark Horse — cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL) — e a uma disputa judicial que envolve uma mansão de R$ 10 milhões em Angra dos Reis (RJ).

Questionamentos

No primeiro requerimento, a líder governista questiona formalmente os órgãos de fiscalização e controle sobre quais procedimentos administrativos, petições, inquéritos ou investigações tramitam ou já tramitaram na PF e na PGR a respeito do financiamento da produção cinematográfica Dark Horse. A obra, que traz o ator norte-americano Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, teve recursos aportados pelo empresário e banqueiro Daniel Vorcaro em uma operação financeira que permanece sob forte questionamento público e institucional quanto à sua regularidade e origem.

Esclarecimento

No segundo documento protocolado, a senadora Teresa Leitão requisita informações detalhadas para saber “se existe ou existiu procedimento relacionado às operações de ocupação, cessão, negociação ou transferência dos direitos” sobre um imóvel de alto padrão situado em Angra dos Reis, no litoral fluminense. A propriedade, avaliada em R$ 10 milhões, é centro de um litígio judicial que envolve o jogador de futebol Richarlison e o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro.

Intervenção

De acordo com o texto dos requerimentos apresentados pela parlamentar, a controvérsia imobiliária trata de um conflito de interesses e posse “em que o senador Flávio Bolsonaro teria sido arrolado como testemunha, por supostamente ter visitado o imóvel e ter manifestado interesse em sua aquisição”, ponto que exige esclarecimento pelas autoridades policiais e pelo Ministério Público Federal para determinar o eventual envolvimento ou ingerência do parlamentar nas negociações.

Reação

A iniciativa da liderança do governo surge em um momento de contraofensiva política do PT, motivada pela emergência de menções a casos que envolvem o filho do presidente, Fábio Luís, e seu ex-assessor Marco Aurélio Santana, o Marcola.

Deslocamento

E a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que inquéritos envolvendo Lulinha deixem o Supremo Tribunal Federal (STF) e sejam enviados à primeira instância. A PGR argumentou que as investigações sob relatoria do ministro André Mendonça não envolvem pessoas com foro privilegiado e, por isso, não haveria justificativa para a permanência dos casos no Supremo.

Exclusão

A PGR também afirmou ao STF que a PF não apontou a conclusão de qualquer negócio entre o poder público e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a despeito do lobby feito por Roberta e Lulinha. (Metrópoles)

Negativa

Apesar disso, o ministro André Mendonça já sinalizou a interlocutores que pretende rejeitar o pedido da PGR para enviar à primeira instância o inquérito Lulinha por suspeita de tráfico de influência no governo federal. A tendência é que Flávio Dino, relator de outro inquérito contra Lulinha no STF, acompanhe Mendonça caso ele decida manter o processo na Corte.

Apoplético

Irritado com o filho e com o vazamento de informações sigilosas das investigações, o presidente Lula quer que seja apurada a divulgação de dados reservados da PF, entre eles mensagens trocadas por Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger. O STF já mantém um inquérito para investigar o vazamento de informações protegidas por sigilo de apurações em andamento.

Abrindo o bico

A jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, conta em sua coluna de hoje, 21, que “A possibilidade de Roberta Luchsinger partir para um acordo de delação premiada entrou no radar de aliados do presidente Lula e do PT. A estratégia, por ora, é não deixar que a lobista se sinta ‘abandonada’, pois ninguém sabe quais seriam as consequências disso”. (Globo)

Reverberando

A propósito do noticiário citando um possível envolvimento do filho do presidente Lula, o Lulinha, em tráfico de influência, a jornalista Mônica Bergamo, do jornal folha de S. Paulo, afirma que “O escândalo do envolvimento de Lulinha com uma lobista já teve impacto na campanha de reeleição do pai presidente. Pesquisas internas que orientam as lideranças do PT registram que a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro se estreitou nesta semana”.

Asco

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que vê “com nojo” a atuação do STF e disse que uma eventual reeleição do presidente Lula permitiria ao petista indicar mais quatro ministros para a Corte. Flávio afirmou que decisões do Supremo ocorrem de forma “impune” e defendeu que uma mudança na composição da Corte depende da eleição de um novo presidente e do aumento da bancada de senadores alinhados a seu campo político. O senador ainda disse que pretende “entrar para a história”, mesmo que como um “presidente de transição”.

Stop

O ministro do TSE André Mendonça determinou a retirada de um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra Flávio Bolsonaro ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em decisão liminar, Mendonça considerou que a publicação viola as regras eleitorais que proíbem o uso de deepfakes para criar situações fictícias envolvendo candidatos.

Exclusão

O mesmo TSE decidiu por unanimidade impedir Pablo Marçal, candidato à Presidência pelo PRTB, de acessar recursos dos fundos eleitoral e partidário e de participar da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e de debates. Apesar de ter sido lançado candidato pelo PRTB e ter solicitado formalmente o registro, o empresário permanece inelegível até 2032. (g1)

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