Rio Branco, AC 20 de agosto de 2026 16:13
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Barreira

O Ministério Público Eleitoral (MPE) no Acre impugnou 22 pedidos de registro de candidaturas para as eleições de 2026. A lista foi encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) e envolve figuras políticas expressivas do estado, barradas por motivos como condenações criminais (Lei da Ficha Limpa), contas rejeitadas e irregularidades na quitação eleitoral.

Rito

Os processos serão analisados individualmente pela Corte Eleitoral, que tem até o dia 14 de setembro para julgar definitivamente todos os registros. Enquanto isso, os candidatos permanecem com os pedidos sob análise.

Veja a lista dos políticos que tiveram o pedido de registro de candidatura impugnados:

CandidatoPartidoMotivo da impugnação — síntese
Francisco de Paiva Melo Junior (JUNIOR TOMAZ)PSDAusência de quitação eleitoral por não comparecimento às urnas em 2014.
Sirlene Pereira Luz (PROFESSORA SIRLENE)MDBAusência de quitação eleitoral por irregularidade na prestação de contas.
Vagner José SalesMDBContas rejeitadas por ato doloso de improbidade administrativa relacionado à execução de convênio com a SUFRAMA.
Antônia Lucileia Cruz Ramos CâmaraMDBCondenação criminal por crime contra a Administração Pública e condenação por ato doloso de improbidade administrativa, com lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito.
Jamyl Asfury Martins OliveiraPSDAusência de quitação eleitoral por falta de pagamento de multa eleitoral.
  
Joelso dos Santos PontesPSDCondenação criminal transitada em julgado.
José Antônio Gomes da SilvaNOVOSuspensão dos direitos políticos decorrente de condenação criminal.
Jailson Pontes de AmorimPSDContas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC).
Hernan de Paula AiresFED BRASILFalta de quitação eleitoral por ausência às urnas em 2018.
Gladson de Lima CameliProgressistas (PP)Condenação criminal por órgão colegiado
Francisco Brigido da CostaFED PSDB/CIDCondenação criminal; inelegibilidade pelo prazo de 8 anos iniciada em 7/3/2024
Edvaldo Soares de MagalhãesPcdoBContas rejeitadas pelo TCE-AC quando exercia a presidência do DEPASA.
Isaac da Silva PiyãkoFED BRASILContas desaprovadas pelo TCE-AC.
Kamila de Araújo LopesPSBCondenação criminal
Francisco Clodoaldo de Souza RodriguesProgressistas (PP)Contas julgadas irregulares pelo TCE-AC quando era presidente da Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul.
Jose Lucas Silva de SouzaPSBCondenação criminal
Geisiane da Costa Maciel (GIGI)PDTCondenação criminal
Eros Asfuri BarrosoPODEIrregularidades na gestão de recursos públicos da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, objeto de processo de prestação de contas no TCE-AC.
Francisco Lopes Pessoa (CHICO SOMBRA)PSBCondenação criminal
Manoel Airton Souza da Costa (M. AIRTON)PODECondenação criminal
AGLEISON ALEXANDRINO CORREIA  Ausência de filiação partidária

O homem e o estilo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na noite de ontem, quarta-feira, 19, no Palácio da Alvorada, com Marco Aurélio de Carvalho, advogado que representa seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, suspeito de tráfico de influência.

Práxis

Em entrevista com a imprensa, Carvalho afirmou que o encontro tratou de agendas eleitorais de Lula em São Paulo — o candidato do PT ao governo estadual, Fernando Haddad, também estava presente —, mas, como conta Vera Rosa, repórter especial do jornal O Estado de São Paulo, Lula defendeu que o filho se coloque “à disposição da Justiça” para esclarecimentos. Segundo o advogado, o presidente, em campanha para a reeleição, não quer passar a imagem de que Lulinha está acima da lei.

Dura lex, sed lex

Apesar do tom do encontro, Lula não esconde a irritação com as novas revelações envolvendo seu filho mais velho, a lobista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, seu ex-chefe de gabinete. Segundo assessores, Lula afirma que não tinha conhecimento das relações reveladas pelas investigações e considera que o filho e o ex-auxiliar deverão responder à Justiça caso alguma irregularidade seja comprovada.

Simbolismo

A frase que dá título à nota anterior, reforça o princípio da igualdade perante a lei, pois a regra vale para todos sem exceção de status ou privilégios. Vale lembrar que há poucos anos o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) interferiu na investigação que tinha como alvo o hoje candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, no caso das ‘Rachadinhas’, ação que culminou com a saída do ex-ministro Sergio Moro do ministério da Justiça.

Embaraço

As investigações envolvendo Lulinha e Marcola recolocaram o recorrente tema da corrupção no caminho da campanha à reeleição de Lula. Nos bastidores, aliados avaliam que as revelações dificultam a estratégia de explorar politicamente as relações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula, com Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

Cenários

O cenário mudou com o avanço das investigações sobre Lulinha e Roberta Luchsinger. O impacto eleitoral do caso divide a campanha. Uma ala considera que ficou mais difícil confrontar Flávio no terreno da corrupção. Outra avalia que as denúncias dificilmente afastarão eleitores já consolidados de Lula ou de seu adversário.

Reverberação

A preocupação com os impactos eleitorais tem feito a assessoria jurídica da campanha de Lula entrar em campo para tentar conter os vazamentos diários sobre o caso Lulinha, conta Caio Junqueira. A ideia é cobrar tanto do Ministério da Justiça, ao qual a Polícia Federal responde, e ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista de agentes que tiveram acesso às informações do caso. As duas instituições são vistas como as principais suspeitas de vazamento. (CNN Brasil)

Personagens

E novas mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Roberta Luchsinger pretendia obter lucro de 20% em um negócio de cannabis medicinal que tentava viabilizar junto ao governo federal em conjunto com Lulinha. Os diálogos também mencionam a participação do advogado Otto Medeiros. Em uma das conversas, Roberta o apresenta como “sócio do Cássio”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do TSE. Nunes Marques negou qualquer sociedade com o advogado, mas confirmou que os dois são amigos.

Imbróglio

A investigação sobre Lulinha, aliás, tornou-se um dos principais pontos de atrito entre o ministro André Mendonça, do STF, e a Polícia Federal. Mendonça determinou em dezembro do ano passado a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha. A PF, porém, levou mais de sete meses para encaminhar ao ministro os dados obtidos. Diante da demora, Mendonça determinou que a corporação entregasse diretamente ao seu gabinete os dados brutos das quebras de sigilo.

Sujo e mal lavado

O jornalista Lauro Jardim, de O Globo, revela em sua coluna de hoje, 20, a tíbia manifestação do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em relação às denúncias envolvendo o filho de Lula: “Flávio Bolsonaro (PL) ataca Lula, mas não muito, no caso Lulinha/Marcola. Quem fará o papel de atacar o presidente são influenciadores e parlamentares bolsonaristas. O senador foi aconselhado a não entrar numa seara em que também tem telhado de cristal”.

Palpos de aranha

O STF iniciou a ação penal contra o pastor Silas Malafaia por supostas ofensas ao Alto Comando do Exército. Réu pelo crime de injúria, o líder religioso entra agora na fase de instrução do processo, que inclui depoimentos e produção de provas. O caso envolve declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação na Avenida Paulista, em abril do ano passado.

Álibi

Na ocasião, o pastor chamou generais de quatro estrelas de “frouxos”, “covardes” e “cambada de omissos”, ao criticar a postura dos militares diante da prisão do general Walter Braga Netto. Em vídeo, Malafaia voltou a afirmar que sofre “perseguição política” do ministro Alexandre de Moraes e argumentou que suas críticas foram genéricas.

Divisão

Pesquisa do Instituto Ideia mostra que os baianos estão profundamente divididos sobre quem deve ser o novo governador do Estado a partir do ano que vem. O cenário é de forte equilíbrio entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

Rodada final

Nas pesquisas estimuladas, ACM Neto aparece com 40% das intenções de voto, contra 38% de Jerônimo. Em uma simulação de segundo turno, os dois aparecem empatados, com 41% cada. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais.

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