O pré-candidato ao Governo do Acre pela coligação PSDB/Cidadania, Tião Bocalom, apresentou na data de ontem, terça-feira, 28, em Cruzeiro do Sul, o sargento Adonis da Silva como pré-candidato a vice-governador em sua chapa.
Protagonismo
Adonis ganhou grande projeção política nas eleições municipais de 2020, quando concorreu à Prefeitura de Cruzeiro do Sul e obteve 9.077 votos (21,35% dos votos válidos), consolidando-se como a grande surpresa daquele pleito na capital do Juaruá, ao obter a terceira colocação.
Amálgama
Durante o evento, Bocalom afirmou que escolheu Adonis pela identificação de princípios e destacou que ele representa toda a região do Juruá. “O Adonis é um homem respeitado, um guerreiro, bolsonarista convicto, que vê a política como forma de servir e não como negócio. Tenho certeza de que ele representa verdadeiramente todo o Juruá”, afirmou.
Time
Bocalom também defendeu uma gestão voltada à geração de emprego e renda, com responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e incentivo aos investimentos. Segundo ele, a composição da chapa fortalece a presença da região no projeto político e contará ainda com e empresária cruzeirense Patrícia Parente como pré-candidata a deputada estadual e o ex-secretário estadual de Saúde Pedro Pascoal, esposo de Patrícia, como pré-candidato a deputado federal.
Chancela
Presente ao encontro, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, elogiou a escolha de Adonis Silva e destacou a trajetória de Tião Bocalom na gestão das esferas executivas. Para Bestene, a chapa reúne pessoas comprometidas com a seriedade e a transparência na administração pública. Alysson afirmou ainda que a experiência da capital pode servir de referência para o desenvolvimento de todo o Acre e reforçou apoio ao projeto político apresentado por Bocalom.

Termômetro
O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto para a corrida ao Palácio do Planalto no primeiro turno e vence em todas as simulações de segundo turno testadas para as eleições de outubro, de acordo com nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira,29.
1º turno
No cenário principal de primeiro turno, o atual chefe do Executivo aparece na liderança com 44,9% das intenções de voto. O segundo colocado é o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 35,8%. Na sequência, Renan Santos (Missão) pontua 7,8%, mantendo a mesma marca do levantamento anterior.
2º turno
A sondagem testou seis cenários para uma eventual disputa de segundo turno, com Lula saindo vitorioso em todos eles. No confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o presidente atinge 49,2% das intenções de voto, frente a 42,9% do adversário, consolidando uma vantagem de 6,3 pontos percentuais. Votos brancos, nulos e indecisos somam 7,9%. Em junho, o placar mostrava Lula com 48,8% e Flávio com 42,3%, quando a diferença era de 6,5 pontos.
Dados técnicos
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada entre os dias 22 e 27 de julho de 2026, ouvindo 5 mil entrevistados em todo o país. O levantamento apresenta margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro oficial da sondagem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-08602/2026.

Explique-se!
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique em até 48 horas se o uso de um vídeo feito por inteligência artificial e exibido na convenção eleitoral de seu partido contou com a aprovação do ex-presidente.
Recrudescimento
Para Moraes, caso Bolsonaro tenha autorizado o uso do material, a conduta seria grave o suficiente para o retorno dele ao regime fechado. Atualmente, o ex-presidente cumpre sua pena em prisão domiciliar, em Brasília.
Considerações
“A eventual concordância de Jair Messias Bolsonaro com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado”, diz o despacho na representação apresentada por um grupo de parlamentares ligados à Federação Brasil da Esperança, antagonista da candidatura de Flávio.
Cautelares
A pronúncia de Moraes se refere à decisão anterior na qual vedou a divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio usado. O magistrado também mencionou a legislação eleitoral que proíbe o uso de imagem de pessoas sem a devida autorização.

Argumentos
A defesa de Flávio Bolsonaro apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma contestação ao pedido de liminar apresentado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) para retirar do ar o vídeo de IA com a imagem do ex-presidente. Na ação, a federação alega que o vídeo configura propaganda eleitoral antecipada e caracteriza o uso de deepfake (técnica de inteligência artificial usada para criar ou alterar vídeos, fotos e áudios falsos de pessoa).
Tese
A defesa de Flávio alega, ainda, que a exibição do vídeo criado por IA ocorreu durante convenção partidária e não direcionado ao eleitorado. A defesa diz, também, que o vídeo não fez pedido explícito de voto e não pode ser classificado como deepfake porque trouxe um aviso de que a imagem e a voz de Bolsonaro eram produzidas por inteligência artificial.

Prorrogação
O governo do presidente Donald Trump prorrogou por mais um ano o estado de emergência nacional dos Estados Unidos em relação ao Brasil. No documento, a Casa Branca volta a afirmar que autoridades brasileiras estariam promovendo perseguição política contra um ex-presidente, seus familiares e apoiadores, em referência indireta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mais do mesmo
A ordem também renova críticas ao STF. A prorrogação não cria novas sanções ou tarifas contra o Brasil, mas mantém a base jurídica da emergência nacional decretada por Trump em 2025, quando a Casa Branca afirmou que ações do governo brasileiro representavam uma ameaça à segurança nacional.
Bis
Aliados da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que o agravamento da crise entre Brasil e Estados Unidos pode levar o governo de Donald Trump a voltar a aplicar sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky.
Cenário
A expectativa do grupo ganhou força após o Itamaraty negar vistos a dois integrantes do governo norte-americano, sob a justificativa de que a viagem teria como objetivo questionar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro. A expectativa é de que a administração Trump prepara uma resposta ao episódio.

Punhos de aço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou tom provocativo e mandou um recado ao presidente americano, ao defender SUS durante evento com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, no Rio.
Exemplo
Ao comentar a decisão de Trump de retirar recursos da OMS, Lula pediu que Tedros levasse a Trump um exemplo do sistema público de saúde brasileiro. “Quando você puder conversar com o presidente Trump, diga para ele como um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República”, afirmou.
Terceirização
Enquanto isso, em outra crise internacional, Lula segue com a estratégia de não responder diretamente aos ataques do presidente argentino Javier Milei, que o chamou de “presidiário” e “ladrão”. Dessa vez coube ao vice-presidente Geraldo Alckmin a tarefa de contra-atacar. De acordo com Alckmin, o líder argentino fez uma “intromissão” nos assuntos internos do Brasil de forma “absolutamente grosseira”.
Lástima
Alckmin ainda afirmou ser lamentável que o presidente de um país vizinho e integrante do Mercosul participe do debate político brasileiro e manifeste apoio a um candidato à Presidência.


