Rio Branco, AC 28 de julho de 2026 16:20
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Visita

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Jorge Viana (PT), realizou na data de ontem, 27, uma visita institucional ao prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP), no gabinete da Prefeitura. O encontro foi marcado por um gesto de cordialidade que repercutiu na política local: Jorge Viana preparou e serviu um café especial ao prefeito e aos demais presentes antes do início da conversa.

Civilidade

O foco da reunião foi institucional, onde foi evidenciada a salutar prática do diálogo institucional. Viana defendeu que sua atuação e compromisso com o Acre estão acima de divergências partidárias ou ideológicas. Ele ressaltou a importância de o Senado atuar na busca de recursos e emendas para ajudar a administração municipal a resolver os problemas da população.

Descontração

Em tom descontraído gravado para as redes sociais, Jorge Viana levou seu próprio kit para passar a bebida e brincou dizendo esperar “que Bocalom não fique com ciúmes”. O prefeito Alysson Bestene retribuiu o gesto com diplomacia, elogiando a postura de respeito institucional.

Termômetro

Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada na data de ontem, 27, aponta que o senador Alan Rick (Republicanos) lidera a disputa para o governo do Acre no cenário estimulado de 1º turno com 38% das intenções de voto. O levantamento também avaliou os cenários para o Senado e para a Presidência da República entre os eleitores acreanos.

Números

Pela apuração do instituto, Alan Rick (Republicanos) registra 38%; Mailza Assis (PP): 28%; Tião Bocalom (PSDB): 17%; Thor Dantas (PSB): 7%; Jamyr Rosas (PSOL): 1%; Branco/Nulo: 6%; Não sabe/Não respondeu: 3%. Nas simulações de segundo turno, Alan Rick vence Mailza Assis por 45% a 36% e derrota Tião Bocalom por 54% a 26%. Em um eventual embate entre Mailza e Bocalom, a atual governadora lidera por 42% a 28%.

Câmara alta

Na corrida para o Senado Federal a nova pesquisa da Real Time Big Data aponta Gladson Cameli (PP) na liderança com 25% das intenções de voto; Márcio Bittar (PL) aparece na sequência, com 20%; Jorge Viana (PT) 16%; Mara Rocha (Republicanos) 13%; Sérgio Petecão (PSD) 5%; Eduardo Velloso (Solidariedade) 5%; Inácio Moreira (Psol) 3%; Dr. Júnior Feitosa (DC) 1%; Nulo e branco 6% e Não souberam ou não responderam 6%.

Dados técnicos

O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Acre entre os dias 22 a 25 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código AC-01069/2026.

Imbróglio

A crise diplomática entre Brasil e Argentina se aprofundou neste início de semana, com o governo brasileiro atuando de forma conjunta para criticar o presidente argentino Javier Milei por suas falas em que chama o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “presidiário” e “ladrão” na convenção nacional do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência.

Reação

Após as declarações, Lula reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e autorizou o Itamaraty a endurecer a reação pela via diplomática. Segundo auxiliares do presidente, a orientação é evitar um confronto público de Lula com Milei e preservar a relação histórica entre Brasil e Argentina.

Linha auxiliar

Nos bastidores, auxiliares de Lula afirmam que o governo vê Milei como um aliado, ou “capanga”, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e avalia que o argentino tenta, há meses, atrair o presidente brasileiro para um embate político.

Escala

“É a maior [crise] desde a redemocratização”. Foi assim que Celso Amorim, assessor de assuntos internacionais do Palácio do Planalto, definiu a situação com a Argentina. Para ele, este é o pior momento desde a grande crise entre os dois países em 1973, quando o Brasil assinou o Tratado de Itaipu com o Paraguai.

Ironia

O presidente Lula se limitou a ironizar Milei, ao ser questionado sobre os ataques do último fim de semana. Ao deixar uma cerimônia de recepção ao presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Lula foi perguntado por jornalistas sobre as falas do argentino e respondeu de forma breve: “Quem é esse cara?”.

Artilharia

Sob determinação do Planalto, ministros, lideranças partidárias e integrantes do Congresso vieram a público para rebater Milei em seus ataques contra Lula e o governo. Nenhum deles, no entanto, foi tão visceral quanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o ministro afirmou que “o palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil e falou de Brasil quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta e a inflação lá é muito mais alta”.

Corpo estranho

O PT, por sua vez, por meio da federação Brasil da Esperança, formada com PV e PCdoB, protocolou uma notícia de fato na Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo a abertura de investigação sobre a participação de Milei na convenção nacional do Partido Liberal. Na ação encaminhada ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, a federação afirma que Milei pode ter interferido de forma indevida no processo eleitoral brasileiro.

Fanfarronice

Já Javier Milei não se intimidou com a reação e voltou a atacar o governo brasileiro e o presidente Lula, ao acusar o Brasil de financiar uma suposta campanha internacional contra a Argentina durante a Copa do Mundo de 2026. Milei afirmou que o governo brasileiro foi o principal financiador da alegada ofensiva, respondendo por cerca de 25% dos recursos utilizados. Segundo ele, a campanha também teria contado com apoio do governo do México, liderado por Claudia Sheinbaum, e do Partido Democrata dos Estados Unidos. O presidente argentino, no entanto, não apresentou evidências para sustentar as acusações.

Persistência

Mais tarde, Milei voltou à carga ao compartilhar nas redes sociais uma série de publicações com críticas a Lula. Entre os conteúdos republicados pelo presidente argentino estão mensagens que acusam Lula, sem apresentar provas, de ter enviado uma equipe para apoiar a campanha presidencial de Sergio Massa nas eleições argentinas de 2023. Outra publicação relembra a visita de Lula à ex-presidente Cristina Kirchner, condenada por corrupção e atualmente em prisão domiciliar, classificando o petista como “ex-presidiário”.

Água na fervura

E o chefe de gabinete de Milei, Diego Santilli, minimizou a crise diplomática e pediu que o governo brasileiro “não exagere” na reação aos ataques do presidente argentino. Em entrevista ao jornal La Nación, Santilli defendeu o discurso feito por Milei na convenção nacional do PL e atacou o governo brasileiro: “Eles vieram aqui para fazer campanha, disseram coisas terríveis sobre o presidente e conseguiram fazer as visitas que queriam”. (La Nacion)

Relatoria

Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, foi sorteado para ser o relator da ação que questiona o vídeo produzido com inteligência artificial para simular um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, exibido durante a convenção nacional do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Argumentos

A ação é da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e argumenta que o vídeo fez referência direta ao cargo em disputa e fez pedido explícito de voto. Também reforça que as regras do TSE proíbem o uso de conteúdo sintético para favorecer uma candidatura, mesmo quando há autorização para reproduzir a imagem ou a voz e informe que é feito por IA.

Protagonismo

Com a reconciliação entre Michelle e Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama passou a defender o nome da deputada federal Priscila Costa (PL-CE), para ocupar a vaga de vice do enteado. Dirigentes do PL afirmam que Michelle é resistente à ideia de ela mesma compor a chapa e a escolha de Priscila seria vista como um gesto de prestígio ao grupo político da ex-primeira-dama.

Convenção

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi oficializado nesta segunda-feira como candidato do Partido Novo à Presidência da República. Em seu primeiro discurso como candidato, Zema fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao PT, e ao STF.

Plataforma

Na área de segurança pública, prometeu classificar facções criminosas como organizações terroristas e construir um mega-presídio na Amazônia para abrigar lideranças do crime organizado.O candidato também confirmou que a chapa ainda não tem um nome para vice-presidente.

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