Rio Branco, AC 25 de julho de 2026 15:54
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Termômetro

A mais recente pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial de 2026, divulgada na data de ontem, 24, indica um cenário de continuidade na corrida ao Palácio do Planalto. O levantamento aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece como o principal nome da oposição na disputa.

1º turno

No primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Em um segundo grupo aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), com 3% cada; Augusto Cury (Avante), com 2%; e Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO), com 1% cada.

2º turno

Na simulação de segundo turno entre os dois primeiros colocados, Lula alcança 48%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 43%. Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder representam uma parcela do eleitorado, indicando que ainda há espaço para movimentação ao longo da campanha.

Período

O levantamento foi realizado nos dias 22 e 23 de julho, com 2.004 entrevistas em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Cenário

A pesquisa foi divulgada após semanas marcadas por fatos políticos envolvendo a campanha de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, o Datafolha aponta que o quadro geral permanece semelhante ao observado nos levantamentos anteriores, sem alterações significativas na posição dos principais candidatos.

Particularidades

Os dados também mostram diferenças de desempenho entre segmentos do eleitorado. Lula apresenta índices mais elevados entre eleitores do Nordeste, de menor renda e entre católicos. Flávio Bolsonaro obtém resultados relativamente melhores entre evangélicos, moradores da Região Sul e parte do eleitorado de renda intermediária.

Gênero

Entre as mulheres, o levantamento indica vantagem para Lula no cenário de segundo turno. Já entre os homens, a disputa aparece mais equilibrada, reforçando a importância dos diferentes perfis do eleitorado na composição das intenções de voto.

Polarização

A pesquisa também confirma a concentração da disputa entre PT e PL. Embora outros pré-candidatos permaneçam no levantamento, nenhum deles se aproxima, neste momento, dos índices registrados por Lula e Flávio Bolsonaro.

Fotografia

Faltando ainda alguns meses para a eleição, o Datafolha oferece um retrato do momento da corrida presidencial. Como ocorre em campanhas nacionais, o comportamento do eleitorado poderá ser influenciado por fatores como o desempenho da economia, os debates entre candidatos, o horário eleitoral e os principais acontecimentos políticos até a votação.

Convenção

A convenção estadual do Republicanos no Acre está confirmada para o de hoje, 25 de julho, às 18h, no Ginásio do Sesc Bosque, localizado em Rio Branco. O evento multipartidário, antecipado pelo próprio partido, oficializará a candidatura do senador Alan Rick ao Governo do Acre e anunciará o nome escolhido para ocupar a vaga de vice-governador na chapa majoritária.

Finalidades

O objetivo principal estabelecido pela legislação eleitoral é a homologação da candidatura de Alan Rick ao governo estadual e apresentar as candidaturas a deputados estaduais, federais e vice-governador. A coligação denominada “Acre da Gente”, congrega o Republicanos, PSD, Novo, Avante, Democracia Cristã e PRD. O evento contará com a representação de todos os partidos aliados, incluindo o suporte confirmado do Democracia Cristã (DC), que marcou sua convenção para o mesmo dia e local.

Decisão

O senador Márcio Bittar (PL) confirmou oficialmente o seu apoio à pré-candidatura de reeleição da governadora do Acre, Mailza Assis (PP), para o pleito de 2026. O anúncio ocorreu na data de ontem, 24, e encerrou as especulações de bastidores e foi realizado durante o evento político “Aliança pelo Acre”, na cidade de Brasiléia.

Tradução

Além de apoiar Mailza Assis, Márcio Bittar chancelou o nome da ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB), que foi indicada para compor a chapa governista na vaga de vice-governadora. Bittar, que também buscará a sua própria reeleição ao Senado Federal, declarou que integrar o grupo governista representa um “caminho natural” para a consolidação das forças de direita e centro-direita no estado.

Significado

A decisão do senador pacifica a relação do Partido Liberal (PL) com o Palácio Rio Branco e afasta a possibilidade de Bittar migrar para o palanque de outros pré-candidatos da oposição, como o senador Alan Rick (Rep).

Oficialização

Sete meses após ser escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como herdeiro político, Flávio Bolsonaro será oficializado na manhã deste sábado (25/7) como candidato do PL à Presidência da República.

Obstáculos

A convenção do partido, marcada para um espaço de eventos na Arena Pacaembu, em São Paulo, será o pontapé da campanha do senador, que chega ao evento pressionado pelo isolamento político, sem candidato a vice definido e tentando reverter uma sequência de crises que dificultou a formação de alianças.

Barreiras

A dificuldade para conquistar aliados também impede, até agora, a definição do candidato a vice-presidente. O PL trata a vaga como principal moeda de negociação para fechar alianças. Um dos alvos é o Republicanos, legenda da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, apontada como favorita para ocupar o posto.

Consequências

Nos bastidores, dirigentes de siglas do Centrão avaliam que o senador não conseguiu ampliar o diálogo com o eleitorado moderado e segue restrito ao bolsonarismo. Também pesou nas conversas a revelação de que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, episódio que levantou dúvidas sobre os possíveis desdobramentos do caso.

Neutralidade

A tendência, hoje, é que as principais legendas do Centrão permaneçam neutras na disputa presidencial. Se esse cenário se confirmar, Flávio disputará a eleição em uma chapa formada apenas pelo PL, hipótese vista como desfavorável por dirigentes do partido. Mesmo assim, a direção do partido afirma que insistirá nas negociações até o fim do período das convenções, em 5 de agosto.

Prestígio

Tentando driblar o isolamento, a convenção contará com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A participação do governador, aliás, ocorre em meio ao desgaste da relação entre os dois.

Desconforto

Flávio tem manifestado a aliados insatisfação com o envolvimento considerado tímido de Tarcísio na campanha. Antes de o senador ser escolhido candidato, o governador era visto pelo Centrão como o nome preferido para suceder Jair Bolsonaro na disputa presidencial.

Estratégia

Na tentativa de estreitar essa relação e fortalecer a campanha no maior colégio eleitoral do país, Flávio transferiu a estrutura eleitoral para São Paulo. A expectativa do entorno do senador é ampliar a participação de Tarcísio em agendas conjuntas ao longo da campanha.

Aposta

Outra aposta será reforçar o diálogo com o eleitorado feminino. A esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, deverá discursar na convenção e, nas próximas semanas, percorrerá o país ao lado de Daniella Marques para apresentar propostas voltadas às mulheres, segmento considerado um dos principais desafios da candidatura.

Imbróglio

A iniciativa ocorre após a crise pública entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A madrasta afirmou ter sido “destratada” pelo enteado, rompimento que preocupou aliados por afastar uma das principais lideranças femininas do bolsonarismo em um momento considerado decisivo para a campanha.

Armistício

Nos últimos dias, porém, houve um movimento de reaproximação. Na quinta-feira (23/7), Flávio divulgou um vídeo pedindo desculpas, elogiando Michelle e convidando-a para participar da campanha. A ex-primeira-dama respondeu pouco depois, afirmou que aceitava o pedido de desculpas e sinalizou uma reaproximação, gesto comemorado pelo núcleo da campanha.

Ausência

Mesmo assim, Michelle não deve participar presencialmente da convenção. Ela ainda avalia se gravará um vídeo para ser exibido durante o evento. A expectativa é que Flávio a cite durante o discurso como um gesto de unidade do campo bolsonarista.

União

O primeiro discurso de Flávio como candidato oficializado deve prestar homenagens ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo interlocutores, o próprio senador escreveu o discurso.

Olhar futuro

A expectativa é que ele reforce a defesa da união da oposição e apresente uma mensagem voltada para o futuro. A linha será semelhante à adotada nas primeiras peças publicitárias da campanha. Embora mantenha a associação com o pai, o senador pretende ampliar os acenos ao centro e se apresentar como o “candidato a presidente do Brasil do futuro”.

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