Rio Branco, AC 30 de junho de 2026 13:23
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Canetada

A governadora do Acre, Mailza Assis Cameli, exonerou o secretário-chefe da Casa Civil, Jonathan Xavier Donadoni, um dos principais articuladores políticos do governo iniciado por Gladson Cameli. A decisão foi oficializada por meio do Decreto nº 14.905-P, publicado no Diário Oficial do Estado.

Jonathan ocupava o comando da Casa Civil desde 1º de janeiro de 2023, quando foi nomeado para integrar o primeiro escalão da administração estadual. Conforme o decreto assinado por Mailza Assis, a exoneração entrou em vigor na própria data da publicação.

Reformulação no governo

A saída de Donadoni ocorre em meio a uma ampla reestruturação administrativa promovida pela nova gestão. Além do então chefe da Casa Civil, mais de 40 ocupantes de cargos comissionados também foram exonerados, configurando uma das maiores mudanças na composição do governo desde o início da atual administração.

As alterações são interpretadas como parte de um processo de reorganização política e administrativa conduzido pela governadora, que busca redefinir a estrutura de comando e fortalecer sua base de apoio.

Bastidores políticos

Nos bastidores, interlocutores ligados ao governo afirmam que a exoneração também estaria relacionada a um processo de reacomodação das forças políticas que sustentam a gestão estadual.

Segundo essas fontes, havia insatisfação entre integrantes da base aliada com a atuação de Jonathan Donadoni. A avaliação é de que o então secretário estaria concentrando esforços na articulação da pré-candidatura de Fábio Rueda à Câmara dos Deputados, o que teria provocado desconforto entre outros pré-candidatos aliados que disputam espaço dentro do grupo político governista.

Pacote de bondades

Em busca de mais dividendos eleitorais, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou o Desenrola Adimplentes, a nova modalidade do programa de combate ao endividamento e incentivo ao crédito barato. Dessa vez, a política pública será voltada a trabalhadores informais que estão com as dívidas em dia, mas pagam juros altos. A taxa será de no máximo 1,99% ao mês para quem tiver dívidas de até R$ 15 mil por banco e tiver pago ao menos quatro parcelas. O pacote também inclui o Fies Empreendedor, uma linha de crédito de até R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para empresas, a 0,87% ao mês, voltada a quem pagou o financiamento estudantil em dia e quer abrir um negócio. No total, o governo vai destinar R$ 4 bilhões do Tesouro para subsidiar as linhas, sem impacto no resultado primário. Como contrapartida, os beneficiários terão as contas excluídas de sites de apostas por seis meses. (UOL)

Confira as regras dos programas. (g1)

Sem apoio

Mas a Febraban não vai dar apoio institucional ao Desenrola Adimplentes, segundo fontes do setor. A federação dos bancos avalia que há baixo potencial de adesão por parte das instituições financeiras ao programa, apesar de ter auxiliado o governo no levantamento de dados para identificar o público elegível. Sem o respaldo, a participação ficará a critério de cada banco, de acordo com sua política de crédito. O governo conta com atuação forte dos bancos públicos. (Globo)

Uma das principais apostas e visto como um dos principais responsáveis pela melhora na popularidade do governo Lula, o Desenrola 2.0 renegociou, desde o lançamento em maio, ao menos R$ 15,9 bilhões em dívidas, sendo R$ 10 bilhões pelo Desenrola Famílias e R$ 5,9 bilhões pelo Desenrola Fies, em mais de 113 mil contratos. Com os descontos aplicados, o valor total das dívidas foi reduzido para cerca de R$ 2,6 bilhões. (InfoMoney)

Gastos recordes

Aliás, o governo Lula ampliou despesas em propaganda no primeiro semestre deste ano e destinou mais que o dobro dos gastos do governo Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período de 2022. Já foram empenhados R$ 520 milhões principalmente para custear as campanhas publicitárias da Secom (Secretaria de Comunicação Social) de janeiro a junho, antes de o calendário eleitoral impor travas aos gastos com comunicação, comparados a R$ 213,5 milhões de Bolsonaro no mesmo período quatro anos atrás. (Folha)

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