Rio Branco, AC 13 de maio de 2026 12:16
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Termômetro

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13, mostra uma recuperação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aponta vantagem numérica do petista sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. O levantamento também registra melhora nos índices de aprovação do governo e avanço da percepção positiva sobre os rumos do País.

Recuo

Segundo a pesquisa, a desaprovação ao governo Lula caiu de 52% para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46% em maio. É a primeira melhora mais consistente do presidente após meses de estabilidade em patamar negativo.

Fôlego

A avaliação geral do governo também apresentou recuperação. O percentual dos brasileiros que consideram a gestão positiva subiu de 31% para 34%, enquanto a avaliação negativa caiu de 42% para 39%.

Percepção

Outro dado relevante do levantamento mostra mudança na percepção sobre o Brasil. O número de entrevistados que acreditam que o País está indo na direção certa aumentou de 34% para 38%, enquanto os que enxergam uma direção errada caíram de 58% para 53%.

Entrelinhas

Nos cenários eleitorais, Lula ampliou sua presença tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada. Na espontânea, o presidente subiu de 19% para 22%, enquanto Flávio Bolsonaro foi de 13% para 14%. Já no cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em abril, o placar era de 37% a 32%.

Segundo turno

O dado mais significativo aparece na simulação de segundo turno. Lula surge numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, com 42% contra 41% do senador bolsonarista. Em abril, havia empate técnico e numérico entre os dois candidatos. O presidente também venceria outros nomes da direita. Contra Romeu Zema, Lula lidera por 44% a 37%. Diante de Ronaldo Caiado, o placar é de 44% a 35%. Já contra Renan Santos, do Movimento Brasil Livre, Lula vence por ampla margem: 45% a 28%.

Cotidiano

A pesquisa mostra ainda sinais de recuperação das expectativas econômicas. O percentual dos brasileiros que acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses ficou em 40%, enquanto os que esperam piora caíram para 27%. Apesar de a inflação dos alimentos ainda aparecer como um fator de preocupação — 69% afirmam que os preços subiram no último mês —, o levantamento aponta melhora gradual da percepção sobre emprego e renda.

Robustez

Outro ponto favorável ao presidente foi a repercussão do encontro de Lula com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, 43% avaliam que Lula saiu politicamente mais forte após a reunião na Casa Branca, enquanto apenas 26% disseram que ele saiu mais fraco. Além disso, 60% consideram que o encontro foi positivo para o Brasil, contra 18% que o classificaram como ruim.

Dados técnicos

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 8 e 11 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Posse

O ministro do STF Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um discurso em defesa da democracia e do sistema eletrônico de votação brasileiro. Responsável por comandar a Corte nas eleições de 2026, Nunes Marques afirmou que o modelo brasileiro de urnas eletrônicas representa um “patrimônio institucional da democracia” e destacou a confiabilidade do sistema eleitoral do país.

Eficiência

“No tocante à recepção e à apuração dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo”, declarou o ministro durante a cerimônia de posse, diante tanto do presidente Lula quanto de nomes de destaque do bolsonarismo, como a ex-primeira-dama Michelle.

Confiança

A fala referendando a segurança das urnas ocorre em meio à persistência de ataques e questionamentos ao sistema eletrônico de votação por setores políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou Nunes Marques ao Supremo Tribunal Federal. O ministro também ressaltou que o reconhecimento internacional do modelo brasileiro não impede aperfeiçoamentos permanentes no processo eleitoral. Além de Nunes Marques, o ministro do STF André Mendonça assumiu a vice-presidência do TSE. (g1)

Bastidores

Nos bastidores da posse, a suspensão da dosimetria dominou as conversas entre parlamentares e lideranças da oposição. Em off, interlocutores que conversaram com ministros do STF afirmam que hoje há maioria na Corte para manter a lei, com articulação do próprio relator, Alexandre de Moraes. O principal foco de resistência seria o ministro Cristiano Zanin, embora, segundo essas fontes, as negociações ainda estejam em curso.

Expectadores

Relator da matéria na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade) disse ter saído “tranquilizado” de uma reunião com Moraes, que teria indicado expectativa de votação em plenário até o fim de maio. O núcleo bolsonarista, de Flávio Bolsonaro à Michelle Bolsonaro, marcou presença em peso na cerimônia.

Campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue correndo atrás da popularidade a poucos meses da eleição. Dessa vez, o presidente anunciou o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50. A taxação havia sido implementada em agosto de 2024 após aprovação do Congresso e sanção de Lula. De acordo com o Ministério da Fazenda, o fim da taxa já ocorre a partir desta quarta-feira.

Reforço

Mais cedo, Lula afirmou que o governo só criará um Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC da Segurança pelo Senado, onde a proposta enfrenta dificuldades para avançar. A declaração foi feita durante o lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do governo federal voltada ao combate às facções criminosas, lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

Frustação

As negociações em torno de uma delação premiada do banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobem cada vez mais alto no telhado do STF à medida que novas revelações vêm à tona por meio de investigações da Polícia Federal. Desta vez, o publicitário Thiago Miranda, sócio do portal Leo Dias e dono da agência Mithi, confirmou à PF os detalhes de um esquema para atacar o Banco Central e defender o Master por meio de influenciadores digitais.

Operacionalização

De acordo com Thiago Miranda, a ação foi discutida diretamente com Vorcaro. Segundo o publicitário, a ofensiva fazia parte de um plano mais amplo de “gestão de crise” e “marketing de guerrilha”. O projeto foi batizado internamente de “Projeto DV”.

Força tarefa

O publicitário Marcello Lopes, o Marcellão, escolhido para coordenar a comunicação da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece como integrante da equipe de estrategistas do tal “Projeto DV”. A equipe ainda contava com Thiago Miranda, responsável pelo projeto, e Anderson Nunes, da agência Unltd Network.

Versão

Marcellão teria recebido R$ 650 mil adiantados de Vorcaro. Ele negou participação na campanha contra o Banco Central e afirmou que os valores recebidos se referem a serviços prestados anteriormente.

Pano de fundo

Os planos elaborados por Thiago Miranda, Marcellão e Anderson Nunes para recuperar a imagem de Vorcaro eram ousados. Entre as ações estava a produção de uma série para streaming inspirada em sua trajetória para plataformas como Netflix ou Globoplay. O plano citava exemplos como produções sobre o ex-jogador de basquete Michael Jordan e o ciclista Lance Armstrong para “recontextualizar” personagens públicos.

Presença incômoda

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido mantém, por enquanto, o interesse em ter o senador Ciro Nogueira no palanque da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026, apesar do avanço das investigações do caso Banco Master. “Hoje ainda queremos. Até que se prove alguma coisa contra ele. Se provarem alguma coisa contra ele, a conversa muda”, disse Valdemar.

Pioneiro

Ciro Nogueira se tornou o primeiro parlamentar atingido diretamente pela Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento ao Banco Master.

Saia justa

Em outra frente, a situação é tensa no PL paulista. A ala bolsonarista raiz resiste à escolha para concorrer ao Senado do presidente da Alesp, André Prado (PL), ungido por Eduardo Bolsonaro com aval de Flávio. Favorito de Valdemar e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Prado é visto como um “político do Centrão” pela direita mais radical, que prefere o vice-prefeito Ricardo Mello Araújo (PL).

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