Rio Branco, AC 19 de junho de 2026 12:25
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Termômetro

O instituto Real Time Big Data, divulgou ontem, 18, pesquisa que aponta o senador Alan Rick (Republicanos) na liderança da disputa pelo governo do Acre, alcançando 39%, seguido por Mailza Assis (PP), atual governadora, com 26%, com o Republicano cravando 13 pontos percentuais de vantagem. Nas simulações de segundo turno, Alan Rick venceria Mailza Assis e Tião Bocalom (PSDB).

Números

Na simulação induzida, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os números completos expressam: Alan Rick (Republicanos), 39%; Mailza Assis (PP): 26%; Tião Bocalom (PSDB): 18%; Thor Dantas (PSB): 5%; Eudo Raffael (PCB): 0%; Ninguém/Branco/Nulo: 6% e Não sabe/Não opinou: 6%.

Segundo turno

Na simulação de um segundo turno foi testado três cenários: Alan Rick x Mailza Assis – Alan Rick (Republicanos): 46%; Mailza Assis (PP): 35%; Ninguém/Branco/Nulo: 10%; Não sabe/Não opinou: 9%. Alan Rick x Tião Bocalom – Alan Rick (Republicanos): 55%; Tião Bocalom (PSDB): 26%; Ninguém/Branco/Nulo: 11%; Não sabe/Não opinou: 8% e, por fim, Mailza Assis x Tião Bocalom – Mailza Assis (PP): 40%; Tião Bocalom (PSDB): 28%; Ninguém/Branco/Nulo: 12%; Não sabe/Não opinou: 20%.

Rejeição

O Real Time Big Data perguntou aos entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum. Cada entrevistado poderia citar mais de um pré-candidato. Tião Bocalom (PSDB): 55%. Alan Rick (Republicanos): 39%; Mailza Assis (PP): 32%; Thor Dantas (PSB): 27%; Eudo Raffael (PCB): 21%; Votaria em todos: 1%; Não sabe/Não respondeu: 2%.

Câmara alta

Pelas regras eleitorais, em 2026, duas cadeiras ao Senado estarão em disputa em todos os estados da Federação. Por isso, cada entrevistado pode indicar até dois candidatos nos cenários estimulados, o que faz com que a soma dos percentuais ultrapasse 100%. Gladson Cameli lidera a disputa pelas duas vagas ao Senado, seguido por Márcio Bittar e Jorge Viana.

Intenções

Foram apurados os seguintes números: Gladson Cameli (PP): 27%; Marcio Bittar (PL): 18%; Jorge Viana (PT): 15%; Mara Rocha (Republicanos): 11%; Sérgio Petecão (PSD): 6%; Dr. Eduardo Velloso (Solidariedade): 5%; Inácio Moreira (Rede): 4%; Júnior Feitosa (DC): 1%; Ninguém/Branco/Nulo: 6% e Não sabe/Não opinou: 7%.

Metodologia

A pesquisa foi realizada com 1.600 eleitores entre os dias 16 e 17 de junho de 2026. Ela possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para os cargos estaduais é AC-04914/2026 e para o cargo presidencial é BR-08879/2026. A cobertura completa e análises detalhadas foram publicadas por portais como UOL Notícias, Gazeta do Povo e Revista Exame.

Jus sperniandi

O título da nota (Jus sperniandi) é uma expressão bem-humorada, e de origem informal, usada no meio jurídico para descrever o “direito de espernear” ou o inconformismo de uma das partes. Pois bem! Assentado nesse conceito, o ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB) ontem, 18, candidato ao governo do Acre, utilizou as redes sociais para contestar os resultados da pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data, onde aparece na terceira colocação com 18%.

Ceticismo

Em vídeo, Bocalom afirmou que os levantamentos eleitorais não refletem a realidade das ruas e relembrou eleições passadas nas quais, segundo ele, as pesquisas não anteciparam o resultado das urnas. O prefeito citou as disputas de 2010, 2020 e 2024 para sustentar que seu principal indicador é o contato direto com a população.

Descrédito

Durante o vídeo, acompanhado da esposa Kelen Bocalom (PSDB), candidata a deputada federal, Bocalom classificou as pesquisas como “mentirosas” e afirmou que elas buscam influenciar o eleitorado. O prefeito desafiou os demais pré-candidatos a caminharem ao seu lado pelas ruas para comparar a receptividade popular e disse que o verdadeiro termômetro eleitoral é o contato diário com a população.

Insurgência

Na mensagem concitou os eleitores a desprezarem os números da pesquisa: “não permita que pesquisas tentem induzir a sua decisão. Observe os fatos. Veja quem trabalha, quem entregou resultados, quem transformou promessas em obras e ações concretas. No final, é o povo quem decide. E o povo sabe reconhecer quem está presente, quem trabalha e quem faz a diferença. Seguimos juntos, com fé, trabalho e confiança, porque a verdade sempre prevalece!”, destacou em sua postagem.

Composição

A propósito das eleições rumo ao Palácio Rio Branco em outubro próximo, as conversas entre o MDB do Acre e o senador Alan Rick (Republicanos) tornaram-se o ponto central de uma forte crise política no estado envolvendo os rumos do pleito. A cúpula emedebista vem flertando abertamente com o Republicano, gerando instabilidade na base aliada da atual governadora, Mailza Assis (PP), candidata ao posto e crente de uma composição política que envolve os emedebisas.

Novos rumos

Os principais desdobramentos das articulações dos últimos dias incluem o risco de rompimento do MDB com a candidata governista. Setores do MDB já articulam em reuniões para discutir o desembarque da aliança Com Mailza. O partido avalia a viabilidade de abandonar a chapa da governadora para apoiar formalmente o projeto de Alan Rick ao governo estadual.

Resistência

A ex-deputada federal Jéssica Sales, filha do presidente do MDB acreano, Vagner Sales, tida como predileta para compor a chapa dos governistas, declarou publicamente que não deseja ser candidata a vice-governadora na chapa de Mailza. O recuo de Jéssica aumentou o mistério sobre seu destino político (Senado ou Câmara Federal) e abriu espaço para o MDB reavaliar seus rumos.

Credulidade

Diante do impasse vivido pelo ex-futuro-quase aliado, Mailza Assis esboça discurso de confiança. Apesar dos bastidores intensos, a governadora declarou publicamente que mantém total confiança na palavra e no acordo firmado com o MDB para a manutenção do acordo de aliança. Mailza assegurou que o espaço de vice na sua chapa continua reservado para a indicação do MDB, desconsiderando os boatos de traição.

Fogaréu

O escândalo do Banco Master e os tentáculos de Daniel Vorcaro chegaram com tudo no governo. A Polícia Federal apontou o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e homem de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o “beneficiário central” de uma série de vantagens econômicas supostamente custeadas por pessoas ligadas ao Master.

Rosário

Entre os benefícios identificados pelos investigadores estão a negociação de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves privadas e ingressos para um camarote em um show internacional em Los Angeles, avaliados em R$ 63,3 mil. De acordo com a PF, o principal elo entre o parlamentar e o esquema é o empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que também foi alvo da operação desta quinta-feira. Wagner sempre negou qualquer envolvimento com as fraudes investigadas no Banco Master. (

Prospecção

A PF investiga se Wagner agiu diretamente em favor de projetos de interesse do grupo de Vorcaro e Lima, atuando no caso da “emenda Master” e de uma proposta legislativa para ampliar o limite do crédito consignado, favorecendo os negócios do Credcesta. Entenda todas as acusações da PF contra o senador.

Espécie

A PF apreendeu cerca de US$ 55 mil (R$ 285 mil) e 33,5 mil euros (R$ 199 mil) em espécie em domicílios de Jaques Wagner. Do total apreendido, US$ 49 mil foram encontrados em Brasília e outros US$ 6 mil em Salvador. A operação, autorizada pelo STF, cumpriu ainda 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Proximidade

E uma mensagem encontrada pela PF reforçou as suspeitas sobre a proximidade entre Jaques Wagner e Augusto Lima. Em um diálogo analisado pelos investigadores, o ex-sócio de Vorcaro escreveu ao senador: “Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso”, ao compartilhar detalhes sobre a tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Para a PF, a mensagem indica que Wagner não acompanhava o assunto apenas como observador, mas atuava como um interlocutor relevante de interesses ligados ao Master.

Versão

Em entrevista à BandNews, Wagner admitiu ter se encontrado duas vezes com Daniel Vorcaro, mas negou ter recebido dinheiro do banqueiro, dizendo que as acusações são parte de um plano para prejudicá-lo politicamente. Sobre o apartamento, o senador alegou que pretendia dar o imóvel à filha e pediu a Augusto Lima que intermediasse a compra e que este seria ressarcido.

O outro lado

“Como o Augusto Lima é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar?’ Eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar e pagar o apartamento ou ela financiar. Então, não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim”, disse. Sobre os dólares apreendidos, Wagner disse que o dinheiro tem origem legal e corresponde, em sua maior parte, a diárias recebidas do Senado em viagens internacionais realizadas desde 2019. O restante seria resultado de economias.

Orientação

Diante do escândalo que envolve o líder do governo, o presidente Lula telefonou para Jaques Wagner e orientou o aliado a responder a todos os questionamentos relacionados às investigações da Operação Compliance Zero. Segundo relatos, Lula recomendou que o parlamentar apresente esclarecimentos e não deixe dúvidas sem resposta diante das acusações levantadas pela Polícia Federal. A expectativa agora é que Wagner retorne a Brasília para uma reunião com Lula, na qual deverá ser discutida sua permanência na liderança do governo no Senado.

Negativas

O problema é que, como conta Natuza Nery, do grupo O Globo, é que o senador baiano já havia sido questionado por Lula em ocasiões anteriores se tinha ou não alguma relação com o Banco Master. Wagner sempre negou. Fato é que lidranças do PT passaram a defender publicamente que Wagner seja investigado pelas suspeitas levantadas na Operação Compliance Zero e avaliam que ele deveria deixar a liderança do governo no Senado. Integrantes do partido ouvidos nos bastidores afirmam que não é possível “passar pano” para o caso e defendem que as apurações avancem “doa a quem doer”.

Histórico

A relação do Master com o PT baiano vem de 2018, quando Jaques Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, então governada pelo hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa. O governo do estado tentava sem sucesso vender a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo, e Augusto Lima convenceu Wagner a permitir que o comprador da Ebal operasse um cartão de crédito consignado, chamado Credcesta, a ser usado por 400 mil servidores, aposentados e pensionistas. O próprio Lima comprou a Ebal, ganhando ainda a exclusividade para operar o Credcesta por 15 anos. Como era necessário um banco para operar o cartão, o Master comprou 50% do negócio, que se revelou uma mina de ouro.

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