Rio Branco, AC 27 de outubro de 2026 14:30
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Reverência

O ex-senador e ex-governador do Acre, Jorge Viana (PT), usou suas redes sociais na manhã de hoje, terça-feira, 27, para prestar uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que celebra 81 anos de idade nesta data.

Congratulações

Em manifestação marcada pelo tom afetuoso e de companheirismo político, Jorge Viana destacou a amizade de longa data que mantém com o líder nacional do PT e deixou uma mensagem de felicitações acompanhada de desejos de bênçãos para o país. “Feliz aniversário, querido amigo presidente Lula @lulaoficial. Que Deus siga bendizendo sua vida e nosso Brasil”, escreveu o acreano em seu perfil.

Trajetória

A relação entre Jorge Viana e Lula remonta aos primeiros anos de consolidação do Partido dos Trabalhadores na Região Norte e à construção da Frente Popular no Acre. Ao longo de suas trajetórias na política pública e no governo federal, a parceria entre os dois líderes sempre se manteve central no alinhamento estratégico do partido no estado.

Cenário

As chances de Jorge Viana retornar à presidência da ApexBrasil no quarto mandato do presidente Lula dependem inteiramente de arranjos políticos pós-eleitorais e da preferência pessoal do presidente, uma vez que o próprio Viana confirmou publicamente que terá um papel no governo federal caso o petista vença a eleição presidencial.

Prevenção

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes e fique impedido de deixar o Brasil. A decisão foi tomada ainda na noite de domingo, no âmbito de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar, o advogado Willer Tomaz e empresas ligadas ao setor de apostas.

Isolamento

Moraes também proibiu qualquer contato entre Flávio e Tomaz, determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador, incluindo o diplomático, e estabeleceu prazo de 24 horas para a entrega de eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades.

Desenlace

A investigação teve origem na Justiça Federal do Rio Grande do Sul e chegou ao STF em 8 de outubro. Durante a apuração, a Polícia Federal identificou documentos que apontam Flávio como usuário com acesso privilegiado a uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa pertencente a Willer Tomaz. Flávio e o advogado reconhecem que mantêm uma relação de amizade, mas negam qualquer sociedade ou participação em atividades ilegais.

Abordagem

Flávio, por sua vez, afirmou em um vídeo publicado no Instagram ter sido intimado pela Polícia Federal ao deixar a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a decisão teria sido motivada por declarações de seu irmão Eduardo Bolsonaro, que recomendou que o senador deixasse o país caso perdesse a eleição. Flávio afirmou nunca ter manifestado essa intenção.

Insurgência

Hoje pela manhã o noticiário nacional foi tomado pela informação dando conta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não entregou seu passaporte à Polícia Federal (PF) dentro do prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão judicial, proferida na noite de domingo, 25, estabeleceu medidas restritivas contra o parlamentar, incluindo a proibição de deixar o Brasil e a obrigação de apresentar eventuais passaportes estrangeiros em até 24 horas.

Sumiço

Por toda a manhã a imprensa especulou que Flávio pode ter deixado o Brasil às escondidas por meio de uma rota alternativa rumo aos Estados Unidos a bordo de uma aeronave executiva, com decolagem na madrugada desta terça-feira (27) a partir de Puerto Iguazú, na província de Misiones, na Argentina, informa o portal Infobae.

Fuga

A travessia da fronteira rumo ao país vizinho teria ocorrido por via terrestre com o uso de seu documento de identidade civil. Ao chegar ao município argentino, o parlamentar teria embarcado em um jato Gulfstream G400, prefixo LV-JQW, operado pela empresa Baires Fly S.A. A operadora de táxi aéreo encaminhou às autoridades aduaneiras e de migração locais a solicitação de liberação para uma comitiva formada por quatro passageiros e três tripulantes.

Doril

Procurado por amigos e aliados desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, 27, Flávio Bolsonaro está incomunicável. O celular do senador nem chega a receber as mensagens e ninguém consegue falar com ele.

Interlocução

Um dos poucos que afirmou ter conversado com Flávio nas primeiras horas da manhã foi o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, que disse que o ex-candidato afirmou “estar espairecendo”. Nos bastidores, porém, o próprio Marinho reconhece que não sabe o paradeiro do senador desde que passou a circular a possibilidade de que ele teria fugido.

Aconselhamento

Na reunião que teve com amigos, integrantes de sua campanha e seu time de advogados ontem, o senador estava possesso. A irritação maior não era com a vitória, mas com o fato de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter determinado a apreensão de seu passaporte.

Contexto

O cenário foi debatido com aliados como Marinho, o governador Tarcísio de Freitas e o senador Guilherme Derrite, que fizeram parte da reunião. Flávio foi fortemente aconselhado a baixar a tensão, não entrar com qualquer medida para tentar anular a eleição e não fazer qualquer movimento de fuga, segundo presentes.

Avaliação

O senador mostrava medo de prisão ou dos reflexos que qualquer medida poderia ter para sua família, mas a leitura feita era a de que o STF não iria por esse caminho para não deixar o cenário ainda mais tenso. Flávio estava tão nervoso que precisou gravar diversas vezes o vídeo que divulgou na tarde desta segunda-feira (26), até que os presentes consideraram que ele adotou o tom adequado.

Entendimento

No PL, seu partido, o que impera na bolsa de apostas é que Flávio teria fugido para os Estados Unidos. Todos estão às cegas e não há confirmação do que houve até o momento, nem para a alta cúpula do partido.

Estratégia

A propósito do senador liberal, ontem ele desistiu de pedir a anulação da eleição presidencial. A campanha de Flávio Bolsonaro decidiu concentrar sua estratégia jurídica em ações por supostos abusos de poder político e econômico cometidos pelo PT durante a disputa. Integrantes da equipe jurídica afirmam que já foram apresentados 20 pedidos de cassação de Lula e que novas ações poderão ser protocoladas nos próximos dias. A estratégia é questionar a conduta da campanha petista sem contestar a validade dos votos. O recuo ocorre menos de 24 horas depois de o senador afirmar que não reconheceria o resultado das urnas e pediria a anulação do pleito.

Reconhecimento

Já o PL, o partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu oficialmente a vitória de Lula nas eleições presidenciais. A legenda apagou uma manifestação anterior, na qual evitava validar expressamente o resultado das urnas, e publicou uma nova nota reconhecendo a proclamação feita pelo TSE. “Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, diz a nota assinada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Indicação

Lula sinalizou a aliados que pretende convidar o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para assumir o Ministério da Fazenda em seu quarto mandato. O presidente considera que o governador reúne experiência política e capacidade técnica para comandar a equipe econômica.

Reação

Fonteles já teria indicado a interlocutores que aceitaria deixar o governo estadual para assumir o ministério, apesar de ter conquistado a reeleição. Aliados afirmam que o governador estaria disposto a renunciar ao mandato caso recebesse o convite de Lula. A escolha, no entanto, ainda não está definida. O vice-presidente Geraldo Alckmin também é considerado uma alternativa para a Fazenda, e integrantes do governo não descartam a indicação de um nome ligado ao mercado financeiro.

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