O ex-governador e pré-candidato ao Senado Jorge Viana (PT) assumiu o papel de principal articulador político e padrinho da visita do ministro dos Transportes (representado na agenda pelo secretário-executivo com status de ministro, George Santoro) ao Acre nesta semana.
Porta-voz
Viana utilizou o evento estratégico para se posicionar como o elo direto entre as demandas do estado e o governo do presidente Lula, antecipando os anúncios oficiais e capitaneando a divulgação das ações de infraestrutura.
Méritos
Jorge Viana foi apontado pela imprensa local como o verdadeiro articulador da vinda da comitiva federal ao Acre, motivada especialmente após o recente desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira
Agenda
Antes mesmo dos pronunciamentos formais do Ministério, Viana divulgou em suas redes sociais e à imprensa os detalhes do plano emergencial estruturado para as rodovias acreanas. Viana acompanhou o ministro interino lado a lado, a começar pela primeira parada nas obras da Estrada do Aeroporto (trecho da BR-364 em Rio Branco), estendendo-se por agendas no interior.
Recursos
Durante a agenda conjunta, foram detalhadas ações urgentes e investimentos massivos para retirar as rodovias federais do estado do que Viana classificou como “situação de caos”. O Ministério dos Transportes confirmou que o Acre receberá cerca de R$ 3 bilhões em contratos de recuperação rodoviária.
Ação emergencial
Paralelamente às obras definitivas, as empresas de manutenção foram acionadas para um trabalho emergencial de verão para regularizar o tráfego nos trechos mais críticos da BR-364 e BR-317. O objetivo imediato é reduzir o tempo de viagem de ônibus entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, que hoje chega a durar 18 horas, para cerca de 12 horas. Viana destacou que ajudou tecnicamente no planejamento e confirmou o início das intervenções estruturais antes do próximo período de chuvas na região.
União
Adotando uma postura de conciliação institucional devido ao momento crítico da malha viária, Jorge Viana defendeu publicamente um “pacto de união” entre a bancada federal acreana (composta por deputados e senadores de diferentes partidos) para garantir a destinação de emendas e a continuidade dos recursos ao DNIT.
Reações
Por se tratar de um ano eleitoral, a forte presença de Viana ao lado do ministro gerou reações mistas nos bastidores locais. Seus apoiadores enxergaram o episódio como uma demonstração de prestígio político e capacidade de trazer investimentos, enquanto adversários criticaram o tom da agenda, classificando a movimentação do governo federal como estratégica para impulsionar a pré-candidatura do petista no Acre.

Arrogância
As movimentações do MDB do Acre para as eleições de 2026 são marcadas por negociações intensas, pressões internas e o autointitulado papel que o partido assume como se fora o principal “fiel da balança” na disputa pelo Palácio Rio Branco.
Dote
Ontem, 15, a governadora Mailza Assis veio à imprensa reafirmar publicamente a consolidação da aliança majoritária com o MDB ante seu projeto de ser reconduzida ao Palácio Rio Branco em outubro próximo, assegurando que o MDB tem sua garantia da indicação do candidato a vice-governador na chapa que encabeçará. A governadora descartou boatos de rompimento ou “rasteira”, assegurando que o compromisso firmado em março com os emedebistas, de sua parte, está e estará mantido.
Indefinição
Embora a aliança com o governo esteja firmada no papel, como julga Mailza, as “idas e vindas” ocorrem devido a divisões internas da sigla. A ex-deputada federal Jéssica Sales é o nome mais forte do partido, mas tem manifestado repetidamente que não deseja ser candidata a vice-governadora na chapa governista.
Compasso
A indefinição sobre os rumos do MDB alimenta especulações de bastidores. O senador e pré-candidato de oposição ao governo, Alan Rick (Republicanos), monitora de perto as decisões do MDB. Líderes emedebistas mantêm canais de diálogo abertos com o republicano, o que gera constantes alertas na base governista sobre a possibilidade de o partido mudar de lado caso suas exigências de espaço majoritário na chapa, participação na gestão e robusto soldo no caixa do partido não sejam totalmente atendidas.
Humores
Hoje, 16, o jornalista Luiz Carlos Moreira Jorge, o Crica, do blog do Crica, relata que a governadora Mailza pode estar sendo usada em sua boa-fé, na sua ética. Aduz que “a maioria do grupo que dita os rumos dentro partido são a favor de um desembarque na chapa do senador Alan Rick (Republicanos), indicando a Jéssica Sales (MDB) como vice”, posto que a ex-deputada e progênita do presidente da sigla, o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul Vagner Sales, tem repetido que não almeja assumir na chapa de Mailza.
Contorcionismo
O jornalista ainda repercute a fala de um dos “cabeças brancas”, grupo originário da velha guarda que domina o partido: “O MDB está nas mãos da Jéssica. É um assunto que temos que resolver, mesmo porque o partido está sem rumo e completamente dividido, com alas mais numerosas que querem o Alan e outras, minoritárias, que querem marchar com a candidatura de Mailza”. Como se diz no popular, a situação está da ‘vaca desconhecer o bezerro’.

Rejeição
A Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aprofundando o isolamento jurídico do empresário no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero.
Compartilhamento
A manifestação acompanha o entendimento adotado pela Polícia Federal na semana passada. Na avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dos integrantes da força-tarefa, a proposta não apresentou informações inéditas capazes de contribuir de forma relevante para as investigações.
De volta ao começo
Após a rejeição da proposta, a Polícia Federal solicitou que o empresário deixe a Superintendência da corporação, onde está detido atualmente, e seja transferido de volta ao Complexo da Papuda.
Estadia
A PGR também se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar de Vorcaro e defendeu que o STF decida sobre sua transferência da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ministro André Mendonça, relator do caso, havia solicitado parecer da PGR tanto sobre o pedido da PF para retirar Vorcaro das dependências da corporação quanto sobre o pedido da defesa por prisão domiciliar.
Desgastes
A fracassada tentativa de Daniel Vorcaro de firmar um acordo de delação premiada provocou desgaste tanto com os investigadores quanto com sua própria defesa. Um dos principais pontos de atrito envolve a relação de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Segundo interlocutores, o empresário não apresentou explicações consideradas satisfatórias sobre os vínculos financeiros com o parlamentar, tema que já é alvo de apuração independente. Vorcaro sustentava que a relação se limitava a uma amizade.

Caixa alta
A produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarou às autoridades que a produção custou ao menos R$ 75,1 milhões. A informação consta em documentos anexados ao inquérito da Polícia Civil que investiga a empresária Karina Ferreira da Gama, alvo de um inquérito que apura o contrato de R$ 108 milhões para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da cidade de São Paulo.
Contabilidade
Segundo a produtora, R$ 54 milhões foram gastos no exterior e R$ 20,9 milhões, no Brasil. O custo total declarado pela produtora foi de US$ 13,39 milhões, embora as gravações tenham sido realizadas integralmente em território brasileiro.

Excusas
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro impôs uma condição para participar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro: um pedido público de desculpas por parte dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Condicionantes
Segundo lideranças do PL, Michelle condiciona seu engajamento à superação dos atritos acumulados nos últimos meses, especialmente com Flávio e Eduardo Bolsonaro. Apesar das tentativas de mediação, aliados afirmam que, até o momento, os filhos do ex-presidente não demonstraram disposição para fazer o gesto público exigido pela ex-primeira-dama.
Reviravolta
Na tentativa de reverter os maus resultados recentes, Flávio Bolsonaro fez elogios ao Bolsa Família e prometeu reformular o programa para garantir a permanência temporária de beneficiários que conseguirem aumentar a renda.
Nova visão
Flávio afirmou que há preconceito em relação aos beneficiários do programa e defendeu a criação de mecanismos que reduzam o receio de perder o auxílio ao ingressar no mercado formal de trabalho.

Desgaste
O ex-governador de Minas Romeu Zema, pré-candidato do Novo ao Planalto, foi desconvidado para um evento do próprio partido em Santa Catarina, em reação a mais um vídeo criticando a relação de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. No fim de semana, também por causa do vídeo, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu o rompimento total com o Novo, que é umbilicalmente dependente do bolsonarismo nos estados do Sul. (UOL)


