O deputado estadual e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Luiz Gonzaga (MDB), cobrou investimentos urgentes e definitivos para a infraestrutura da BR-364. A declaração ocorreu durante a recepção ao ministro dos Transportes, George Santoro, ocorrida na segunda feira, 15, no Palácio Rio Branco.
Celeridade
Gonzaga enfatizou a urgência de “devolver dignidade às pessoas” que sofrem com o isolamento severo e o desgaste logístico no estado. Um dos pontos principais da cobrança remete ao sofrimento histórico das comunidades situadas nas cabeceiras dos rios e regiões isoladas do Acre.
Isolamento
Para exemplificar o isolamento extremo ao qual são submetidas as comunidades que dependem da autoestrada, via que corta o estado rumo ao Juruá, Gonzaga citou o exemplo de municípios como Marechal Thaumaturgo, onde o transporte de mantimentos leva até quatro dias no inverno e fica totalmente inviabilizado no verão.
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O deputado criticou, ainda, o histórico de propagandas governamentais expondo a solução do problema sem que o mesmo seja equacionado e pediu fiscalização rigorosa na recuperação da rodovia, exigindo obras que realmente saiam do papel com durabilidade e padrão de qualidade adequado à Amazônia.
Qualidade
Por fim, Gonzaga defendeu, ainda, uma infraestrutura robusta na edificação da estrada, pontuando que a ligação permanente entre as várias cidades do estado é a única saída para integrar as regiões acreanas, posto que barateia o frete entre as cidades interioranas e permite o escoamento seguro da produção das localidades que usam a estrada como meio de alcançar o centro dos mercados de consumo, via de regra localizados em cidades que margeiam a rodovia.

Condenação
A Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por tentativa de interferir no julgamento da trama golpista envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por maioria, os ministros fixaram a pena em quatro anos e dois meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto.
Adicional
Eduardo também foi declarado inelegível por 08 anos, a contar do cumprimento da pena, totalizando 12 anos, ficando impedido de disputar eleições até 2038, além de ter sido condenado ao pagamento de multa de R$ 162 mil.
Fundamentos
O relator do caso, Alexandre de Moraes, entendeu que o parlamentar cometeu o crime de coação no curso do processo ao atuar junto ao governo do presidente americano Donald Trump para pressionar o Supremo e criar um ambiente de instabilidade institucional.
Entendimento
Após saber de sua condenação no STF, Eduardo Bolsonaro afirmou que a decisão do Supremo é “nula” e alegou não ter sido oficialmente notificado sobre a ação. Eduardo disse que o objetivo do julgamento é retirá-lo da disputa eleitoral e que confia em uma “restauração da democracia brasileira” a partir de uma eventual vitória do irmão, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Problemas
A propósito da família Bolsonaro, uma arma de fogo vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal durante uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília. O motorista abordado afirmou integrar a equipe de segurança de Bolsonaro e disse que transportava o armamento para realizar reparos.
Lógica
Acerca dos reiterados cometimentos de crimes por parte do clã Bolsonaro, a jornalista e analista política Flávia Tavares enxerga uma lógica na ´prática: “Não pensem vocês que Eduardo Bolsonaro está preocupado com esse julgamento. Longe disso. Ele tem uma estratégia muito clara — e talvez a mais inteligente do bolsonarismo, a mais eficaz, a que por muito pouco não deu certo para seu pai. E que na verdade ainda pode dar. O bolsonarismo copiou da extrema direita pelo mundo a estratégia de cometer crimes contumazes ou forçar a barra no limiar do que é legal para, em seguida, acusar a Justiça de persegui-los politicamente. É assim que minam a confiança das instituições e angariam apoios políticos, com o falso discurso vitimista”, sintetiza a analista de política.

Mantenedor
O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, bancou a hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI) durante uma viagem a Lisboa, em junho de 2024, segundo análise de material apreendido pela Polícia Federal.
Laços
Mensagens encontradas pelos investigadores nos aparelhos telefônicos do banqueiro falido mostram que Vorcaro solicitou a um auxiliar a reserva de quartos para ele e para os dois parlamentares entre os dias 24 e 30 de junho, período em que ocorreu o Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”. Hugo Motta disse não ver irregularidade no pagamento da hospedagem, argumentando que se tratava de um evento corporativo. Ciro Nogueira não se manifestou.
Provedor
A PF identificou ainda indícios de que Vorcaro repassou ao menos R$ 6 milhões a Ciro Nogueira ao longo de aproximadamente 20 meses. Segundo relatório enviado ao STF, os pagamentos teriam sido feitos por meio de repasses mensais de, no mínimo, R$ 300 mil, além do custeio de despesas como viagens e jantares. Na avaliação dos investigadores, o volume e a frequência dos benefícios indicam que a relação entre os dois ultrapassava o âmbito pessoal e estava estruturada em torno de interesses mútuos.

Tranca
E a Segunda Turma do STF decidiu manter as prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Kassio Nunes Marques acompanhou o relator, André Mendonça, formando maioria ao lado de Luiz Fux para manter as prisões. O entendimento prevaleceu sobre a divergência aberta por Gilmar Mendes, que defendia a substituição das detenções por prisão domiciliar e outras medidas cautelares.
Delimitações
Analisando os votos dos ministros da Segunda Tuma do STF, ajornalista Andreia Sadi deitou analise: “O relator, ministro André Mendonça, aproveitou o voto para deixar alguns recados claros. Primeiro, que as investigações continuam e não estão próximas do fim. Segundo, que ele acompanha com atenção as movimentações que, segundo interlocutores, tentam enfraquecer ou interromper a apuração. E, terceiro, que o ambiente na Segunda Turma tende a ficar mais tenso à medida que novos capítulos do caso chegarem ao colegiado”.

Protocolo
Apesar de terem participado de dois momentos protocolares da cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não se reuniram e nem interagiram publicamente. Os dois líderes posaram na tradicional “foto de família” do encontro e voltaram a aparecer lado a lado antes do jantar oferecido aos chefes de Estado, mas, segundo as imagens oficiais, não houve conversa ou cumprimento entre eles.
Desapontamento
A ausência de um encontro, ainda que informal, frustrou o Palácio do Planalto, que esperava aproveitar a cúpula para discutir diretamente com Trump a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros.


