O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende mudar tudo na chamada “cozinha” do Palácio do Planalto, que engloba seus auxiliares mais próximos, conta Vera Rosa. A ideia é contemplar pessoas que se destacaram na campanha eleitoral e até mesmo nomes de fora do PT. O presidente já avisou que conversará com caciques de partidos, inclusive do Centrão, logo após o Dia de Finados para compor sua equipe. Lula, porém, está avisando que, diferentemente do que aconteceu no mandato atual, vai exigir que a participação no governo corresponda a apoio real no Congresso.(Estadão
Interlocução
O presidente do PT, Edinho Silva, disse que as conversas serão feitas com o comando dos partidos do Centrão, não com alas, muitas delas em franca oposição ao governo.“Os partidos que queiram estar conosco têm que ter lealdade a esse projeto liderado pelo presidente Lula”, enfatizou. O Executivo precisa ampliar a base no Congresso, já que o PL terá as maiores bancadas tanto na Câmara, quanto no Senado, com 121 e 28 parlamentares, respectivamente.(Globo)
Autorização
Antes mesmo das negociações, o União Brasil decidiu autorizar seus integrantes a ocupar cargos no governo do presidente Lula, em um movimento de reaproximação com o Palácio do Planalto após a derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais. A decisão será anunciada na próxima semana pelo presidente da legenda, Antônio Rueda, e permitirá a retomada das negociações entre o governo e diferentes grupos do partido. Federado com o PP na União Progressista, o União Brasil havia rompido com o governo Lula em setembro de 2025 e passou a integrar a oposição.(Folha)

Protagonismo
O governo do presidente americano Donald Trump teve participação direta na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca e aliado da família Bolsonaro, foi o responsável por organizar o avião particular utilizado por Flávio e sua família para chegar aos Estados Unidos. A operação começou a ser organizada na segunda-feira, depois que Flávio foi intimado a entregar seus passaportes por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, manteve contato com Miller durante os preparativos. Miller, que ocupa a condição de funcionário especial do governo americano, recusou-se a comentar sua participação na operação. A Casa Branca também não respondeu diretamente às perguntas sobre o avião e remeteu às declarações públicas de Donald Trump.(New York Times)
Armistício
Trump, aliás, afirmou que pretende conversar com Lula sobre as eleições brasileiras, que classificou como “uma desgraça”. A declaração ocorre quatro dias após a reeleição do petista para um quarto mandato, resultado sobre o qual não houve manifestação oficial da Casa Branca. Apesar da declaração, até agora não houve solicitação formal de contato entre os dois presidentes e nem existe uma conversa agendada. Lula e Trump devem se encontrar em dezembro, durante a Cúpula de Líderes do G20, prevista para ocorrer nos Estados Unidos.(Metrópoles)
Surpresa
Já a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília classificou a vitória do presidente Lula como “surpreendente, mas definitiva”, em relatório diplomático enviado ao Departamento de Estado e a outros órgãos do governo americano. O documento afirma que a votação ocorreu de maneira predominantemente pacífica e que observadores internacionais não levantaram dúvidas sobre a legitimidade do resultado. O relatório também destaca que a prorrogação do horário de votação, principal argumento utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro para contestar sua derrota, não teve impacto significativo no resultado.(Folha)
Resistência
A decisão do presidente americano de conceder abrigo a Flávio Bolsonaro provocou uma enxurrada de críticas de parlamentares democratas a menos de uma semana das eleições parlamentares de meio de mandato nos Estados Unidos. Deputados e senadores acusam o presidente americano de favorecer aliados políticos enquanto restringe o acolhimento de refugiados de países em guerra. Mais de 20 páginas oficiais de congressistas americanos publicaram manifestações sobre o caso.(CNN Brasil)

Estratégia
Por aqui, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente da Corte, André Mendonça, buscam se desvincular de Flávio Bolsonaro após a divulgação de uma carta em que o candidato derrotado contesta o resultado das eleições presidenciais e se apresenta como o legítimo líder do Brasil. Os dois ministros, indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, disseram a auxiliares que Flávio perdeu o bom senso ao divulgar o documento no qual se declara inicialmente o “verdadeiro presidente eleito”, substituída depois pela expressão “líder do Brasil”.(Folha)
Desconforto
A decisão de Flávio de fugir e se autodeclarar “presidente do Brasil” também desagradou ao presidente do seu partido, o PL.“Ninguém aprovou a carta. Ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio… queremos tocar o país para frente”, afirmou Valdemar Costa Neto a jornalistas, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O dirigente também afirmou que Flávio não comunicou ao próprio pai sua decisão de deixar o Brasil.(g1)
Conselhos
Lula foi orientado pelo Itamaraty a adotar uma postura pragmática e não reagir a provocações de Trump e Xavier Milei por conta da fuga de Flávio Bolsonaro. Segundo Vera Rosa, a diplomacia brasileira aposta numa derrota substancial do presidente americano nas eleições legislativas da próxima terça-feira, o que transformaria a fuga do senador em um “jogo de perdedores”.(Estadão)

Tutela
O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu devolver ao ministro André Mendonça a condução das investigações sobre o esquema de fraudes no INSS. Os procedimentos relacionados ao Banco Master, no entanto, permanecerão sob responsabilidade da Presidência da Corte por até 90 dias. A decisão encerra parcialmente o impasse iniciado em 12 de setembro, quando Fachin assumiu os dois casos em meio a uma crise interna no Supremo. Desde então, as investigações estavam paralisadas, sem decisões sobre pedidos de investigados ou novas medidas de apuração.(CNN Brasil)
Sepultamento
Fachin também determinou o arquivamento de cinco investigações vinculadas ao chamado inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes desde 2019. A decisão atende a manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou não haver elementos suficientes para dar continuidade às apurações ou identificou a prescrição de parte dos inquéritos.


