Rio Branco, AC 16 de abril de 2026 17:29
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Julgamento de Gladson Cameli segue no Superior Tribunal de Justiça, e André Kamai faz crítica dura à desinformação

Em discurso na Câmara, o vereador cobrou seriedade, criticou narrativas precipitadas e afirmou que acusações são “muito graves”

Em um cenário marcado por versões conflitantes sobre o andamento do julgamento do governador Gladson Cameli, o vereador André Kamai levou à tribuna, nesta quinta-feira (16), uma intervenção firme, crítica e voltada à defesa da integridade do debate público.

De acordo com o parlamentar, embora a defesa tenha recorrido a instrumentos jurídicos legítimos no Superior Tribunal de Justiça para tentar adiar o julgamento, a tentativa não prosperou. A Corte decidiu pela continuidade do processo, com nova data marcada para o dia 6 do próximo mês. “O paciente continua na UTI”, afirmou, em referência à situação do caso, rebatendo leituras que sugeriam um desfecho favorável ao governador.

Sem recorrer a ataques pessoais, Kamai chamou atenção para o que considera uma distorção do debate. Para ele, transformar um processo dessa natureza em uma disputa de esperteza esvazia a gravidade do que está em jogo. “O que nós queremos saber é o que aconteceu de fato”, pontuou, defendendo que a análise se concentre nos elementos presentes nos autos.

O vereador também fez questão de reforçar princípios fundamentais do Estado de Direito, como o contraditório e a presunção de inocência, ao mesmo tempo em que destacou a necessidade de que o julgamento avance com transparência e responsabilidade. Segundo ele, as acusações são “muito graves” e exigem uma resposta clara das instituições.

Ao situar o caso no contexto mais amplo do Acre, Kamai sugeriu que o desfecho do processo pode representar um momento decisivo para o estado. Sem antecipar conclusões, indicou que os fatos investigados, se confirmados, apontam para um período delicado na administração pública, que precisa ser devidamente esclarecido.

A retomada do julgamento ocorre, portanto, em meio a uma disputa que vai além dos autos: envolve a narrativa pública, a confiança nas instituições e o direito da população à informação qualificada. Até a nova sessão no Superior Tribunal de Justiça, o caso permanece aberto — e sob atenção redobrada.