O senador Alan Rick (Rep) afirmou nesta segunda-feira, 27, que o também senador Márcio Bittar (PL) seria “muito bem-vindo” ao seu projeto político, caso decida apoiar sua pré-candidatura ao governo do Acre. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa por ocasião do ato de adesão do partido Democracia Cristã (DC) à sua pré-candidatura ao Governo do Acre e reforça a estratégia de ampliação de alianças em torno do nome do republicano rumo ao Palácio Rio Branco.
Acomodação
Na leitura de Alan Rick, não há impedimento para que o grupo reúna mais de dois nomes na disputa pelo Senado dentro da mesma base, indicando uma construção política mais flexível e abrangente. “Nós queremos uma aliança ampla. Parafraseando Roberto Carlos, eu quero dizer que quero ter um milhão de amigos”, afirmou, ao destacar o objetivo de reunir diferentes lideranças do mesmo campo político no projeto de governo representado por sua candidatura.
Amplitude
Ao comentar diretamente sobre a possibilidade da incorporação de Bittar à sua candidatura, o senador voltou a enfatizar que o grupo está aberto a novos apoios e citou nomes que já integram a articulação. “Seria muito bem-vindo. Nós já temos a nossa pré-candidata, futura senadora Mara Rocha e temos o nosso querido amigo Sérgio Petecão (PSD), que já há alguns dias tem anunciado a aliança conosco. Todos aqueles que quiserem vir serão bem-vindos”, declarou.
Leitura
A fala de Alan Rick veio na esteira da pergunta de repórteres que lembraram que Márcio Bittar houvera afirmado, em entrevista recente, que considera Alan Rick um aliado, o que alimenta especulações sobre uma possível reconfiguração das forças políticas no estado. Nos bastidores, a sinalização de abertura é interpretada como uma tentativa de consolidar uma frente ampla, reunindo nomes de peso em torno da disputa pelo Palácio Rio Branco.

Protagonismo
Provável tema central da eleição presidencial deste ano, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,9% em fevereiro, voltando ao recorde registrado em julho de 2022, segundo dados do Banco Central.
Elasticidade
O comprometimento da renda com o sistema financeiro também avançou para 29,7%. Em contrapartida, as concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado aumentaram 52% em março, devido ao novo modelo do Crédito do Trabalhador, lançado no ano passado.
Sanções
Para minorar as consequências deletérias dos números, o Executivo Federal promete atuar em duas frentes. De acordo com o Ministério do Trabalho, o governo passou a prever punições para bancos que cobrarem taxas de juros muito acima da média no crédito consignado privado, atualmente em 3,66% ao mês, mais encargos e seguros. Analistas do BTG Pactual calculam que, na prática, o custo máximo permitido deve ficar em torno de 5,98% ao mês.
Anestesia
Na outra frente o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou a liberação do uso de recursos do FGTS para o Desenrola 2, nova etapa do programa de renegociação de dívidas. O plano será apresentado hoje ao presidente Lula e deve focar em famílias que recebem até cinco salários mínimos. Segundo a jornalista Ana Flor, do jornal O Globo, para destravar esse uso do FGTS o governo estuda recorrer a uma Medida Provisória (MP). A ideia é que, como uma MP entra em vigor imediatamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia anunciá-la nesta sexta-feira, Dia do Trabalhador.

Sincronia
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fizeram a primeira agenda conjunta de pré-campanha após definirem seus respectivos caminhos eleitorais para este ano. O encontro ocorreu na maior feira agrícola do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Confetes
Durante o evento, o senador exaltou Tarcísio como um aliado leal e disse torcer para vê-lo presidente da República no futuro. Diante do público do agronegócio, também criticou o governo Lula, acusando-o de tratar o setor como “lixo” e oferecer crédito insuficiente, além de perseguir adversários políticos. Tarcísio seguiu na mesma linha, questionando medidas como o financiamento de máquinas e o nível dos juros. (g1)
Números
A resposta do governo e de membros do PT às críticas de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas focaram nos investimentos recordes e as políticas de financiamento realizadas pela gestão para desmentir a narrativa de “perseguição” ou “asfixia” do setor, citando a Liberação de Crédito de R$ 10 bilhões, via BNDES, para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, salientando que nunca o setor teve tanto apoio financeiro, citando os valores recordes do Plano Safra.
Viés
Em relação às críticas, membros do PT reprovam o que chamam de “instrumentalização eleitoral” das feiras agrícolas por parte da família Bolsonaro e de Tarcísio, argumentando que o foco da oposição é ideológico e não baseado em dados econômicos. Completando, o governo ressalta que, apesar da resistência política de parte do setor, os resultados de exportação e a abertura de novos mercados internacionais demonstram que o agro é uma prioridade estratégica, e não um alvo de perseguição.
Fotografia
De mais a mais, consideram que a tensão é exacerbada pela proximidade das eleições de 2026, onde Flávio Bolsonaro se posiciona como pré-candidato à Presidência e Tarcísio de Freitas é visto como um aliado central ou possível sucessor do espólio político de Jair Bolsonaro.

Termômetro
A Genial/Quaest divulgou na data de ontem, segunda-feira, 27, sua primeira leva de pesquisas sobre as eleições em três estados: Rio de Janeiro, Paraná e Pará. Se o pleito fosse hoje, Eduardo Paes (PSD) seria eleito governador do Estado do Rio no primeiro turno. Nos três cenários apresentados, as intenções de voto nele são maiores que a soma dos adversários, variando entre 34% e 40%, dependendo dos adversários. Seu concorrente mais próximo, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), varia entre 9 e 11%.
Anacronismo
No Paraná, embora o governador Ratinho Júnior tenha índices de aprovação na casa dos 80%, seu candidato, Sandro Alex, aparece apenas em quarto lugar com 5%, muito longe do líder, o senador e ex-juiz Sergio Moro (PL). Dependendo do cenário, Moro venceria ou não no primeiro turno. Com Rafael Greca (MDB) na lista, o senador do PL tem 35%, mas não atinge a soma dos rivais. Sem Greca, Moro vai a 42%, o que lhe garantiria a eleição.
Acirramento
No Pará, a briga é apertada, com Dr. Daniel Santos (Podemos) e Hana Ghassan (MDB) em empate técnico, respectivamente 22% a 19% ou 24% a 22%, dependendo de quem são os demais concorrentes.

Impasse
A investigação das fraudes no Banco Master avançou a ponto de travar acordos de delação premiada. O banqueiro Daniel Vorcaro, seu cunhado e operador financeiro Fabiano Zettel e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa buscam colaborar, mas enfrentam resistência da PF, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entranhas
A avaliação é que o núcleo central do caso, a fraude financeira e a tentativa de venda do Master ao BRB, já está praticamente esclarecido. Com provas robustas, há pouco espaço para novas revelações, a menos que os delatores consigam ampliar o alcance da investigação, apontando, por exemplo, eventual envolvimento de autoridades ou viabilizando a recuperação de recursos desviados.


