Rio Branco, AC 7 de julho de 2026 12:38
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Apoio

A executiva municipal do MDB de Tarauacá declarou oficialmente apoio à pré-candidatura de Tião Bocalom (PSDB) ao Governo do Acre nas eleições de 2026. A decisão foi consolidada em uma reunião de articulação política realizada em Tarauacá na data de ontem, 6 de julho de 2026.

Deliberação

O encontro que selou o apoio contou com a participação direta do empresário e pecuarista Mirabô Leite, presidente do diretório municipal do MDB em Tarauacá, além de outros integrantes da executiva partidária local.

Portólio

Durante a agenda na região do Envira, Bocalom apresentou o balanço de suas gestões anteriores, e os emedebistas locais ressaltaram a afinidade de estilo administrativo com o pré-candidato. Este movimento representa um importante apoio de peso no interior do estado, fortalecendo a construção da base de alianças da pré-campanha de Bocalom rumo ao Palácio Rio Branco.

Critérios

Segundo o presidente municipal da sigla, Mirabô Leite, o aval ao nome do atual prefeito de Rio Branco passou por uma avaliação criteriosa de perfil técnico e viabilidade eleitoral. “Entendemos que o Bocalom é o nome mais preparado para governar o Acre. Por isso, o MDB de Tarauacá estará ao lado dele nessa caminhada rumo ao Palácio Rio Branco”, cravou o dirigente.

Roteiro

A assessoria do tucano informa que a agenda de Bocalom no interior terá prosseguimento nos próximos dias, intensificando o diálogo com prefeitos, vereadores e sindicatos rurais para encorpar a frente partidária de oposição antes das convenções oficiais.

Metamorfose

No segundo dia da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) a respeito de um novo tarifaço contra o Brasil, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pretende mudar o discurso da carta enviada ao governo de Donald Trump, em que sugeria a suspensão das taxas, para pedir o fim das medidas e defender o Pix.

Repaginação

A avaliação de aliados do senador é de que o documento repercutiu mal e o senador precisa se posicionar como contrário à taxação. A manifestação de Flávio terá 5 minutos e está prevista para as 10h da manhã de hoje no horário local.

Rescaldo

Nessa nova versão, Flávio pretende afirmar que a imposição da tarifa prejudicaria exportadores e consumidores brasileiros e poderia produzir efeitos políticos contrários aos pretendidos por Washington, ao fortalecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Gol contra

Já o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo desistiu de participar presencialmente da audiência promovida pelo USTR. A decisão foi anunciada após a repercussão de declarações em que Figueiredo criticou Michelle Bolsonaro (PL) e afirmou que mulheres “votam muito mal”. As falas levaram Flávio Bolsonaro a tentar se distanciar publicamente do influenciador.

Coro

No primeiro dia da audiência pública, enviados de empresas e entidades empresariais brasileiras e americanas defenderam a suspensão da proposta do governo de Donald Trump de impor uma taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Efeitos colaterais

Representantes dos setores de arroz, gelatina, sementes, cera de carnaúba e agropecuária argumentaram que a medida elevaria custos para consumidores americanos, encareceria alimentos, medicamentos e insumos agrícolas e provocaria impactos negativos nas cadeias produtivas dos próprios Estados Unidos. Parte das entidades americanas, no entanto, defendeu a manutenção ou até o endurecimento da proposta. O principal foco foi o mercado de etanol.

Balanço

A Confederação Nacional da Indústria estima que cerca de 4,1 mil produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos poderão ser atingidos caso o governo de Donald Trump adote o tarifaço. Segundo a CNI, itens potencialmente afetados representam US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Olheiro

O governo brasileiro, por sua vez, decidiu enviar observadores às audiências promovidas pelo (USTR). Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil será representado apenas por integrantes da Embaixada em Washington, já que, na avaliação do governo, a audiência pública não constitui um canal de negociação entre os dois países. As tratativas oficiais seguem sendo conduzidas por vias diplomáticas.

Posição

Ainda sobre o imbróglio do ‘tarifaço’, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no entanto, encaminhou ao USTR uma carta contestando o novo tarifaço. O documento sustenta que a medida não encontra respaldo nas evidências apresentadas pelo Brasil durante a investigação conduzida pelo órgão americano. O Itamaraty classificou as conclusões da investigação como “errôneas” e “arbitrárias”, afirmando que o relatório desconsiderou informações sobre a legislação brasileira e as ações de fiscalização adotadas para combater o trabalho análogo à escravidão.

Intromissão

Mauro Vieira também afirmou, dessa vez em documento enviado à Câmara dos Deputados, que a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode abrir espaço, em última instância, para uma ação militar americana em território brasileiro.

Agressão

No documento Vieira afirma que a medida pode permitir a adoção de ações unilaterais e extraterritoriais por parte das autoridades americanas contra pessoas, empresas e organizações brasileiras, inclusive sem vínculos diretos com os Estados Unidos.

Oitiva

Enquanto isso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que Flávio Bolsonaro seja ouvido pela Polícia Federal na investigação sobre calúnia contra o presidente Lula ao associá-lo, em janeiro, ao crime de tráfico de drogas num post no X. “Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena”, disse Gonet.

Rito

A lei define que, se antes da sentença o réu se retratar, ele fica isento de pena. Mas, se a ofensa tiver sido feita por meios de comunicação, o ofendido pode escolher que a retratação se dê pelas mesmas plataformas.

Penduricalhos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que sete tribunais de Justiça estaduais e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal informem, em até 48 horas, todos os pagamentos efetuados a magistrados, aposentados e pensionistas entre abril e julho de 2026. A medida busca verificar o cumprimento da decisão do STF que restringiu o pagamento de benefícios e vantagens capazes de elevar a remuneração de magistrados e membros do Ministério Público acima dos limites fixados pela Corte.

Arsenal

Moraes também determinou que o Exército entregasse à Polícia Federal oito armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a defesa, das dez armas cuja entrega havia sido determinada por Moraes, oito estariam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército.

Ação

À noite, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao STF que entregou à PF as armas do ex-presidente que estavam sob sua guarda, mas que duas das oito armas não se encontram sob a posse do Exército. Uma era aquela apreendida com um segurança de Bolsonaro. A outra, uma espingarda, de acordo com a defesa de Bolsonaro está em uma importadora no Rio Grande do Sul.

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