Rio Branco, AC 17 de abril de 2026 19:21
HOME / JAMAXI / Termômetro

Termômetro

Novo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta, 16, mostra vantagem das ex-ministras do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição ao Senado na disputa de São Paulo.

Brilho

A acreana Marina Silva (Rede), ex-titular do Meio Ambiente, e Simone Tebet (PSB), do Planejamento, aparecem à frente com 37,8 e 32,9. O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP), pontua 27,4 e o ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro Ricardo Salles (Novo), 15,1.

Inversão

A situação é oposta na sondagem para o governo de São Paulo, onde o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com folga sobre o ex-ministro da Fazenda de Lula Fernando Haddad (PT).

Sobre a pesquisa

O Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores paulistas entre os dias 11 e 14 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, o nível de confiança é de 95% e o protocolo de registro na Justiça Eleitoral é SP-00378/2026.

Sob nova direção

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima (Progressistas), assumirá nesta sexta-feira, 17, às 10h, a presidência da Associação dos Municípios do Acre (Amac). A posse ocorrerá durante assembleia aberta com a participação de prefeitos acreanos, na sede da instituição, cá em Rio Branco.

Posição

Zequinha Lima administra a segunda maior cidade do estado e passa a comandar a entidade responsável por articular demandas dos municípios acreanos junto aos governos estadual e federal.

Metas

Junto com Zequinha assuma uma nova diretoria. A expectativa da nova equipe é fortalecer a cooperação entre as prefeituras, discutir pautas comuns e ampliar o diálogo institucional em torno de temas como financiamento municipal, infraestrutura e serviços públicos nos municípios do Acre.

Êxtase

“Preciso dele feliz. Reverte isso aí.” Os detalhes da nova fase da Operação Compliance Zero, que prendeu na data de ontem, quinta-feira, 16, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), revelam que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, estava preocupado em manter o executivo satisfeito, chegando a dizer a uma corretora que arrumasse uma forma de mostrar um dos seis apartamentos de luxo que fazia parte do acordo entre eles.

Valores

Os imóveis são avaliados em R$ 140 milhões e serviam para facilitar negócios entre as instituições e a própria aquisição do Master pelo banco público, operação que o Banco Central acabou vetando. Ainda segundo a Polícia Federal, R$ 74 milhões chegaram a ser efetivamente pagos antes de os envolvidos descobrirem o inquérito sigiloso e interromperem os repasses.

Link

Acerca da decisão do ministro André Mendonça pela prisão de Costa existe a revelação que há indícios que ele atuava como uma espécie de mandatário de Vorcaro dentro do banco público. Segundo o magistrado, o executivo usava o cargo para sustentar a liquidez do Master em troca dos imóveis. As mensagens obtidas pela PF também mostram a relação de proximidade entre os dois.

Cumplicidade

Também foi preso na operação o advogado Daniel Lopes Monteiro, apontado pela PF como “operador jurídico-financeiro” do esquema, arquitetando um sistema paralelo de compliance para o banco e ocultação de patrimônio e transações.

Posição

A pedido do ministro da Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, deu uma entrevista coletiva, ao lado de diretores da Polícia Federal, para comentar a operação.

Ponto futuro

O posicionamento do governo é um movimento novo do Planalto, dentro da estratégia de usar as investigações envolvendo o Master para exaltar iniciativas do governo no combate ao crime organizado e tentar mitigar o prejuízo que o caso pode causar na campanha eleitoral.

Perdas e lucros

Parte dos aliados do presidente Lula teme explorar as investigações por conta das suspeitas do envolvimento de ministros do STF. Outro grupo defende que se dê mais publicidade às investigações, para assim reforçar o discurso de Lula de que ele combate o crime “do andar de cima”.

Enfrentamento

No confronto entre STF e Congresso, as ameaças de ministros contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) seguem repercutindo e parlamentares de variados partidos cobraram uma postura firme de Davi Alcolumbre contra a Corte. Vieira afirma que passou a ser alvo de ameaças e tentativas de criminalização por parte dos magistrados.

Retaliação

A reação dos ministros veio devido ao relatório final da CPI do Crime Organizado, no qual pede o indiciamento de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, classificando a situação como uma grave ofensa à independência do Legislativo. Diante da pressão, Alcolumbre colocou a Advocacia do Senado à disposição para adotar medidas jurídicas que preservem a imunidade dos mandatos.

Desfecho

Fato é que o embate entre congressistas e ministros do STF subiu de tom. De um lado, o senador Alessandro Vieira; do outro, os ministros do STF, em especial Gilmar Mendes. A questão que subsiste é: quem, afinal, abusou da autoridade? E aguardar o desenrolar da celeuma.

Stand by

O ICE, serviço de imigração dos Estados Unidos, informou à Polícia Federal brasileira que Alexandre Ramagem poderá aguardar o desfecho de seu pedido de asilo em liberdade. O encontro entre os órgãos já estava marcado antes mesmo da soltura de Ramagem e modifica a estratégia do governo federal, que pretendia negociar a extradição do ex-diretor da Abin enquanto ele ainda estivesse sob custódia.

Condenação

O brasileiro foi condenado a 16 anos de prisão no caso da trama golpista e é considerado foragido pelas autoridades brasileiras. Ele afirma que sua entrada nos Estados Unidos aconteceu de forma regular. Mas a PF prepara um relatório detalhando por que a fuga do ex-deputado foi clandestina, já que Ramagem atravessou a fronteira com a Guiana por via terrestre e teria contado com o apoio de grupos ligados ao garimpo ilegal.

Ponto final

Enquanto isso, a Corte de Apelação da Itália se posicionou, pela segunda vez, a favor da extradição de Carla Zambelli, dessa vez pela acusação de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. No primeiro caso, a Justiça da Itália defendeu a extradição por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça e inserção de documentos falsos. Ainda cabe recurso da defesa da ex-deputada, e, por isso, ela não será deportada imediatamente.

Freio

O novo ministro das Relações Institucionais, deputado cearense José Guimarães (PT), informou na data de ontem que o governo é contrário à criação de novas desonerações na folha de pagamento para compensar o fim da escala 6×1. Para ele, o país não suporta mais incentivos fiscais, visto que a renúncia de receitas da União já se aproxima de R$ 1 trilhão.

Escalonamento

Guimarães adiantou, ainda, que o governo se mostra aberto a discutir um período de transição para a nova jornada, citando o modelo adotado pelo Chile, em que mudanças estão sendo implementadas aos poucos até 2027, como uma referência.

Pano de fundo

A intenção do presidente Lula é garantir a aprovação da medida até maio, aproveitando o simbolismo do mês do trabalhador. Para isso, o Planalto aceita dar prioridade à PEC que já tramita na Comissão de Constituição e Justiça, deixando em segundo plano o projeto de lei próprio enviado nesta semana.

Trégua

Entrou em vigor à 0h de hoje, sexta-feira, 17, o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano após seis semanas de conflito que deixaram 2 mil mortos no lado libanês e 15 no lado israelense.

Intermediação

O acordo entre os dois países foi imposto por Donald Trump, que fez o anúncio antes que o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, comunicasse oficialmente seu gabinete. Embora temporária, a trégua foi comemorada com fogos de artifício em Beirute, mas provocou revolta no lado israelense da fronteira. Moradores das cidades e vilas do Norte de Israel temem a retomada de ataques por parte do grupo xiita libanês Hezbollah.

Luz

Os negociadores paquistaneses que tentam mediar um acordo entre Estados Unidos e Irã ficaram mais otimistas, já que o fim dos combates no Líbano era uma exigência do governo de Teerã, tradicional patrocinador do Hezbollah.

Relacionadas