Rio Branco, AC 8 de abril de 2026 17:36
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Reposição

O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizou na data de ontem, nesta terça-feira, 7, sessão extraordinária destinada à continuidade do julgamento do Processo Administrativo nº 150.229, que trata da formação da lista tríplice para a escolha de novo conselheiro da Corte.

Conclave

A sessão foi convocada pela presidente do TCE-AC, conselheira Dulcinéa Benício, em decorrência da aposentadoria do conselheiro Valmir Gomes Ribeiro. Realizada na sala da Presidência, a reunião contou com a presença dos conselheiros Antônio Jorge Malheiro e Ronald Polanco Ribeiro, da conselheira-substituta Maria de Jesus, do procurador-chefe do Ministério Público de Contas (MPC), Sérgio Cunha Mendonça, além do secretário das Sessões, Luciano Oliveira de Melo.

Referendo

Durante a sessão, o Pleno referendou a lista tríplice composta por membros do Ministério Público de Contas, conforme previsto na Constituição Federal e na legislação estadual. A relação foi encaminhada à governadora Mailza Assis, a quem compete a escolha final para o cargo de conselheiro.

Concorrentes

A lista tríplice segue o critério de antiguidade e é composta pelos procuradores do Ministério Público de Contas: Anna Helena de Azevedo Lima Simão, Mário Sérgio Neri de Oliveira e Sérgio Cunha Mendonça.

Largada

O novo prefeito de Rio Branco, Allyson Bestene (PP), já botou a mão na massa. Na tarde de segunda-feira ,6, patrocinou reunião de alinhamento com os secretários municipais, indicando as diretrizes de continuidade da administração do ex-prefeito Tião Bocalom. O encontro ocorreu na sede da Prefeitura e teve como principal objetivo organizar as ações já planejadas.

Diretrizes

De acordo com o gestor, neste primeiro momento as ações da prefeitura estarão concentradas em áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura, além de outros setores estratégicos da administração pública.

Princípios

Alysson também reforçou o compromisso com a garantia dos direitos prioritários da população, destacando que todas as ações serão planejadas e executadas com foco na melhoria da coletividade e na promoção da qualidade de vida dos cidadãos.

Alinhamento

Na data de ontem, 07, Bestene sinalizou que a gestão deve iniciar uma rodada de conversas com os vereadores da capital para alinhar estratégias e fortalecer a relação com o parlamento municipal. Alysson destacou que o diálogo será fundamental neste momento e norteará sua gestão. “A gente vai ter uma reunião com a base, isso a gente vai conversar com cada vereador, tem novidade aí já já na base também, então com calma a gente vai ver aí se vai ter que repactuar alguma coisa”, afirmou.

Entendimento

Sinalizou, ainda, a possibilidade de ajustes na composição da base aliada ou até mesmo mudanças na condução da liderança do governo municipal na Câmara. Apesar disso, o prefeito evitou antecipar detalhes, reforçando que as definições serão construídas de forma gradual, a partir do diálogo com os parlamentares.

Retrato

A pesquisa Meio/Ideia de abril, divulgada na data de hoje, 08, revela um eleitorado ainda pouco consolidado na disputa presidencial de 2026, com 51,4% dos brasileiros afirmando que podem mudar de candidato até outubro.

Indecisão

O dado representa uma inflexão em relação a janeiro, quando apenas 35,5% admitiam essa possibilidade, indicando aumento da incerteza ao longo dos últimos meses. A volatilidade é mais acentuada entre eleitores da direita, onde há maior fragmentação de candidaturas: 60,4% dos que hoje apoiam Flávio Bolsonaro dizem que podem mudar de voto, índice que chega a 69,4% entre os de Ronaldo Caiado.

Convicção

Na outra ponta, entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa é bem menor, de 26,6%. Nos cenários de intenção de voto, Lula lidera tanto na pesquisa espontânea, com 32,6%, quanto na estimulada, com 40,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, que aparece com 19,4% e 37%, respectivamente. Romeu Zema (4,1%) e Ronaldo Caiado (2,6%) aparecem mais atrás, enquanto o contingente de eleitores que não sabem ou não indicam candidato chega a 25,3%.

Disputa acirrada

Apesar da liderança de Lula no primeiro turno, o cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro é de empate técnico, com 45,8% para o senador e 45,5% para o presidente, dentro da margem de erro. Contra outros adversários, Lula aparece com vantagem mais confortável.

Variáveis

O levantamento também aponta que fatores econômicos devem pesar na disputa: 70,4% dos entrevistados afirmam que o custo de vida aumentou no último ano e 40% dizem estar mais endividados, enquanto 74,7% consideram esses temas importantes na hora de decidir o voto, indicando potencial impacto eleitoral direto sobre o desempenho do governo.

Inadimplência

Para considerações, o endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 80,4% em março, o maior patamar da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O avanço foi puxado principalmente pela faixa de renda acima de cinco salários mínimos, enquanto a inadimplência recuou no grupo que ganha até três salários. O levantamento indica que 29,6% das famílias possuem contas em atraso, mantendo o nível de fevereiro, mas o total de consumidores sem condições de realizar o pagamento caiu para 12,3%.

Ponderações

A propósito, o superendividamento das famílias brasileiras está reduzindo em cerca de 40% o impacto positivo do crescimento da renda sobre o consumo, segundo estudo do banco Daycoval. O levantamento aponta que o efeito multiplicador da massa salarial cai de 0,29 para 0,17 ponto percentual quando o endividamento ultrapassa o patamar de 39% da renda, indicador que hoje está em 49,7%, de acordo com o Banco Central. Se não fosse esse cenário, o consumo das famílias teria avançado 10,8% desde 2023, em vez dos 7,8% registrados.

Remédio

Com esse cenário, o governo federal discute os detalhes finais de um novo pacote para tentar reduzir o endividamento das famílias. A proposta focaria em dois públicos: os devedores de baixa renda com atrasos de até um ano e pessoas adimplentes que comprometem fatia excessiva do salário com parcelas.

Boquirroto

Depois de prometer que iria “exterminar uma civilização” inteira, o presidente americano Donald Trump mais uma vez transformou suas ameaças em bravatas. Dessa vez, Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, tudo a menos de duas horas do prazo que havia imposto para iniciar ataques de larga escala contra o país.

Versão

Segundo o presidente americano, a trégua foi condicionada à reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, e resultou de articulações diplomáticas que envolveram autoridades do Paquistão. Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os Estados Unidos já teriam alcançado seus principais objetivos militares e estariam próximos de um acordo mais amplo de paz com Teerã.

Corrente

Ainda de acordo com a Casa Branca, Israel também aderiu ao cessar-fogo e suspenderá sua campanha de bombardeios enquanto as tratativas avançam. A avaliação do governo americano é de que divergências históricas foram em grande parte superadas e que o período de duas semanas permitirá a conclusão de um acordo de longo prazo para a região. (CNN)

O outro lado

O Irã, por sua vez, aceitou a proposta de cessar-fogo após intensas negociações diplomáticas e uma intervenção de última hora da China, segundo três autoridades iranianas. De acordo com elas, Pequim — aliado estratégico de Teerã — pressionou por flexibilidade para reduzir as tensões, em meio à crescente preocupação com os impactos econômicos causados por danos à infraestrutura crítica do país. O acordo foi aprovado pelo novo líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei.

Negativa

Mais cedo, Rússia e China vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que buscava pressionar o Irã pela reabertura do Estreito de Ormuz. A proposta recebeu 11 votos favoráveis, dois contrários e duas abstenções e foi levada à votação poucas horas antes do prazo imposto por Trump. Mas mesmo que aprovada, a resolução teria impacto limitado sobre o conflito. O texto final restringia-se a permitir apenas “meios defensivos necessários” para garantir a navegação no estreito. (PBS)

Efeitos colaterais

Como rescaldo da trégua no conflito, os preços do petróleo nos Estados Unidos despencaram após Trump anunciar o cessar-fogo. O contrato do West Texas Intermediate (WTI) para maio chegou a cair quase 19%, sendo negociado a US$ 91,64 por barril no início da noite desta terça.

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