Rio Branco, AC 29 de março de 2026 05:32
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Sangue novo

O jovem advogado Virgílio Viana, 23 anos, filiou-se na data de ontem, quinta-feira, 26, ao Partido Verde (PV), ato que teve lugar no Hotel Nobile Suítes Gran Lumn, em Rio Branco, Acre. Virgílio é filho do ex-governador Tião Viana, que esteve presente na atividade prestigiando o ingresso do rebento nas fileiras do PV, que contou, também, com dirigentes partidários ligados ao espectro da centro/esquerda.

Meta

Com a filiação, Vírgílio oficializou sua intenção de disputar uma vaga como deputado federal nas eleições de 2026. A escolha pelo PV marca uma decisão de não seguir na legenda histórica de sua família, o Partido dos Trabalhadores (PT), embora ele tenha declarado manter respeito e admiração pela trajetória da sigla dos trabalhadores. Inquirido sobre a decisão do filho, Tião Viana afirmou respeitar a decisão, apesar de resistências internas iniciais no ambiente familiar.

Pragmatismo

Em discurso curto, mas objetivo, Virgílio destacou a necessidade de maior envolvimento da população nas decisões políticas e afirmou que o futuro do estado depende da participação ativa dos cidadãos, mirando a mudança no atual estágio administrativo em que se encontra o estado.

Migração

“A população acreana está indo embora, a população acreana não encontra oportunidade, os mais velhos vão em busca de saúde”, disse. “Basta andar nas ruas do Acre, basta andar no nosso interior, na nossa periferia, e a gente enxerga isso, a gente vê essa realidade”, verbalizou.

Transições

Por fim, Virgílio elencou a necessidade da renovação política em nosso estado e classificou, ainda, a entrada na política como uma responsabilidade pessoal e também ligada à trajetória familiar. “Para mim é um desafio, mas é uma responsabilidade, sobretudo porque eu tenho esse legado familiar para seguir, eu tenho uma história para honrar, e eu tenho trabalho pra cumprir. Então é uma missão, é um desafio, mas eu encaro tudo isso de forma muito otimista”, finalizou.

Veredito

O juiz aposentado Edinaldo Muniz sentenciou na data de ontem, quinta-feira, 26, sua filiação ao Republicanos. O ato do ingresso partidário contou com a presença do senador Alan Rick, pré-candidato do partido ao governo do estado e do presidente estadual da sigla, deputado federal Roberto Duarte.

Soma

A filiação reforça o grupo político que vem se estruturando no Acre com o enunciado de uma profunda reforma nas práticas políticas e administrativas do estado. “Escolhi caminhar ao lado dele (Alan), do deputado Roberto e de tantos outros que estão chegando para construir esse novo Acre. Por isso estou aqui”, afirmou.

Ativismo

Ao anunciar sua decisão, Edinaldo destacou o desejo de participar ativamente da vida pública e contribuir com soluções concretas para os desafios enfrentados pela população. “Quero trabalhar, me envolver na política e dedicar minhas energias a construir coisas boas para o povo do Acre. O que estamos vendo hoje é um estado sendo desmontado, com a saúde, a segurança e a educação funcionando mal. O senador Alan Rick representa uma esperança de reconstrução e a abolição de práticas que desonram o legado, as tradições e os valores plantados por nossos antepassados”, cravou.

Largada

O grid de largada da corrida presidencial de 2026 está no momento decisivo de formação. Na primeira fila, estão Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), cada um representando um dos polos ideológicos da disputa. No segundo pelotão, podemos ter dois candidatos de direita, Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Ou, correndo por fora, um liberal: Eduardo Leite.

Inusitado

A decisão sobre a terceira candidatura está nas mãos de Gilberto Kassab, presidente do PSD. Se escolher Caiado, finca os pés de seu partido à direita e, pela primeira vez na Nova República, deixa a eleição para o Planalto sem uma opção verdadeiramente de centro.

Lenga-lenga

O vai não vai sobre a prorrogação da CPMI do INSS parece ter ganho seu último capítulo nesta quinta-feira, 26. O pleno do Supremo Tribunal Federal derrubou a decisão do ministro André Mendonça que prorrogava os trabalhos da comissão, mantendo o prazo original para conclusão das investigações em 28 de março, com a apresentação do relatório final.

Autonomia

O STF formou maioria expressiva, por 8 votos a 2, contra a ampliação do prazo. Votaram nesse sentido os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Apenas Mendonça e Luiz Fux defenderam a prorrogação por mais 60 dias. A maioria entendeu que a extensão automática do prazo é inconstitucional e que a decisão sobre eventual prorrogação cabe ao Congresso Nacional, não ao Judiciário.

Mexericos

Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes criticou duramente o vazamento das conversas íntimas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sua ex-noiva. As mensagens estavam arquivadas em um dos celulares de Vorcaro apreendidos pela Polícia Federal. O decano da Corte classificou o episódio como “abominável” e afirmou que houve ilegalidade na quebra e divulgação de informações sigilosas. Durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes reforçou a crítica e classificou a conduta como “criminosa”.

Jus sperniandi

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reclamou, mas diz ter aceitado a decisão do STF. De acordo com ele, o relatório final da comissão será apresentado hoje, 27, com possibilidade de votação imediata. A expectativa é encerrar os trabalhos antes do prazo final, que termina neste sábado. “O relatório será lido hoje, 27, sexta-feira, e espero que seja votado também na data de hoje,”, afirmou o senador.

Lar doce Lar

A Justiça italiana finalmente aceitou o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa no país desde julho do ano passado. A decisão, no entanto, não é definitiva. A defesa ainda pode recorrer à Corte de Cassação, a última instância italiana. O recurso poderá ser apresentado em até 15 dias, e a decisão final deve sair em até seis meses, prazo que costuma ser reduzido em casos com réus presos.

Decisão

A sentença foi proferida em fevereiro pela Corte de Apelação de Roma, após meses de tramitação e tentativas da defesa de adiar o julgamento, mas só revelada agora. O advogado de Zambelli afirmou que a decisão é injusta e que os argumentos da defesa não foram considerados.

Recurso

A Corte de Apelação da Itália sustenta que os crimes atribuídos a Zambelli também estão previstos no ordenamento jurídico italiano. Na sentença, a Justiça italiana afirma ter considerado legal o pedido apresentado pelo governo brasileiro e destaca que não há impedimentos para a extradição. Segundo a decisão, os fatos descritos configuram crime nos dois países, o que atende aos requisitos do tratado bilateral entre Brasil e Itália.

Imbróglio

A filiação do senador Sergio Moro ao PL para disputar o governo do Paraná provocou um racha no partido no estado. Lideranças locais ligadas ao governador Ratinho Júnior (PSD) reagiram à movimentação e indicaram resistência ao novo alinhamento. O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Marcel Micheletto, criticou a decisão e afirmou que prefeitos não devem apoiar a candidatura de Moro.

Opinião

“Respeitar a escolha do partido é uma coisa, mas concordar é outra”, disse Marcel Micheletto. Segundo ele, a maioria dos prefeitos do estado seguirá ao lado de Ratinho Júnior. No Instagram, Micheletto diz ter se desfiliado do PL junto com 52 dos 53 prefeitos paranaenses do partido.

Bom senso

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, trataram de aparar as arestas de olho nas eleições de outubro. Apesar do gesto de unidade, Tarcísio evitou assumir qualquer compromisso público sobre a vaga de vice na chapa.

Convivência informal

Kassab, que deixou o cargo de secretário de Governo na véspera com cara de poucos amigos, disse que o encontro também marcou o início de sua participação no planejamento da pré-campanha a reeleição do governador paulista. Em publicação nas redes sociais, afirmou que o partido pretende estar “na linha de frente” da campanha de Tarcísio.

Federados

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou a criação da federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP). Com a decisão, o TSE passa a reconhecer cinco federações partidárias: Renovação Solidária, Brasil da Esperança, PSDB Cidadania, PSOL Rede e agora a União Progressista.

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