Rio Branco, AC 10 de março de 2026 13:37
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Coligação

Com a presença de apoiadores foi anunciada na data de ontem, 09, na sede do Partido Progressista (PP), a coligação que dará sustentação à candidatura da vice-governadora Maiza Assis (PP) ao governo do estado, tendo como candidato as duas vagas em disputa para o senado o atual senador Márcio Bittar (PL) e o governador Gladson Cameli (PP), que se desincompatibilizará do cargo no início do próximo mês, mirando uma cadeira na Câmara Alta.

Conglomerado

Pelas informações repassadas durante o ato político, a coligação terá dez partidos: Progressistas, União Brasil (UB), Partido Liberal, Podemos, Solidariedade, Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Renovação Democrática (PRD), Democracia Cristã (DC) e Cidadania.

Pormenores

Ressalte-se que dos partidos acima listados a finalização de dois entendimentos ainda estão a caminho: Solidariedade e PSDB. O Solidariedade tenciona lançar o deputado Eduardo Velloso ao senador federal, que, em nome de seu propósito, abriu dissidência no União Brasil e foi buscar filiação na sigla. A dissidência decorreu dos rumos ditados pela direção nacional à sigla do UB no Acre, que impôs os interesses de Márcio Bittar como prioritários, vez que no Acre o partido segue os comandos e os interesses do senador liberal.

Desfalque

Ainda por conta de arranjos políticos, no âmbito do PL, que também segue o comando do filiado Bittar e obedece a suas conveniências, considere-se a negativa da executiva nacional em vetar o nome do prefeito da capital Tião Bocalom para a disputa do governo pela sigla. Bocalom ficou pelo caminho por conta das conveniências políticas do senador e agora está atrás de uma sigla para disputar o Palácio Rio Branco em outubro próximo.

Escolhas

No interior do PSDB existem três percepções da direção nacional do partido, que tem na presidência o deputado mineiro Aécio Neves: caminhar junto com a coligação de Mailza, alinhar-se à candidatura do senador Alan Rick (Rep) ou abraçar a candidatura ao governo de Tião Bocalom, caso seja aceita a filiação deste à sigla. De certo é que alguns ajustes ainda serão feitos até a formatação dos quadros que estarão na disputa em outubro próximo.

Configuração

Foi destaque na imprensa, durante a semana finda, que o deputado federal Eduardo Velloso, após sua saída do União Brasil, filiou-se ao partido Solidariedade sob a chancela do presidente nacional da sigla, deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) e foi guindado à condição de presidente regional do partido no Acre, substituindo ao deputado Afonso Fernandes, que até então exercia a presidência da agremiação.

Urbanidade

Diante de burburinhos de que havia perpetrado um golpe contra Fernandes, Velloso, que embala o propósito de ser candidato ao Senador Federal pela nova agremiação, disse à imprensa que “não deu rasteira” em Fernandes, e que o clima no interior do partido é ameno. O parlamentar afirmou que, antes de aceitar o convite para se filiar ao partido, conversou com Afonso Fernandes e também com o filho dele, para evitar qualquer tipo de mal-entendido.

Entendimento

Segundo Velloso, a decisão de ir para a legenda foi resultado de diálogo com a direção nacional do partido e não teve como objetivo retirar espaço de Fernandes dentro da sigla. “Eu jamais vou dar rasteira em alguém. Eu não estou nessa vida aqui para prejudicar ninguém. Antes de eu ir para o Solidariedade, eu conversei com o deputado Afonso e com o filho dele. Se a nacional me ofereceu essa oportunidade, eu me senti preparado”, afirmou.

Metas

O deputado federal também destacou que considera a presença de Fernandes importante para a estrutura partidária no estado e que pretende trabalhar em conjunto com o colega. De acordo com Velloso, a prioridade no momento é fortalecer o partido para as próximas eleições, especialmente na formação de uma chapa competitiva para a Câmara Federal, sem interferir diretamente na organização da disputa para deputado estadual.

Segmentação

“Na parte de deputado estadual, ele continua comandando. Eu estou aqui para contribuir mais na chapa federal, que é o que o partido mais almeja. O Deputado Fernandes é uma liderança e sua reeleição é uma das nossas prioridades”, acrescentou.

Incômodo

O avanço das investigações da Polícia Federal no caso Master parece estar desagradando cada vez mais os ministros do Supremo Tribunal Federal. Nos bastidores da Corte, voltou a ganhar força a avaliação de que a atual estrutura da PF precisa passar por ajustes institucionais.

Protagonismo

Segundo ministros ouvidos reservadamente, a corporação teria acumulado poder excessivo no atual arranjo de investigação e segurança pública. Ministros ponderam, no entanto, que a discussão não se limita a mudanças formais de organograma. Nos bastidores, o debate envolve também o chamado “personagrama” — ou seja, quem ocuparia eventuais novos postos estratégicos e centros de decisão em investigações sensíveis.

Pegadinha

O site Onze de Maio, baseado em Goiânia, retirou do ar a notícia falsa de que o interlocutor de Daniel Vorcaro identificado como ministro Alexandre de Moraes seria o contador Alexandre Caetano dos Reis, preso no escândalo do INSS. Como conta Malu Gaspar, o número do telefone de Moraes na análise do celular de Vorcaro foi confirmado pela PF e por profissionais com acesso ao ministro.

Arrocho

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu apertar o cerco sobre o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026 e, pela primeira vez, obrigará as big techs a adotarem uma lógica preventiva. Com as novas regras, as empresas terão de apresentar previamente ao tribunal um plano de conformidade explicando como pretendem evitar abusos envolvendo IA.

Regras

A resolução também traz limites inéditos para chatbots que não poderão recomendar candidatos, ranquear políticos ou emitir qualquer opinião eleitoral, mesmo que o usuário peça explicitamente. Conteúdos sintéticos criados com IA terão de ser identificados de forma clara e deepfakes envolvendo candidatos, especialmente em contextos de nudez, sexo ou violência política, passam a ser proibidos.

Decisão

O PSD decidiu antecipar para 31 de março a definição do candidato do partido à Presidência da República nas eleições de 2026. O prazo anterior ia até 15 de abril. A escolha será feita pela direção nacional da legenda e integra a estratégia do partido para organizar sua participação na disputa presidencial. Três governadores disputam a vaga de candidato pelo PSD: Ratinho Jr, do Paraná; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; e Ronaldo Caiado, de Goiás.

Prevenção

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e tentou demover Washington da ideia de classificar facções brasileiras, como o PCC e o CV, como organizações terroristas. No entendimento do governo brasileiro, a classificação poderia abrir margem para ações mais duras de Washington no combate ao crime organizado na região, incluindo sanções financeiras e até operações unilaterais.