Rio Branco, AC 27 de outubro de 2026 05:18
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Vitória

Mailza Assis (PP) venceu o segundo turno das eleições acreanas e foi reeleita governadora do Acre na data de ontem, domingo, 25 de outubro. Com 100% das urnas apuradas pela Justiça Eleitoral, Mailza consolidou uma vitória expressiva ao derrotar o senador Alan Rick (Republicanos). Mailza Assis obteve 66,21% (272.635 votos) e seu contendor, o senador Alan Rick (Rep) 33,79% (139.108 votos).

Reversão

Mailza conseguiu vencer em todos os 22 municípios do Acre. Ela reverteu a vantagem de Alan Rick nas três únicas cidades onde ele havia liderado no primeiro turno: Acrelândia, Feijó e Sena Madureira.

Agradecimentos

Após o encerramento do pleito, Mailza falou à imprensa: “Venho agradecer todo o povo acreano, a população acreana, que acreditou nesse projeto e que nos deu essa votação que honra a minha vida, historicamente o nosso estado, uma mulher à frente do governo. E eu só tenho a agradecer carinhosamente cada acreano que depositou seu voto, cada acreano que teve esperança no projeto que a Mailza apresentou”, comemorou.

Disputa

No primeiro turno, Mailza terminou em primeiro lugar na disputa pelo Palácio Rio Branco, com 49,76 % dos votos válidos, contra 32,27 % de Alan Rick. Durante o segundo turno, Mailza buscou apoio político, conseguindo do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestente, do candidato ao governo derrotado no primeiro turno Tião Bocalom e da ex-deputada federal Vanda Milani, que era da base de Alan Rick, e declarou apoio à governadora reeleita.

Perfil

Mailza Assis Cameli (PP) tem 49 anos, é natural de Mundo Novo (MS), vive no Acre desde os 20 anos e assumiu o comando do Governo do Acre no dia 2 de abril, após a saída do então governador Gladson Camelí (PP), que deixou o cargo para concorrer ao Senado nas eleições deste ano. Com isso, ela se tornou a segunda mulher a governar o estado em quatro décadas.

Trajetória

Ela iniciou a trajetória política em Senador Guiomard, onde foi secretária municipal de Administração e, posteriormente, de Assistência Social. A projeção estadual veio em 2014, ao ser eleita primeira suplente de senadora na chapa de Gladson Camelí.

Câmara alta

Com a eleição de Gladson Cameli ao governo, em 2018, Mailza assumiu o mandato no Senado em 2019, onde permaneceu por quatro anos. No período, também presidiu o diretório estadual do Progressistas e liderou a bancada do partido na Casa.

Experiências

Em 2022, ela foi escolhida por Camelí para compor a chapa à reeleição ao governo estadual. A dupla venceu o pleito com 56,75% dos votos válidos. Desde junho de 2024, Mailza esteve à frente da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), onde coordenou políticas voltadas ao enfrentamento da pobreza, segurança alimentar e promoção de direitos.

Feito

A noite de 25 de outubro de 2026 entrou para a história. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito e terá um inédito quarto mandato como presidente do Brasil. Além disso, é o primeiro postulante desde a instituição dos dois turnos, na eleição de 1989, a chegar em segundo lugar na primeira votação e virar para primeiro na segunda.

Longevidade

Para completar, Lula, que chega aos 81 anos amanhã, será a pessoa mais idosa a tomar posse como presidente da República. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula obteve 64.255.969 votos (51,79%), derrotando o senador Flávio Bolsonaro, que teve 59.826.002 votos (48,21%) — no primeiro turno, Flávio havia chegado na frente, com 47,03%, contra 45,16% do presidente.

Números

Lula consagrou-se como o presidente mais votado da história, ampliando em 3,8 milhões os votos que recebeu em 2022. Contribuiu para a vitória de Lula a queda recorde na abstenção (de 21,08% no 1º turno para 19,21%) e nos votos brancos e nulos (5,98 milhões para 4,15 milhões). O presidente aumentou sua votação em todos os estados e no DF, com maior crescimento numérico em São Paulo, Rio e Minas. Como seu pai quatro anos atrás, Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, e disse que vai pedir a anulação do pleito.

Ritual

Lula votou pela manhã em São Bernardo do Campo (SP) e, ao sair da seção eleitoral, agradeceu aos eleitores e enalteceu a mobilização de sua militância. O presidente acompanhou a apuração em São Paulo, no Hotel Intercontinental, perto da Avenida Paulista, onde seus apoiadores já se concentravam.

Reconhecimentos

Confirmada a vitória, ele foi para a avenida com a primeira-dama Janja, o vice Geraldo Alckmin e outros aliados. Em seu discurso, Lula disse ter vencido a mentira e prometeu governar com “o Congresso que foi eleito”, marcadamente conservador. O presidente afirmou ainda que precisou enfrentar a “intromissão” das plataformas digitais. E disse que aprendeu muitas lições com as eleições, prometeu mudar o jeito de governar, garantiu mais participação popular nas decisões de governo e disse que vai dar mais espaço para a comunicação digital em seu quarto mandato. Ele agradeceu em especial ao deputado André Janones (Rede-MG), responsável pela intensa campanha online por sua eleição.

Mau perdedor

Flávio Bolsonaro anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação da eleição presidencial. Flávio contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação em todo o país até as 19h. O candidato derrotado acusou o Supremo de alterar as regras eleitorais durante a votação.

Filme antigo

Flávio afirmou que não aceitará o resultado nas condições em que ocorreu o pleito e alegou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre da Justiça Eleitoral por determinação do STF. A acusação não foi acompanhada de comprovação no relato divulgado. Entretanto, já há um consenso no Supremo e no TSE contra a anulação das eleições.

Reconhecimento

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), parabenizaram Lula pela reeleição neste domingo e defenderam a retomada do diálogo político após a disputa presidencial. Motta elogiou a segurança e a rapidez do sistema eleitoral brasileiro e afirmou que a Câmara continuará empenhada em pautas relacionadas ao crescimento econômico, à segurança pública e à redução das desigualdades.

Exercício

Alcolumbre destacou a votação expressiva de Flávio Bolsonaro, seu colega no Senado há oito anos, e afirmou que o resultado evidencia a divisão política do país. Segundo o senador, a democracia exige o reconhecimento das diferenças e a disposição para o diálogo entre adversários.

Gratidão

O deputado estadual Pedro Longo (MDB foi eleito deputado federal no último dia 04 de outubro, somando 26.263 votos. Em agradecimento, fez afixar em vários pontos da cidade outdoors apresentando congratulações pelos sufrágios recebidos.

Desconexão

Ocorre que o presidente do seu partido, o emedebista Vagner Sales, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Cruzeiro do Sul e também pai da vice-governadora eleita Jéssica Sales, fez postagem de vídeo nas redes sociais, durante visita à comunidade do Projeto Santa Luzia, na zona rural de Cruzeiro do Sul, afirmando que os votos recebidos pelos deputados federais eleitos Fábio Rueda (União Brasil) e Pedro Longo (MDB) foram obtidos, em sua maioria, por intermédio de compras na região.

Incoerência

A iniciativa do novo deputado federal acreano está eivada de incoerência em agradecer por votos que, segundo o presidente do seu partido, Vagner Sales, foram comprados. Salta aos olhos a contradição direta entre o ato de agradecer (que pressupõe gratidão legítima por um apoio voluntário) e a natureza transacional do crime eleitoral (onde o voto foi pago e exigido).

Em termos práticos, políticos ou campanhas que manifestam gratidão pública por votos obtidos de forma ilícita incorrem em falhas lógicas e éticas.

Pressupostos

Primeiro é a falsa Ideia de reconhecimento, vez que o agradecimento remeteria a uma relação de afeto, confiança ou alinhamento ideológico entre o candidato e o eleitor, posto que na compra de votos não há apoio político real; existe apenas uma troca comercial criminosa, na qual o eleitor entregou o voto estritamente pela contrapartida financeira ou material oferecida.

Tagarela

Em segundo lugar, agradecer por algo que foi comprado de forma ilegal, traz à esfera pública uma prática que deveria ser oculta. Esse tipo de ação gera uma incoerência jurídica e moral, posto que escancara o crime de captação ilícita de sufrágio (previsto no Artigo 41-A da Lei das Eleições) e serve como evidência pública de abuso de poder econômico. Nesse caso, estaremos diante da autoincriminação e quebra de decoro.

Mercantilismo

Em terceiro lugar, e por derradeiro, o fato denunciado por Vagner Sales traz a deturpação da democracia, posto que surrupia a soberania do povo. Ao aplicar isso a votos comprados, anula-se completamente o conceito de soberania popular, transformando o processo democrático em um balcão de negócios. Na condição de ex-magistrado, o novo integrante do Congresso Nacional, a nos guiarmos pela denúncia de Sales, deveria ter conhecimento dessa prática ilícita.

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