Rio Branco, AC 26 de agosto de 2026 12:05
HOME / POLÍTICA / “Agressor de mulher não pode ocupar cargo público”, afirma Alan Rick em sabatina

“Agressor de mulher não pode ocupar cargo público”, afirma Alan Rick em sabatina

Candidato assegurou que fará cumprir lei estadual que proíbe a nomeação de condenados por violência doméstica e crimes sexuais

“Agressor de mulher não pode ocupar cargo público.” A afirmação foi feita pelo candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos), na noite desta terça-feira, 25, durante a sabatina “O Acre que Queremos”, promovida pela TV Rio Branco.

O encontro reuniu também os candidatos Mailza Assis (Progressistas), Tião Bocalom (PSDB) e Thor Dantas (PSB), que responderam a perguntas sobre propostas, prioridades e metas para o Estado.

Durante a sabatina, Alan defendeu o cumprimento da Lei Estadual nº 4.577/2025, que proíbe a nomeação, para cargos públicos, administrativos e políticos, de pessoas condenadas definitivamente por violência doméstica e familiar ou por crimes contra a dignidade sexual.

“Agressor de mulher não pode ocupar cargo público. Essa lei precisa ser aplicada. Em nosso governo, ela será obedecida e executada, porque nós vamos enfrentar a violência contra a mulher”, afirmou.

Para Alan, o enfrentamento à violência contra a mulher também exige rigor nas nomeações para cargos públicos. Segundo ele, o governo deve aplicar a lei e impedir que pessoas condenadas definitivamente por violência doméstica ou crimes sexuais integrem seus quadros.

O plano de governo apresentado pelo candidato prevê ainda o fortalecimento da rede de proteção nas regionais, com ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, dos Centros de Referência, das Casas Abrigo e da Patrulha Maria da Penha. As propostas incluem atendimento virtual, qualificação profissional, acesso ao crédito e políticas de autonomia econômica para ajudar as vítimas a romper o ciclo de violência.

Além da proteção às mulheres, Alan defendeu uma relação independente e republicana entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa. Segundo ele, o diálogo institucional será necessário tanto para aprovar projetos importantes quanto para garantir a fiscalização dos atos do Executivo.

“Todo governo precisa construir um relacionamento republicano e institucional com a Assembleia Legislativa, respeitando uma oposição que ajude o governo a identificar seus erros e melhorar suas condutas”, declarou.

Saúde mais perto das famílias

Na saúde, Alan voltou a defender a regionalização dos atendimentos, com fortalecimento das unidades do interior, organização das filas, ampliação da telemedicina e melhor aproveitamento da estrutura existente para a realização de consultas, exames e cirurgias.

A proposta busca reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para Rio Branco e garantir atendimento mais próximo de casa. Entre as medidas estruturantes está a implantação, por etapas, de um Hospital Metropolitano, integrado a uma rede estadual organizada para atender às demandas de cada regional.

Apoio a quem produz

Outro ponto destacado foi o fortalecimento da economia acreana. Alan defendeu assistência técnica, acesso ao crédito, ramais em condições permanentes de tráfego e estímulo à agroindustrialização, para que a produção gere mais renda e empregos dentro do próprio Estado.

Na avaliação do candidato, o Acre não precisa escolher entre produzir e preservar. O caminho passa pelo uso responsável das áreas já abertas, pela recuperação de áreas degradadas e pela agregação de valor aos produtos acreanos.

Agricultura familiar, cooperativismo, bioeconomia e abertura de novos mercados fazem parte da estratégia apresentada para gerar oportunidades e permitir que mais famílias vivam com dignidade a partir do próprio trabalho.

Segurança e oportunidades

Na segurança pública, Alan defendeu a integração das forças policiais, o enfrentamento às organizações criminosas e o fortalecimento da atuação do Estado nas áreas rurais e de fronteira.

Para a juventude, apresentou como prioridade a qualificação profissional e a aproximação entre educação e mercado de trabalho. A proposta é criar condições para que os jovens possam estudar, trabalhar, empreender e construir suas vidas no Acre, sem serem obrigados a buscar oportunidades fora do Estado.

Gestão com metas e transparência

A gestão pública também ocupou espaço nas respostas. Alan defendeu metas anuais, acompanhamento público dos resultados, revisão de gastos e uma estrutura permanente para preparar projetos e buscar recursos nacionais e internacionais.

A proposta inclui a criação de um escritório técnico para organizar projetos, custos, licenciamentos e fontes de financiamento. O objetivo é aumentar a capacidade de investimento do governo e evitar que o Acre perca recursos por falta de planejamento.

Alan sustentou que responsabilidade fiscal não significa abandonar serviços ou compromissos sociais. Significa fazer com que o dinheiro público se transforme em atendimento, obras, segurança e oportunidades na vida das pessoas.

Sem concentrar sua participação em ataques pessoais, o candidato fez um contraponto entre a continuidade administrativa e a abertura de um novo ciclo. Apresentou-se como uma alternativa que reúne renovação, experiência parlamentar, capacidade de articulação e conhecimento dos municípios acreanos.

Nas considerações finais, Alan reforçou que governar o Acre exigirá diálogo com os municípios, transparência, uma equipe preparada e disposição para enfrentar problemas que permanecem sem solução.

O candidato encerrou sua participação defendendo um governo que leve saúde às regionais, apoie quem produz, proteja as famílias, enfrente a violência contra as mulheres e devolva aos jovens a confiança de que é possível crescer e permanecer no Acre. Um projeto para transformar planejamento em entrega, recurso em resultado e esperança em oportunidade.