Rio Branco, AC 26 de agosto de 2026 11:28
HOME / POLÍTICA / “Não falta dinheiro para a saúde, falta gestão”, afirma Alan Rick durante sabatina

“Não falta dinheiro para a saúde, falta gestão”, afirma Alan Rick durante sabatina

Candidato defendeu regionalização do atendimento, investimentos em saneamento e integração dos municípios isolados

O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) apresentou propostas para reorganizar a saúde, ampliar o saneamento básico, recuperar a capacidade de investimento do Estado e reduzir o isolamento de municípios durante sabatina promovida pelo ac24horas, na noite desta terça-feira, 25.

Ao tratar da saúde pública, Alan afirmou que pretende iniciar o governo com uma transição detalhada, analisando contratos, obras, recursos disponíveis e a situação de cada unidade. Para o candidato, os problemas enfrentados pela população não decorrem apenas de limitações financeiras.
“Não falta dinheiro para a saúde, falta gestão”, afirmou.

Alan defendeu a regionalização do atendimento com a criação das regionais de saúde do Purus e de Tarauacá-Envira. A proposta busca ampliar a presença de anestesistas, cirurgiões, pediatras, ginecologistas e obstetras no interior, evitando que pacientes precisem percorrer grandes distâncias para conseguir consultas, exames e cirurgias.

O candidato também citou a necessidade de concluir o Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira, e transformá-lo em referência regional para atender também Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus.

Durante a entrevista, Alan lembrou ainda a destinação de uma emenda de R$ 700 mil para a aquisição de um aspirador cirúrgico ultrassônico destinado à realização de transplantes de fígado. Segundo ele, apesar de o recurso ter sido pago há mais de um ano, o equipamento ainda não foi adquirido pelo Estado.
“Esse equipamento pode ajudar a zerar a fila dos transplantes de fígado. A emenda foi destinada e paga, mas o aparelho ainda não foi comprado. Esse é um exemplo claro de que o problema não é apenas recurso, é capacidade de executar”, declarou.

Outro eixo apresentado foi o saneamento básico. Alan afirmou que pretende combater o desperdício de recursos, reorganizar as contas públicas e aumentar a arrecadação estadual sem elevar impostos.

A proposta prevê a construção de soluções, por meio de concessão pública, para levar abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana e destinação adequada de resíduos sólidos aos 22 municípios.

Segundo o candidato, estudos realizados em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional apontam a possibilidade de atrair mais de R$ 5 bilhões em investimentos para o setor.

“O Acre não pode continuar convivendo com esgoto a céu aberto e famílias sem água tratada. Saneamento é saúde, dignidade, preservação ambiental e também desenvolvimento econômico”, afirmou.

Alan disse que pretende iniciar a modelagem do projeto já no primeiro ano de governo. O trabalho deverá identificar as necessidades de cada município, como redes de abastecimento, estações de tratamento de água e esgoto, adutoras e sistemas de drenagem.

A integração do Acre com o Peru e a situação das populações que vivem em áreas isoladas também foram abordadas. Alan defendeu o diálogo com o Governo Federal, autoridades peruanas e órgãos ambientais para viabilizar a estrada-parque até Pucallpa, no Peru.

O candidato sustentou que a ligação precisa ser construída com proteção ambiental, fiscalização e respeito às comunidades, mas ponderou que o desenvolvimento não pode ignorar quem enfrenta altos preços, dificuldades de deslocamento e falta de acesso a serviços básicos.

Para Alan, governar o Acre exigirá planejamento, capacidade técnica e definição de prioridades. Ele afirmou que pretende substituir obras paralisadas e recursos mal executados por uma gestão orientada por resultados.

A entrevista também abordou educação, cultura, desenvolvimento econômico e critérios para a formação da futura equipe de governo.

Ao longo da conversa, o candidato defendeu um governo capaz de cuidar das necessidades imediatas da população e, ao mesmo tempo, preparar o Acre para novos investimentos.

“Vamos usar o orçamento que temos, os recursos federais e as parcerias para fazer o Estado funcionar. Com planejamento, gestão e responsabilidade, o Acre pode oferecer serviços melhores e voltar a dar esperança à nossa gente”, concluiu.