Protesto ocorre nesta segunda-feira (17) e cobra recuperação de trecho com erosão e de ponte que, segundo a comunidade, pode comprometer o acesso à região durante o inverno amazônico
Moradores da comunidade do Quixadá, em Rio Branco, fecharam na manhã desta segunda-feira (17) a estrada que dá acesso à região para cobrar obras de recuperação da via. A manifestação provocou uma fila de veículos no trecho, que permaneceu bloqueado durante o protesto.
A principal reivindicação dos moradores é a recuperação de pontos considerados críticos, incluindo uma área atingida por erosão e uma ponte que apresenta sinais de deterioração. Segundo a comunidade, os problemas podem se agravar com a chegada do período chuvoso e comprometer o acesso à região.
Ponte preocupa moradores
De acordo com Raicleudo Silva de Oliveira, representante da comunidade, um dos pontos mais preocupantes fica próximo a uma ponte localizada a cerca de dois quilômetros do início da Estrada do Quixadá.
Segundo ele, a estrutura está deteriorada e pode deixar a comunidade isolada caso não seja recuperada antes do período de chuvas.
“Para quem conhece a Estrada do Quixadá sabe que a primeira ponte, daqui a dois quilômetros, está derretendo [sic.]. Quando chegar o inverno, ela vai isolar a comunidade do Quixadá”, afirmou.
Além da ponte, os moradores cobram a recuperação de um trecho da estrada atingido por erosão. A comunidade afirma que serviços de manutenção e tapa-buracos haviam sido acordados anteriormente entre a Prefeitura de Rio Branco e o governo do Estado, mas não foram concluídos.
“A prefeitura e o governo do estado tinham acordado de fazer esse tapa-buraco, isso o inverno passado. Como o inverno ficou muito forte, retiraram a máquina dizendo que voltava esse verão. E até hoje nada”, relatou Raicleudo.
Moradores dizem que promessas não foram cumpridas
A estrada é utilizada diariamente por moradores, produtores rurais e famílias que dependem da via para entrar e sair da comunidade. Por isso, os manifestantes afirmam que a recuperação precisa ser feita antes que os problemas existentes provoquem uma interrupção completa do acesso.
Ainda segundo o representante, os moradores receberam a promessa de que os serviços seriam concluídos até julho, o que não ocorreu.
“Eles estiveram aqui e disseram que até julho tudo estaria resolvido. A comunidade do Quixadá toda tirou um tempo para reivindicar os seus direitos que não estão sendo exercidos”, afirmou.
A Prefeitura de Rio Branco foi procurada para se manifestar sobre as reivindicações, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia enviado resposta.

Outro protesto bloqueia trecho da BR-364
Também nesta segunda-feira (17), outro protesto foi registrado no km 625 da BR-364, a aproximadamente 66 quilômetros de Cruzeiro do Sul, no sentido Rio Branco, em frente à Terra Indígena Katukina.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal no Acre (PRF-AC), a manifestação é organizada pela Associação Geral do Povo Noke Koi (AGPN), que reivindica a manutenção urgente dos acessos às aldeias.
A PRF-AC orienta os motoristas a evitarem o trecho durante o horário da manifestação ou a se programarem para aguardar a liberação da rodovia.


