Manifestação ocorreu no km 215 da rodovia, em Bujari, e reúne reivindicações por melhores condições de acesso, saúde e educação na região do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Antimary
Moradores da região do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Antimary bloquearam, na manhã desta quinta-feira (6), um trecho da BR-364, na altura do km 215, no município de Bujari, interior do Acre. O protesto foi organizado para cobrar do poder público melhorias na infraestrutura dos ramais que dão acesso às comunidades, além de avanços nos serviços de saúde e educação.
A manifestação interrompeu o tráfego na rodovia, uma das principais vias de ligação entre o Acre e o restante da região Norte. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a corporação foi informada sobre o bloqueio e deslocou uma equipe ao local para acompanhar a situação. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a negociação com os manifestantes.
Comunidade denuncia abandono
Em vídeos gravados durante o protesto, um dos moradores afirma que a população enfrenta dificuldades constantes devido às condições precárias dos ramais e à falta de atendimento adequado na área da saúde.
Segundo o relato, o médico responsável pelo atendimento na comunidade permanece pouco tempo na unidade de saúde, comprometendo o acesso da população aos serviços médicos.
“Não tem nada aqui na Antimary. Então nós resolvemos fechar aqui. O médico chega às 9 horas e, quando é 11 horas, como não tem almoço, vai embora”, afirmou o morador.
Além da saúde, os manifestantes também reivindicam investimentos na educação e melhorias na trafegabilidade dos ramais, especialmente durante o período de chuvas, quando o acesso às comunidades se torna ainda mais difícil.
Passagem emergencial será liberada
Apesar do bloqueio da BR-364, os moradores informaram que pretendem criar uma passagem emergencial para permitir a circulação de veículos em situações de necessidade, garantindo o acesso controlado enquanto a manifestação continua.
Os manifestantes afirmam que o protesto seguirá até que haja uma resposta concreta das autoridades às reivindicações apresentadas.


