O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) confirmou a candidatura de Tião Bocalom ao governo do Acre. A decisão foi tomada durante convenção realizada nesta sexta-feira (31), no Ginásio do Sesi, em Rio Branco. Bocalom é ex-prefeito de Rio Branco e vai disputar o executivo estadual pela quarta vez. Ele foi eleito para o executivo municipal da capital em 2020 e reeleito em 2024.
Integração
Já o candidato a vice-governador, Sargento Adonis, é natural de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, é Policial Militar com formação em letras e direito. Ele concorreu à prefeitura de Cruzeiro do Sul em 2020 e obteve 21% dos votos.
Composição
Para o senado foi homologado o nome de Eduardo Velloso. Velloso é deputado federal e médico, e preside a federação formada por Solidariedade e PRD no Acre, que tomou a decisão estratégica de romper com a base de apoio da governadora Mailza Assis (PP). A composição da chapa foi formalizada e anunciada publicamente no final de julho de 2026, unindo o projeto de Velloso voltado para a saúde ao plano de governo “Produzir para Empregar” defendido por Bocalom.

Investigação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação apura possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à autorização para comercialização de produtos de cannabis medicinal em iniciativas vinculadas ao Ministério da Saúde.
Indícios
Segundo a PF, há indícios de que Lulinha teria atuado no setor ao lado da empresária Roberta Luchsinger e do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O pedido de investigação também menciona contatos entre os investigados e servidores públicos, incluindo integrantes do gabinete da Presidência. A suspeita é de que Lulinha e Roberta tenham atuado em favor da empresa World Cannabis, ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, utilizando influência junto ao Ministério da Saúde e ao Palácio do Planalto.
Posição
Lula afirmou que o Lulinha não terá tratamento diferenciado caso seja responsabilizado por qualquer irregularidade. “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Não haverá qualquer privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele estiver certo, terá minha ajuda. Se fez coisa errada, não terá”, disse o presidente em uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda.
Responsabilização
Lula acrescentou que o filho conhece as consequências de uma investigação. “Ele sabe o que eu passei. Sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Ele não tem o direito de errar”, afirmou.
Contraposição
A defesa de Lulinha criticou a decisão de instaurar um novo inquérito da Polícia Federal para investigar o filho do presidente Lula. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a medida transmite a impressão de uma “pesca probatória”. Segundo ele, as investigações sobre as fraudes no INSS não encontraram qualquer elemento que vinculasse Lulinha ao caso.

Discordância
A Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar reverter determinações do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a condução da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias no INSS e na qual estaria envolvido o filho do presidente, Lulinha.
Interveniência
A PF pediu que a AGU adote uma medida judicial para contestar a decisão do ministro, que determinou o envio imediato ao STF de todos os atos da investigação. O atrito entre a corporação e Mendonça teve início após o ministro retirar do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o acesso às informações da investigação.
Liberação
Mendonça, que também é relator do caso Master no Supremo, derrubou o sigilo da ação que trata das possíveis ligações do senador Jaques Wagner com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O ministro manifestou preocupação explícita com o risco de vazamento das investigações após “coincidência” em pedido de audiência pelo próprio senador.
Chancela
O material também contém um diálogo na qual Vorcaro aponta a um jornalista os aliados de Lula favoráveis à venda do Master para o BRB: Wagner e os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira. A PF mapeou 74 telefonemas entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, entre 2023 e 2025.

Dança
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) promoveu uma nova mudança em sua equipe de comunicação. O publicitário Duda Lima assumirá o comando do marketing no lugar de Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer, que deixam a função após pouco mais de um mês do início dos trabalhos. Esta é a segunda troca na área desde o começo da pré-campanha. Duda Lima coordenou a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022 e chegou a anunciar que não faria mais campanhas. Ele é considerado próximo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Idas e vindas
E a senadora Tereza Cristina (PP-MS) informou a aliados que aceitou o convite para compor como candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A composição, no entanto, ainda depende do aval da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, que havia sinalizado neutralidade na disputa presidencial.
Negativa
No fim da tarde, dirigentes do PP afirmaram ao jornal Folha de São Paulo que a maioria se posicionou contrária à chapa e à indicação da senadora à vice. A consulta a eles ocorreu entre quarta e quinta-feira. A maioria indicou a preferência pela neutralidade. A margem para o PL articular com o PP vai até 5 de agosto. “Abriu-se uma consulta interna com oito integrantes do partido. A maioria foi pela neutralidade. Eu, além de Arthur Lira, Agnaldo Ribeiro e Doutor Luizinho, todos pela neutralidade”, disse o deputado Eduardo da Fonte (PE).

Neo direitista
A campanha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), anunciou a chegada do ex-ministro Aldo Rebelo para a coordenação política da candidatura à Presidência. O convite foi feito por Caiado e pelo presidente nacional do PSD e candidato a vice, Gilberto Kassab. Aldo, que chegou a se apresentar como presidenciável, já havia participado da convenção nacional do partido.
Articulação
A escolha visa aproveitar a vasta experiência de Rebelo para unificar forças heterogêneas no espectro político e formular propostas estruturais, com destaque para temas de soberania e desenvolvimento na região da Amazônia.
Ruptura
Rebelo vinha se apresentando como pré-candidato ao Planalto pelo Democracia Cristã. Contudo, após desentendimentos públicos com a liderança da sigla — que chegou a cogitar o nome de Joaquim Barbosa —, ele enfrentou um processo de expulsão. Embora tenha revertido juridicamente a desfiliação, o DC acabou oficializando a advogada Clariana Barão para a disputa, inviabilizando seus planos presidenciais e abrindo caminho para o seu apoio à chapa do PSD.
Transição Ideológica
Historicamente ligado à esquerda por suas décadas de filiação ao PCdoB e atuação como ministro nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Rebelo consolidou nos últimos anos uma aproximação com setores da direita e do bolsonarismo. Sua nova posição na campanha de Caiado reforça essa movimentação em direção ao centro-direita conservador.

Convocação
O governo do Paraguai convocou o embaixador do Brasil em Assunção, José Antônio Marcondes de Carvalho, para prestar esclarecimentos após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Guerra do Paraguai, que provocaram reação das autoridades paraguaias. Lula disse que o Paraguai invadiu o Brasil. A reunião do ministro das Relações Exteriores, Rubén Ramírez Lezcano, com o diplomata brasileiro será realizada hoje e contará com a presença do vice-presidente Pedro Alliana e de integrantes da chancelaria paraguaia.


