Rio Branco, AC 31 de julho de 2026 16:08
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Setor produtivo entrega propostas aos pré-candidatos ao Governo do Acre

A Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-AC), a Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac) e o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre realizaram, na quinta-feira (30), a entrega das propostas do setor produtivo aos pré-candidatos ao Governo do Estado.

O encontro, sediado na Fecomércio-AC, reuniu os pré-candidatos Tião Bocalom (PSDB), Thor Dantas (PSB), Alan Rick (Republicanos) e Mailza Assis (PP). Durante o evento, cada participante recebeu os documentos elaborados pelas entidades representativas do setor produtivo, dispôs de 20 minutos para apresentar suas propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do Acre e respondeu a perguntas do público presente.

Em seu pronunciamento, o presidente em exercício da FIEAC, João Paulo de Assis Pereira, destacou os principais eixos da Agenda de Desenvolvimento da Indústria 2027-2030, documento elaborado pela Federação para orientar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da indústria acreana. Segundo ele, o encontro representou uma oportunidade de aproximar o setor produtivo dos futuros gestores do Estado, promovendo um diálogo qualificado e baseado em propostas concretas.

“Não existe transformação social verdadeira, saúde pública eficiente e educação de qualidade se não houver, antes, uma economia robusta e dinâmica para sustentar os investimentos do Estado. Incentivar o setor industrial não significa conceder privilégios a um grupo de empresários. Incentivar a indústria é municiar o mais poderoso instrumento de transformação social disponível em uma sociedade moderna”, destacou João Paulo de Assis Pereira.

Também fizeram uso da palavra o presidente da Fecomércio-AC, Leandro Domingos, anfitrião do encontro, e o presidente da Faeac e do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, Assuero Veronez.

Confira o que disseram os pré-candidatos ao Governo do Acre

Tião Bocalom (PSDB)

“A indústria precisa de matéria-prima. A agroindústria é a indústria que podemos pensar e fazer acontecer no Estado do Acre. A do turismo também é possível, mas temos que aproveitar o melhor clima do Brasil e uma das melhores terras, que, segundo a Embrapa, é no Acre, e produzir. No momento em que tivermos soja em grande volume, acima de 50 mil hectares, uma indústria de óleos e derivados irá se instalar aqui. Precisamos botar o pé no chão e seguir o exemplo de Rondônia e São Paulo.”

Thor Dantas (PSB)

“Precisamos de uma série de ações. O Acre precisa urgentemente se industrializar. Estamos estagnados, pois nossa economia agrega pouco valor aos produtos e a maior parte desse valor é gerada fora do Estado. Com isso, permanecemos muito dependentes de produtos primários, com pouca competitividade. O mercado que se abre exige industrialização, investimento em tecnologia e uma juventude preparada para as oportunidades que irão surgir. Esse é o debate que o Acre precisa fazer: o da nova economia, dos serviços e da indústria agregando valor aos nossos produtos.”

Alan Rick (Republicanos)

“Nossa indústria precisa de um olhar diferenciado. O Acre possui um parque industrial com segmentos consolidados, como a construção civil, a indústria de alimentos e outros, mas precisamos avançar. Temos uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) que nunca conseguiu atrair uma indústria. Estamos na fronteira com o Peru, onde empresas como Dom Porquito e Acreaves se destacam, enquanto outras enfrentam enormes dificuldades por causa da falta de estrutura aduaneira. Precisamos apoiar a indústria, garantindo infraestrutura básica, com estradas adequadas. Não existe desenvolvimento sem logística.”

Mailza Assis (PP)

“Estamos aqui com alguns dos setores mais importantes do Estado, que produzem, geram emprego, renda e movimentam a economia acreana. Esta é uma oportunidade de compartilharmos nossos planos para um Acre mais desenvolvido. Precisamos ouvi-los, manter esse diálogo entre quem empreende e quem governa, compreender as expectativas do setor produtivo e dividir, com quem produz e comercializa, juntamente com o poder público, a responsabilidade de governar o Estado para todos.”

Ao final do encontro, os representantes das entidades reforçaram a importância de que as propostas apresentadas pelo setor produtivo sejam incorporadas aos planos de governo, fortalecendo o diálogo permanente entre as instituições e o futuro chefe do Executivo estadual.