Rio Branco, AC 9 de julho de 2026 12:52
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Entendimento

O senador Alan Rick participou nesta quarta-feira, 8, em Brasília, de uma reunião com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira; o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto; e o líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), para discutir o cenário político do Acre e a construção de entendimentos entre os Republicanos e os Liberais mirando as eleições de 2026.

Contextualização

O encontro ocorre em um momento em que Republicanos e PL intensificam o diálogo sobre alianças estaduais para as eleições de 2026. Nesse contexto, o Acre está entre os estados que participam dessas conversas.

Cenário nacional

Além do cenário político do Acre, a reunião também abordou o avanço das articulações nacionais entre Republicanos e PL para as eleições de 2026, incluindo a aliança nacional de apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República

Parcerias

Ao final da reunião, Alan Rick destacou o ambiente de respeito, amizade e convergência entre as lideranças. “Foi uma conversa muito positiva. Tivemos a oportunidade de dialogar sobre o futuro do Acre, ouvir pontos de vista e fortalecer a construção de um projeto que coloque os interesses da nossa população em primeiro lugar. Creio que nossa aliança está bem encaminhada”.

Diálogo

Segundo o senador, as conversas terão continuidade nos próximos dias, mantendo o compromisso com um projeto voltado ao desenvolvimento do Acre e do Brasil. As duas legendas de Centro-Direita caminham juntas em estados como São Paulo, o maior do Brasil.

Repercussão

Com essa mexida no tabuleiro político, via Brasília, o senador Marcio Bittar (PL) vai arrumando as malas para deixar o grupo da governadora Mailza Assis (PP) e desembarcar no campo de Alan Rick. Recentemente Bittar deu declarações de que não entende alguns posicionamentos de articuladores do governo acreano, deixando a entender que não está contente com a parceria no nicho do Palácio Rio Branco.

Eficiência

O vereador André Kamai (PT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco na data de ontem, 08, para cobrar da gestão municipal mais eficiência na captação de recursos federais e agilidade diante da crise no transporte coletivo.

Inoperância

O parlamentar destacou que o Ministério da Saúde destinou R$ 12,5 milhões em equipamentos e veículos para o Acre, incluindo ambulâncias do SAMU e dez micro-ônibus para o transporte sanitário de pacientes do interior. No entanto, Kamai lamentou que a capital acreana tenha ficado de fora do lote de dez unidades odontológicas móveis do programa Brasil Sorridente.

Omissão

De acordo com o vereador, a ausência de Rio Branco na lista de municípios beneficiados não ocorreu por entraves burocráticos do governo federal, mas por omissão da própria administração local.

Desleixo

O parlamentar pontuou que a prefeitura sequer tentou realizar o credenciamento no programa. Para Kamai, a decisão representa uma escolha administrativa contraditória, visto que o município gasta mensalmente cerca de R$ 500 mil com a locação de vans privadas para realizar atendimentos de saúde bucal.

Conhecimento de causa

Em sua fala, o vereador ressaltou que o atual chefe do Executivo, por ser odontólogo e ter comandado a Secretaria de Saúde antes de assumir a prefeitura, conhece a urgência do setor. O petista apontou ainda que o modelo adotado desfalca postos de saúde fixos, citando que a unidade Valdemar Maciel ficou sem dentista porque o profissional foi remanejado para atuar nos veículos terceirizados.

Ação emergencial

Além dos gargalos na saúde, Kamai centrou posicionamento na crise do transporte público. O vereador comentou o anúncio da gestão sobre a futura chegada de novos ônibus, mas alertou que os veículos devem rodar sem contrato definitivo, devido a uma licitação travada há cinco anos. Ele destacou que a população que depende do sistema para estudar e trabalhar não pode esperar o prazo de 60 dias estipulado pelo município.

Urgência

Na mesma sessão Kamai protocolou documento convidando o superintendente da RBTrans e o diretor de transportes para que compareçam à Câmara e apresentem um plano de contingência de imediato. O vereador defendeu medidas emergenciais temporárias, como o aluguel de ônibus, até que a frota prometida pela prefeitura comece a operar de forma regular nas ruas da capital.

Fogo amigo

As críticas de aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à condução da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a repercutir também entre dirigentes do Partido Liberal. Segundo interlocutores da legenda, integrantes da direção nacional vêm recebendo reclamações sobre a estratégia eleitoral do senador e pedidos de mudanças na equipe responsável pela campanha.

Visão

Entre os principais alvos, estão a estrutura de comunicação e o coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN) – foto. Em publicação nas redes sociais, o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten afirmou que a campanha de Flávio “não existe”, citando falta de planejamento, organização, comunicação e agenda política.

Armamento

A Polícia Federal apreendeu ontem, quarta-feira, 8, uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, que procurou voluntariamente a PF para informar que estava com a arma.

Busca

Esta era a última da relação de armas vinculadas ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhida após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Pela manhã, a PF havia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar. O mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro, mas nada foi encontrado.

Orfandade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ficar sem palanques importantes, especialmente em Minas Gerais e São Paulo. Alguns petistas vêm dizendo nos bastidores que a insistência do presidente em garantir os nomes tidos como ideais nas disputas ao governo dos dois estados pode fazer com que a campanha fique sem aliados num eventual segundo turno nos dois principais colégios eleitorais.

Números

Pesquisa Datafolha mostra que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pode vencer ainda no 1º turno em São Paulo. Uma nova rodada do instituto aponta que Lula e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no estado. (Folha)

Sem sentido

Carioca de nascimento, Tarcísio criticou as candidaturas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ao Senado por São Paulo, afirmando que ambas construíram suas trajetórias políticas em outros estados antes de disputar uma vaga pelo eleitorado paulista. As críticas ocorrem apesar de Tarcísio também não ter trajetória política em São Paulo antes de disputar o governo estadual em 2022. (Globo)

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