Rio Branco, AC 22 de junho de 2026 14:26
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Convescote

A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), recebeu no último sábado, 20 de junho, os principais dirigentes nacionais e regionais do partido União Brasil no Palácio Rio Branco. De acordo com a assessoria de comunicação do governo o encontro teve como objetivo estreitar os laços políticos e debater parcerias estratégicas voltadas ao desenvolvimento do estado.

Contexto

Presentes ao encontro os dirigentes partidários Antonio de Rueda (presidente nacional do União Brasil), Maria Emília (tesoureira) e o médico Fábio Rueda, 1º suplente do União Brasil na Câmara Federal e candidato a uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano, com ato da candidatura realizado no próprio sábado.

Pauta

Ainda segundo a comunicação oficial, a pauta principal focou no fortalecimento do diálogo entre os partidos que compõem o arco de alianças engajadas na recondução de Mailza Assis ao Palácio Rio Branco, onde o União Brasil tem posição destacada na condição de integrante da Federação União Progressista, onde faz parceria com o PP (Progressistas).

Competição

A terceira edição da Copa Clarice Mota de Futebol Feminino foi encerrada na tarde deste domingo, 21, em Sena Madureira, consolidando-se como uma das maiores competições da modalidade na região. O torneio contou com o apoio do senador Alan Rick e do ex-prefeito Jairo Cassiano, reunindo equipes de diferentes localidades e atraindo um grande público durante toda a competição.

Reconhecimento

A competição contou com o apoio do ex-prefeito e candidato a deputado estadual Jairo Cassiano (Rep) e do senador Alan Rick (Rep), candidato ao Palácio Rio Branco em outubro próximo. No ato de encerramento, Cassiano destacou a importância do torneio para o fortalecimento do futebol feminino na região e agradeceu a parceria do senador Alan Rick, que tem contribuído para o crescimento da competição.

Cosmo e Damião

Já foi amplamente divulgado pela imprensa local que Júlio Cezar Moura de Farias, mais conhecido como “Roxinho”, é um amigo pessoal e aliado político de longa data do ex-governador do Acre, Gladson Cameli (PP). Roxinho ocupou cargos de confiança no governo de Gladson, incluindo a diretoria do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e da direção da Cohab-AC Ontem, 21, a imprensa noticiou que Roxinho foi defenestrado pela nova governança do estado de uma das diretorias da Companhia de Habitação.

Ensejo

Em uma ata produzida pelo Conselho de Administração da Companhia de Habitação do Acre (Cohab), restou deliberado pelo desligamento imediato de Júlio da direção da Companhia, onde ocupava o cargo de diretor administrativo e financeiro. A demissão ocorreu sob forte pressão política após virem à tona investigações da Polícia Federal sobre suposta corrupção envolvendo a organização de feiras agropecuárias em anos passados, na festa conhecida como Expoacre.

Limpa

Além de Roxinho, outros quatro servidores em cargos comissionados foram exonerados da Cohab, incluindo uma sobrinha de Júlio César. Roxinho já havia sido alvo de polêmicas anteriores no governo estadual, incluindo recomendações do Ministério Público por falta de requisitos técnicos e acadêmicos para exercer funções públicas, mas sua amizade com o ex-governador garantia sua permanência nos quadros administrativos da gestão.

Sabedoria

Fato é que a exclusão de Júlio César da diretoria da Cohab deixa patenteado o declínio da influência de Cameli junto aos destinos administrativos do estado. Evoca-se, pois, o ditado popular: “rei morto, rei posto!”. Este ditado serve para ilustrar a rapidez com que a sociedade ou uma organização se adapta à perda de um líder ou parceiro, muitas vezes demonstrando um certo desapego ou ingratidão em relação a quem saiu.

Fator Vorcaro

A um mês do início das convenções partidárias, a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou a influenciar a estratégia das equipes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. No campo governista, a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos principais aliados de Lula, obrigou a campanha a recalibrar sua comunicação e a administrar o desgaste provocado pela aproximação do caso Banco Master com o entorno do presidente.

Isolamento

Já entre os aliados de Flávio Bolsonaro, a prioridade é tentar desvincular a imagem do pré-candidato de Vorcaro, após as revelações sobre a participação do ex-banqueiro no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e concentrar a campanha na apresentação de propostas próprias.

Fogo de monturo

Nos bastidores, Jaques Wagner tem demonstrado incômodo com a pressão interna por sua saída da liderança do governo no Senado e com o que classifica como “fogo amigo” dentro do Planalto.

Precaução

Embora o presidente Lula tenha manifestado solidariedade ao aliado em dois telefonemas feitos após a operação, cresce no governo a avaliação de que os desdobramentos do caso Banco Master podem atingir a imagem de Lula, o que levou parte dos ministros a defender que Wagner deixe a liderança para se dedicar à própria defesa.

Termômetro

Pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial, com 41% das intenções de voto no primeiro turno, dez pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 31%. Na sequência, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o empresário Renan Santos (Missão) registram 3% cada, sem ameaçar a polarização entre os dois principais pré-candidatos.

Esterilidade

A pesquisa também mostra que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um candidato à Presidência da República teria impacto limitado. Segundo o levantamento, 65% dos eleitores afirmam que o endosso do presidente americano seria indiferente na hora de votar.

Triunfo

A eleição de Abelardo de la Espriella (foto) coloca a Colômbia ao lado de outros países da América Latina que, nos últimos anos, elegeram líderes de direita ou ultradireita, como El Salvador, Argentina e Equador. Com 99,9% das urnas apuradas, o advogado venceu o senador Iván Cepeda por uma margem apertada, obtendo 49,65% dos votos, contra 48,7% do candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro.

Resultado

A diferença entre os dois ficou abaixo de 300 mil votos. A apuração preliminar confirmou a tendência apontada pelas pesquisas de intenção de voto e consolidou a guinada política do país após quatro anos de um governo de esquerda. O presidente Gustavo Petro, porém, evitou reconhecer o resultado e voltou a levantar dúvidas sobre a contagem dos votos. Em publicação nas redes sociais, afirmou que ainda há irregularidades e que o vencedor só poderá ser definido após a conclusão do escrutínio oficial.

Tradição

A vitória apertada de Abelardo de la Espriella neste domingo confirmou uma tradição da política colombiana: eleições decididas por margens apertadas. Desde que a Constituição de 1991 instituiu o sistema de segundo turno, a Colômbia já realizou sete disputas presidenciais nesse formato e, na maioria delas, a diferença entre os candidatos ficou abaixo de um milhão de votos.

Histórico

O resultado deste ano reforça um padrão recorrente no país, marcado por forte polarização e disputas equilibradas até os últimos votos. A eleição mais apertada da história continua sendo a de 1994, quando Ernesto Samper derrotou Andrés Pastrana por apenas 156,5 mil votos.

Plataforma

Até poucos meses atrás, Abelardo de la Espriella era uma figura pouco conhecida fora dos círculos empresariais e jurídicos da Colômbia. Sem experiência política, De la Espriella construiu sua candidatura apoiado em uma campanha populista financiada com recursos próprios, forte presença nas redes sociais e, nas últimas semanas, no apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Temores

O discurso duro contra a esquerda e a promessa de intensificar o combate ao narcotráfico ajudaram a impulsionar sua popularidade, mas também despertaram críticas de adversários, que veem risco de autoritarismo em sua agenda política.

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