Rio Branco, AC 17 de junho de 2026 14:12
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“Este caos se chama Tião Bocalom”: André Kamai convoca RBTrans e denuncia escolha política pelo colapso no transporte de Rio Branco

O sistema de transporte público da capital acreana caminha a passos largos para um colapso iminente, desenhado não por fatalidade, mas por uma deliberada escolha da gestão municipal. A denúncia contundente foi feita pelo vereador André Kamai, que expôs a gravidade da crise envolvendo a Ricco Transportes e o sucateamento do setor. Diante de um cenário catastrófico, o parlamentar protocolou oficialmente um requerimento na Câmara Municipal para convocar o superintendente da RBTrans, exigindo explicações imediatas sobre o que chamou de “novela” que se arrasta há cinco anos sem que a licitação definitiva saia do papel.

“Pela primeira vez a gente está vendo uma empresa anunciar greve… Vai fazer um protesto na frente da prefeitura porque acusa a prefeitura de lhe dar um calote de 30 milhões de reais”, disparou Kamai, evidenciando o ineditismo do racha entre o Executivo e a concessionária.

A angulação crítica do parlamentar aponta diretamente para o prefeito como o arquiteto da crise atual. Kamai relembrou as promessas de campanha de “abrir a caixa preta” do sistema para combater a corrupção, ironizando o desfecho da narrativa. “O que eu estou vendo é que o prefeito passou 4 anos construindo uma caixa, pintou de azul, pulou dentro e estabeleceu o pior momento da história do transporte coletivo”, ironizou o parlamentar. Para ele, a falta de um processo licitatório regular e a insistência na abertura de novos editais para contratos emergenciais são decisões políticas que transformaram o direito de ir e vir da população em um mero palanque eleitoral.

As consequências dessa paralisia administrativa ganham contornos desumanos nas ruas. Enquanto a prefeitura e o cidadão já desembolsaram cifras estimadas entre R$ 200 milhões e R$ R$ 250 milhões, o serviço permanece precário e perigoso. “O usuário do transporte em Rio Branco hoje corre risco de vida ao embarcar em veículos que sofrem com eixos arrancados e princípios de incêndio”, lembrou Kamai.