Rio Branco, AC 15 de junho de 2026 15:02
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Esfinge

Nos últimos dias, a executiva do MDB no Acre tem enfrentado debates internos acirrados devido à indefinição sobre o apoio na chapa majoritária para o governo, embora o partido tenha firmado acordo para indicar o vice da atual governadora Mailza Assis (PP). O impasse remete a icônica frase do famoso enigma da Esfinge no mito grego de Édipo. Ela desafiava os viajantes a desvendar uma charada; quem errasse ou não respondesse era devorado. Assim está o MDB nativo!

Dicotomia

A aproximação direta com o pré-candidato Alan Rick (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto, tem gerado divisões, já que uma ala do MDB articula uma aliança informal ou simpatiza com o nome do senador republicano, enquanto outra tenta manter o compromisso com a base governista.

Sentimento

O ex-deputado e membro histórico e dirigente do MDB, João Correia, classificou a situação como “um dos momentos mais difíceis da história do MDB”. Ele admitiu publicamente o racha interno e a preocupação em diminuir os prejuízos políticos da sigla. Setores do MDB reclamam que o partido esperava maior interlocução e ocupação de cargos estratégicos na gestão de Mailza Assis após ela assumir o governo, o que não se concretizou de forma satisfatória.

Divergências

Noutra ponta, há conflitos municipais severos. Em Cruzeiro do Sul, por exemplo, o presidente do MDB local, Vagner Sales, encontra forte resistência interna para apoiar Mailza devido às rusgas deixadas pelas disputas eleitorais locais contra o PP. A aproximação com a chapa de Alan Rick encontra obstáculo na bancada de pré-candidatos a deputado federal do MDB, que atualmente estão muito atrelados e comprometidos com o mandato de Mailza Assis (PP).

Discurso

Até o momento, a governadora Mailza Assis mantém o discurso público de que a vaga de vice na sua chapa segue indicada para o MDB (com foco em nomes como Jéssica Sales ou Marcus Alexandre), mas a cúpula emedebista flerta intensamente com a oposição governamental.

Enfermaria

O deputado estadual Emerson Jarude (Novo) machucou o tendão de Aquiles e precisou passar por cirurgia. O procedimento cirúrgico aconteceu na data de ontem, sábado, 13. Ele já está se recuperando, mas deve precisar do auxílio de muletas durante o período de reabilitação. A informação foi compartilhada pelo próprio parlamentar nas redes sociais, onde ele apareceu ao lado da namorada, Ana Paula Correia, durante o período pós-operatório.

Boletim

Em publicação feita após o procedimento, Jarude tranquilizou amigos e seguidores sobre seu estado de saúde e destacou o apoio recebido da companheira durante o momento de recuperação. Ao comentar a cirurgia, o deputado também fez uma declaração à namorada, afirmando que Ana Paula esteve ao seu lado durante todo o processo e reforçou a importância da presença dela neste momento.

Intercorrência

O rompimento do tendão de Aquiles ocorre quando a fibra mais forte do corpo, que conecta a panturrilha ao calcanhar, se rasga (parcial ou totalmente). É comum durante atividades físicas explosivas e caracteriza-se por uma dor súbita e intensa, sensação de “levar um chute” na perna e dificuldade para caminhar.

Permuta

O jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, noticia na coluna de hoje, domingo, 14, que um dado ainda inédito da pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira passada, 10, reforça o momento de dificuldade que a candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta depois do caso Dark Horse, sugerindo a substituição do filho 01 do ex-presidente Bolsonaro por outro nome para representar o agrupamento da direita e extrema direita.

Percepção

Ante a pergunta “Para você, o ex-presidente Jair Bolsonaro deveria escolher outro candidato a presidente ou continuar apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro?”, os chamados eleitores independentes (ou seja, que não se declaram nem lulistas e nem bolsonaristas) apoiam a mudança de nome: 46% contra 35% que consideram que o Zero Um deve ser mantido na disputa.

Tendência

Entre os independentes, uma turma que pode decidir a eleição, Michelle Bolsonaro é o nome mais citado pelos que querem que Bolsonaro indique um novo nome, com 19% das preferências, seguida de Ronaldo Caiado, com 13%. A pesquisa foi feita presencialmente entre os dias 5 e 8 de junho com 2.004 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Litígio

Ainda no âmbito da família Bolsonaro, na manhã deste sábado, 13, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) utilizou o X, antigo Twitter, para rebater críticas feitas pelo ex-governador mineiro Romeu Zema a Flávio Bolsonaro e sugerir rompimento brusco entre sua família e o Partido Novo.

Cobiça

O atrito começou quando Zema concedeu entrevista ao portal Brasil Paralelo e frisou sua indignação quanto aos laços entre Flávio e Daniel Vorcaro, protagonista do escândalo do Banco Master. Para o político mineiro, “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”. A fala foi republicada por um perfil no X e chegou até Eduardo, que acusou Zema de estar consumido pela inveja.

Balaio de gatos

“Que postura vagabunda, critica Flávio Bolsonaro apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o Partido Novo”, escreveu. No passado, Zema já foi mais próximo da família Bolsonaro e chegou a ser cogitado como vice na candidatura de Flávio. Suas críticas a Vorcaro o distanciaram do núcleo e, hoje, o posto tem Júlia Zanatta como candidata mais forte, endossada por Eduardo.

Mais do mesmo

A reportagem de capa da Revista VEJA desta semana revela que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, implicou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e lideranças do PT da Bahia em anexos de sua proposta de delação premiada.

Tramoia

O caso está associado à Operação Compliance Zero. Na matéria, a revista afirma que Vorcaro teria pago 30 milhões de dólares (cerca de R$ 155 milhões) ao senador, valores depositados numa conta no Exterior. O dito valor teria sido transferido para uma conta secreta fora do país e a transação financeira teria sido operada por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro.

Contrapartida

Pela delação do ex-banqueiro, o montante serviria como pagamento pelo apoio político de Alcolumbre a demandas de interesse do Banco Master. O cenário político gerou repercussão sugerindo que esse seria o motivo de Alcolumbre segurar a instalação da CPMI do Banco Master no Congresso.

Embrião

A dita matéria também sustenta o envolvimento do PT da Bahia com as tramoias de Vorcaro. A origem da participação dos partidários petistas da Bahia remonta ao ano de 2007, quando negócios que beneficiavam o Banco Master começaram no governo de Jaques Wagner, envolvendo a “Cesta do Povo”, rede estatal que permitia compras com desconto em folha a servidores.

Ascensão

A entrada de Vorcaro na operação transformou o sistema em um forte braço de crédito consignado (Reserva de Cartão Consignado) na Bahia. A reportagem aponta que um decreto do então governador e ex-ministro Rui Costa restringiu a portabilidade dessas dívidas para outros bancos. Na prática, a manobra garantiu exclusividade e transformou o governo baiano em parceiro central do negócio de Vorcaro. Caso aceita a delação, o ex-banqueiro prometeu detalhar os custos e vantagens dessa relação.

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