Pênalti não assinalado após mão do zagueiro Gustavo Gómez, do Palmeiras, na semifinal do Paulistão, contra o São Paulo, ainda gera polêmica nas redes
A partida entre Palmeiras e São Paulo, pela semifinal do Paulistão, ainda gera muita repercussão nas redes sociais. O debate sobre a vitória do alviverde sobre o rival tem girado em torno de um lance polêmico: a não marcação de um possível pênalti para o Tricolor após toque de mão na bola de Gustavo Gómez dentro da área.
Quase 48h após a partida, diversos perfis na internet tem resgatado lances parecidos, em que a infração foi marcado tanto pelo árbitro, quanto por meio do auxílio do VAR. De acordo com as publicações, a jogada de Gómez expôs a falta de critério na arbitragem brasileira.
Contexto do jogo
A jogada aconteceu aos 6 minutos do segundo tempo, quando a partida estava 1 a 0 para o Verdão. Lucas Moura, do São Paulo, cruzou e a bola bateu nos braços abertos do zagueiro dentro da área. A árbitra Daiane Muniz deixou o lance seguir.
Os jogadores do São Paulo reclamaram pênalti, mas a juiza afirmou que a jogada era legal e que o ábitro de vídeo havia concordado com a avaliação dela. A partida recomeçou e o Palmeiras abriu vantagem. Pórem, em uma disputa dentro da área, Daiane viu pênalti de Marlon Freitas em Bodadilla. A marcação revoltou palmeirenses. Calleri diminuiu o placar, mas a reação do Tricolor parou por ali.
Falta de critério
Um dos lances recuperados pelos torcedores para justificar a falta de critério da arbitragem aconteceu em uma partida do Palmeiras pelo Brasileirão do ano passado, no Allianz Parque, contra o Ceará.
Na ocasição, o clube cearense estava vencendo por 1 a 0, quando a bola bateu nos braços do zagueiro, que estava inclinado para baixo. O juiz contou com a ajuda do VAR para assinalar pênalti para o Palmeiras. Flaco López cobrou e empatou a partida, que terminou com a virada do Verdão.
O que diz a regra?
Infração de mão na bola ocorre quando:
-Um jogador toca deliberadamente a bola com a mão/braço, por exemplo, movendo a mão/braço em direção à bola;
-A mão/braço está em uma posição que aumenta “artificialmente” o tamanho do corpo. Isso é considerado quando a posição da mão/braço não é uma consequência natural ou justificável pelo movimento corporal do jogador na situação específica.
-Não é considerado infração se a bola tocar a mão/braço diretamente da própria cabeça, corpo ou pé do jogador (ou de outro jogador que esteja próximo), a menos que a mão/braço esteja em posição antinatural que amplie o corpo.