Rio Branco, AC 3 de janeiro de 2026 10:09
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Violência

O advogado e juiz aposentado Ednaldo Muniz foi agredido na noite desta quarta-feira (31), por volta das 20h, enquanto realizava uma transmissão ao vivo em sua rede social Instagram, em Rio Branco. A live mostrava mais um ônibus quebrado da empresa Ricco Transportes, situação que tem sido alvo constante de denúncias feitas por ele nas redes sociais.

Brucutu

Ednaldo ganhou destaque nos últimos meses por expor com frequência a precariedade do transporte público na capital acreana. Durante a transmissão, um motorista de coletivo, ainda não identificado, aparece no vídeo e agride fisicamente o advogado de forma truculenta, interrompendo a gravação.

Sequelas

Segundo informações apuradas, o juiz aposentado vinha recebendo ameaças após as críticas recorrentes ao serviço prestado pela empresa e à gestão do prefeito Tião Bocalom. Além das agressões, Ednaldo teve o celular tomado pelo motorista, que teria sido danificado durante a ação. Ele também sofreu escoriações pelo corpo.

BO

Após o ocorrido, Ednaldo Muniz procurou a Delegacia Central de Flagrantes (Defla), onde registrou um boletim de ocorrência para relatar a violência sofrida por parte do colaborador da empresa de transporte coletivo.

Debandada

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para uma das maiores reformulações ministeriais do atual mandato a partir de abril, quando ministros que pretendem concorrer nas eleições de 2026 precisarão se desincompatibilizar dos cargos.

Ascenção

A estratégia definida no Palácio do Planalto é manter a máquina funcionando sem interrupções, promovendo majoritariamente os secretários-executivos — os chamados “números 2” das pastas — que, em geral, têm perfil mais técnico do que político. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

Lógica

A expectativa é de que quase metade da Esplanada passe por mudanças. A medida que estabelece a promoção dos secretários-executivos, segundo a articulação do Planalto, busca impedir que o governo perca ritmo em obras, programas e entregas, num período em que Lula pretende elevar sua popularidade para disputar a reeleição.

Aquiescência

Em conversa com jornalistas em meados de dezembro, Lula reconheceu que a saída de auxiliares será ampla e indicou que não pretende barrar a decisão de ninguém: “Eu sei que tem uma enxurrada de ministros que vai sair, acho que pelo menos 18. Não vou impedir ninguém de sair, vou apenas torcer”, disse o presidente na ocasião.

Magnitude

Segundo o desenho discutido internamente, o número de desligamentos pode chegar a 22 ministros, com Lula também sinalizando que pretende conversar pessoalmente com os auxiliares que devem deixar seus postos nos próximos meses.

Largada

Dois nomes aparecem como os primeiros a deixar o governo: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça. Nenhum dos dois, segundo relatos, pretende disputar eleição, mas ambos comunicaram a intenção de saída.

Missão

Haddad disse que já conversou com Lula sobre o tema e, dias depois, indicou que pode se despedir do cargo ainda em fevereiro. Seu plano seria colaborar com a campanha de reeleição do presidente, embora Lula já tenha afirmado publicamente que gostaria de vê-lo candidato em São Paulo — opção defendida por setores do PT, que o pressionam a disputar o governo estadual ou o Senado.

Legado

No Ministério da Fazenda, Haddad trabalha para que o comando fique com seu secretário-executivo, Dario Durigan, garantindo continuidade da política econômica. Já Lewandowski comunicou a Lula em 23 de dezembro que considera sua missão cumprida e quer uma rotina mais tranquila perto da família. Diferentemente da Fazenda, a sucessão na Justiça permanece indefinida.

Embate

Outro movimento relevante envolve o vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupa também o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele teria de deixar o cargo caso dispute eleição em São Paulo — hipótese defendida por parte do PT — ou se for novamente o parceiro de chapa de Lula na campanha presidencial. Nesse cenário, o secretário-executivo Márcio Elias Rosa, ex-procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, aparece como possível substituto.

Núcleo duro

Entre as pastas instaladas no Palácio do Planalto, a reforma deve alcançar Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais (SRI). O ministro Rui Costa pode sair em abril para concorrer ao Senado pela Bahia, e a tendência é que o posto fique com a secretária-executiva Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff.

Vai e vem

Na SRI, Gleisi Hoffmann deve tentar novo mandato pelo Paraná. O substituto ainda não está definido, mas uma das possibilidades apontadas é a promoção do secretário-executivo, o diplomata Marcelo Costa. Há ainda a hipótese de saída de Sidônio Palmeira, ministro da Comunicação Social, caso ele assuma a coordenação do marketing da campanha de Lula à reeleição.

A lista

O conjunto de saídas pode ser amplo e envolver ministérios centrais. Entre os nomes citados como prováveis ou possíveis candidatos estão: Marina Silva (Meio Ambiente); Simone Tebet (Planejamento); Jader Filho (Cidades); Waldez Goés (Integração Nacional); Renan Filho (Transportes); Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos); Wolney Queiroz (Previdência); Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário); André Fufuca (Esporte); André de Paula (Pesca); Macaé Evaristo (Direitos Humanos); Sonia Guajajara (Povos Indígenas); Anielle Franco (Igualdade Racial)

Força feminina

Entre os nomes citados, dois casos se destacam por dependerem diretamente das decisões do presidente: Marina Silva e Simone Tebet. No caso de Marina, a discussão envolve a possibilidade de candidatura ao Senado por São Paulo. Se a estratégia não avançar, ela pode tentar renovar o mandato de deputada, com a ressalva de que talvez precise mudar de partido, diante de conflitos internos na Rede Sustentabilidade. Para substituí-la no Meio Ambiente, o nome mais forte é o do secretário-executivo João Paulo Capobianco, que tem trajetória consolidada na área ambiental e dentro da própria pasta.

Câmara alta

Já Tebet avalia disputar o Senado pelo Mato Grosso do Sul — seu estado de origem — ou por São Paulo. A decisão deve ser tomada no primeiro semestre. A expectativa é que seu secretário-executivo, Gustavo Guimarães, com ampla experiência na área econômica, assuma o comando do Planejamento.

Especulação

Além do grupo principal, também são mencionadas saídas adicionais até abril, como: Márcio França (Empreendedorismo e Pequena Empresa), que sonha com uma candidatura em São Paulo; Alexandre Silveira (Minas e Energia), citado como possível postulante ao Senado por Minas Gerais; Camilo Santana (Educação), que pode deixar o MEC para tentar voltar ao governo do Ceará, diante da ameaça representada pela pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) no cenário estadual. No caso do Ceará, Camilo é visto como um nome mais competitivo do que o atual governador Elmano de Freitas, aliado do presidente.