Rio Branco, AC 1 de abril de 2026 16:07
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Trump diz que Irã pediu cessar-fogo, mas Teerã nega

Presidente dos EUA condiciona trégua à reabertura do Estreito de Ormuz; governo iraniano afirma que não fez pedido, segundo Al Jazeera

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (01) que o “novo presidente do regime iraniano” pediu um cessar-fogo. A declaração foi feita em uma publicação na rede Truth Social.

No texto, Trump diz que o novo líder seria “menos radicalizado” e que Washington vai analisar a proposta. Ele coloca como condição o avanço na reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

“Consideraremos a questão quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido. Até lá, vamos bombardear o Irã”, escreveu.

Apesar da afirmação, o governo iraniano nega que tenha feito qualquer pedido de trégua. Segundo a emissora Al Jazeera, autoridades de Teerã classificaram a declaração como incorreta e disseram que não há negociação direta em andamento.

Atualmente, o presidente iraniano continua sendo o Masoud Pezeshkian.

Quem é o novo líder citado por Trump

A fala do presidente estadunidense não é clara, e deixa mais incertezas do que certezas sobre o que ocorre na liderança no Irã, a citada por Trump como o novo regime ideal sugerido por ele nesta smeana.

Desde o início da guerra, a estrutura de poder do país foi abalada por ataques que atingiram integrantes do alto escalão.

Entre os mortos está o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava a posição de líder supremo. Desde então, não há clareza total sobre quem concentra as decisões estratégicas, embora autoridades civis e militares tenham assumido funções emergenciais.

Histórico recente de tentativas de trégua

Nas últimas semanas, houve diferentes tentativas de reduzir a escalada do conflito, mas nenhuma avançou de forma concreta.

Os Estados Unidos chegaram a enviar um plano com propostas para encerrar a guerra, com mediação do Paquistão. O documento tratava de temas como o programa nuclear iraniano, mísseis balísticos e segurança no Estreito de Ormuz.

Teerã, no entanto, rejeitou a iniciativa e criticou a condução das negociações, afirmando que não confia na diplomacia americana após as tratativas anteriores.

Estreito de Ormuz é o eixo da guerra

A exigência feita por Trump é só mais uma demonstração do papel central do Estreito de Ormuz no conflito. A passagem concentra cerca de 20% do petróleo transportado no mundo e vem sendo alvo de restrições por parte do Irã desde o início da guerra como forma de retaliação aos ataques sofridos desde 28 de fevereiro.

O bloqueio parcial da rota só fez a tensão internacional aumentar e pressionou mercados de energia, além de mobilizar países do Golfo e aliados ocidentais.

Nos últimos dias, houve ataques a navios e estruturas na região, além de discussões sobre uma possível ação militar para reabrir a passagem, como também propôs os Emirados Árabes Unidos..

Conflito segue sem sinal de cessar-fogo

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios contra o Irã. Desde então, o confronto só aumentou, com troca de ataques diretos de ambos os lados e a entrada de grupos aliados, como o Hezbollah, que tem relações com o Irã.

Mesmo com declarações sobre possíveis negociações, os combates continuam em diferentes frentes, incluindo Israel, Irã, Líbano e países do Golfo.

Veja a postagem de Trump na íntegra:

“O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e bem mais inteligente que seus antecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América! Consideraremos a questão quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido. Até lá, vamos bombardear o Irã até a sua destruição ou, como se diz, de volta à Idade da Pedra!!! Presidente DJT”