O ex-prefeito do Bujari, Antônio Raimundo de Brito Ramos, conhecido como Tonheiro, foi preso na data de ontem, terça-feira. A Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão expedido pela Justiça acreana. A defesa do ex-prefeito informou que analisa se houve algum tipo de equívoco no processo de condenação para pedir uma revisão criminal.
Combo
Tonheiro foi condenado em 2023 a 19 anos de prisão em regime fechado por organização criminosa, fraude em licitação, corrupção passiva, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro.
Aos costumes
O delegado Bruno Coelho Oliveira destacou que o acusado não resistiu à prisão e foi encaminhado ao Complexto Prisional de Rio Branco ainda na data de ontem, após passar por audiência de custódia. A prisão ocorreu após o caso ter transitado em julgado e inexistir a possibilidade de recurso. “Foi uma investigação conduzida pelo Ministério Público e a Polícia Civil apenas cumpriu o mandato de prisão”, informou o delegado.
Crime e castigo
O ex-prefeito já havia tido os direitos políticos suspensos em 2020, quando foi condenado a devolver R$ 400 mil aos cofres públicos do município. Na época, o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) informou que a denúncia do MP apontava que durante os anos de 2013 e 2014, quando exerceu o cargo de prefeito, Tonheiro deixou de prestar contas de R$ 400 mil recebidos por meio de um convênio com Ministério da Integração Nacional (MI). O que levou à condenação por improbidade administrativa.
Réu confesso
O TJ informou, na época, que o ex-prefeito disse em juízo que a verba recebida por meio do convênio federal, que previa o calçamento de ruas com tijolos maciços, foi utilizada para outras finalidades, como honorários pela prestação de serviços e na folha de pagamento de salários. A ação deixou o município impedido de receber repasses federais.

Convescote
A crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o escândalo do Banco Master dá indícios de que não terá fim a curto prazo. Segundo Andreza Matais e André Shalders, do jornal O Estado de São Paulo, o ministro Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Master, em Brasília.
Pauta
Em uma dessas ocasiões, no primeiro semestre de 2025, Moraes conheceu lá o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana, em um ambiente reservado da residência, e contou com a presença de um assessor do ministro. À época, o Banco Master buscava apoio do BRB em meio a dificuldades financeiras, e o tema teria sido mencionado na conversa.
Desconforto
O incômodo que remete ao ministro Alexandre de Moraes é que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, manteve um contrato de R$ 129 milhões com o Master, mas Moraes nega que ela tenha atuado na tentativa de venda do banco ao BRB, vetada pelo BC.
Precedentes
Nos bastidores do STF, Moraes tem incentivado o colega Dias Toffoli a permanecer como relator do caso Master, embora a defesa pública de Toffoli tenha sido feita pelo decano da Corte, Gilmar Mendes. A avaliação é que um eventual recuo do relator poderia abrir precedente perigoso para o Supremo, ampliando a vulnerabilidade da Corte.
Abacaxi
Já o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a tendência é que o inquérito que investiga o Master não permaneça no Supremo. Fachin disse ter conversado com outros ministros nos últimos dias diante da crise de imagem enfrentada pela Corte em razão da condução do caso e que o encaminhamento natural é que o inquérito deixe o STF. “Há uma tendência, pelo que se verifica até agora, que não se justifique [caso Master] ficar aqui”, disse. A decisão de devolver a investigação à primeira instância, porém, caberá a Toffoli.
Conivência
Mas não é só o Judiciário que está na berlinda. Segundo Álvaro Gribel, correspondente do Estado de São Paulo em Brasília, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto tinha conhecimento dos problemas do Master, mas não quis intervir na instituição. Em pelo menos duas ocasiões em 2024, Campos Neto teria atuado para evitar a liquidação do banco de Daniel Vorcaro.
Desconforto
Enquanto isso… O Planalto informou que não tinha conhecimento do contrato firmado entre o escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Banco Master. Entretanto, o contrato é apontado por integrantes do governo como um dos fatores que aceleraram o pedido de demissão do ministro, oficializado em 10 de janeiro. O Executivo avalia ainda que não houve conflito de interesses, já que Lewandowski passou o controle do escritório aos filhos antes de assumir o ministério.

Corrida federal
O campo conservador segue embaralhado na disputa presidencial de outubro. Nesta terça-feira, 27, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, um dos primeiros a se lançar candidato ao Planalto, anunciou que estava trocando o União Brasil pelo PSD. E o fez ladeado por outros dois postulantes do partido à presidência, os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Auto-escalação
“Busco, neste momento, uma oportunidade para poder também contribuir com a discussão nacional de uma eleição em 2026”, disse Caiado, afirmando que o escolhido do partido terá o apoio dos demais. Ele também avaliou que um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem garantia de chegar ao segundo turno. “Por mais prestígio que a pessoa tem, não consegue transferir 100% dos votos”, afirmou.
Caminho
Já entre os bolsonaristas, a situação parece mais definida. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou para amanhã a visita a Bolsonaro, que está preso em Brasília, condenado por tentativa de golpe de Estado. Tido como candidato favorito do Centrão ao Planalto, Tarcísio disse que não disputaria a presidência “nem se Bolsonaro pedisse” e reafirmou que vai concorrer à reeleição no estado.
Mudando de rota
Na semana passada, o governador havia adiado a visita ao ex-presidente temendo ser pressionado a apoiar explicitamente a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas aparentemente mudou de ideia.
Embalagem
Com Tarcísio fora da corrida, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pretende apostar tudo em uma estratégia que apresente Flávio como “o Bolsonaro que tomou a vacina”, uma versão mais moderada do pai, conta Andréia Sadi, apresentadora do programa Estúdio I, da Globonews. Valdemar espera contar com três cabos eleitorais de peso — o próprio Tarcísio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) — para alavancar a candidatura.

Pé no freio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dar sinais de que pretende reduzir a violência nas ações de sua polícia de fronteira, o ICE. Nesta terça-feira, ele afirmou que quer uma “investigação muito honesta” sobre a morte de Alex Pretti, morto por agentes do ICE no último sábado.
Terceirização
Apesar de sinalizar que pode “reduzir a intensidade” da ação federal em Minnesota, Trump voltou a responsabilizar a vítima por portar uma arma de fogo legal, apreendida antes do disparo fatal. “Você não pode andar armado”, disse o presidente a jornalistas, ao classificar o caso como um “incidente muito lamentável”. Autoridades federais dos EUA classificaram Pretti como “terrorista doméstico”.

Confabulação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone na manhã desta terça-feira com o presidente da França, Emmanuel Macron. A ligação durou cerca de uma hora e Lula afirmou que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é positivo para ambos os blocos por fortalecer o multilateralismo e o comércio baseado em regras.
Agenda
Os dois presidentes também concordaram em acelerar negociações bilaterais entre Brasil e França, com a meta de concluir e assinar acordos ainda no primeiro semestre de 2026. Os presidentes também discutiram a proposta de criação do Conselho de Paz liderado pelos Estados Unidos e defenderam o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU).