Rio Branco, AC 8 de fevereiro de 2026 18:39
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Tiro ao alvo

O secretário de governo Luiz Calixto – um dos principais arquitetos da candidatura ao Palácio Rio Branco da vice-governadora Mailza Assis (PP) – ligou a metralhadora giratória mirando o prefeito Tião Bocalom (PP). Calixto veio a boca do palco afirmar à imprensa que não acredita, neste momento, na pré-candidatura do prefeito ao Governo do Estado, posto que ele deveria primeiro cumprir seus compromissos da última campanha antes de alçar voos maiores.

Critérios

Calixto considera ‘absurdo’ que Bocalom se lance candidato ao governo enquanto Rio Branco enfrenta inúmeros problemas que vão desde a precariedade no transporte coletivo até a falta de água nas residências. “Antes de ser candidato a qualquer coisa, Bocalom tem que cumprir os compromissos feitos na última eleição. Ele não pode sair prometendo e depois abandonando”, afirmou o secretário.

Fatura

“Foram assumidos vários pactos e nós apoiamos esse projeto de melhorar a questão da água, do saneamento, do transporte coletivo, da entrega de habitações, dos ônibus elétricos, de uma série de fatores que ainda não foram, digamos que, resolvidos”, recordou o secretário de Gladson Cameli.

Saraivada

Segundo Calixto, a cobrança não é apenas legítima, mas necessária, especialmente por parte de quem esteve diretamente envolvido na vitória eleitoral do prefeito. “Fomos corresponsáveis pela vitória dele e ele não pode simplesmente sair fazendo compromissos sem cumprir”, sentenciou.

Exiguidade

O assessor político do governo finaliza suas percepções descrente do cumprimento das promessas de campanha de Bocalom, caso o prefeito se afaste para concorrer ao governo, dado ao curto intervalo de tempo. “Ele tem que se afastar em abril. Nós temos três meses. Se em um ano e três meses não resolveu, em três meses é que ele não vai solucionar”, cravou com acidez.

Entusiasta

O vice-prefeito de Brasiléia, Amaral do Gelo, presidente municipal do Partido Liberal (PL), descolado da notícia que remete ao Diretório Nacional da sigla a decisão sobre candidaturas majoritárias nos diversos estados da Federação, lançou ‘Nota Pública’ emprestando apoio incondicional à candidatura do correligionário e prefeito da capital Tião Bocalom, que tem como certa.

Qualificadoras

Amaral fundamenta a decisão tomada em nome do diretório de Brasiléia enumerando que Bocalom é “homem honrado, de trajetória integra e firme compromisso com os valores da familia, da fé, da liberdade e da boa gestão pública”.

Amplitude

No bojo da nota, o vice-prefeito reafirma alinhamento ao projeto nacional do partido, declarando apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e à reeleição do senador Márcio Bittar, destacando sua atuação na destinação de recursos para o Acre.

Fortalecimento

A nota também confirma apoio aos candidatos do Partido Liberal aos cargos de deputado federal e deputado estadual, reforçando a estratégia de fortalecimento da legenda no Alto Acre e consolidando a articulação política liberal na região de fronteira.

Representação

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, instaurou inquérito civil para apurar a regularidade, a transparência e a efetividade dos programas habitacionais em curso no Município de Rio Branco, em especial o Programa 1001 Dignidades.

Lacunas

A apuração considera notícias, relatos institucionais e manifestações comunitárias que apontam possíveis falhas na execução do programa, principalmente nos critérios de seleção de beneficiários, na transparência dos procedimentos, na previsibilidade das etapas e na qualidade das unidades habitacionais.

Regularidade

No âmbito do inquérito, o MPAC requisitou ao prefeito de Rio Branco informações e documentação sobre os programas de moradia. Também encaminhou ofício ao Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC) para compartilhamento de informações e atuação conjunta na fiscalização da política habitacional, preservadas a independência funcional e a autonomia constitucional de cada órgão.

Fiscalização

Após o recebimento das informações, está prevista a realização de uma inspeção nos empreendimentos habitacionais, em parceria com o TCE/AC e órgãos técnicos do MPAC. A inspeção busca verificar o planejamento, a execução financeira e administrativa, a qualidade das unidades, a adequação urbanística e ambiental, os impactos sociais e eventual quebra da confiança legítima da população beneficiária ou potencialmente beneficiária dos programas de moradia.

Desenrolar

Caso sejam identificados indícios de uso irregular de recursos públicos ou de prática de supostos crimes, as promotorias competentes serão imediatamente comunicadas.

Escalada

Dia a dia o escândalo envolvendo a intervenção no Banco Master escala degraus. Depois dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, agora quem se vê envolvido no caso do Banco é o ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Proximidade

Os repórteres Andreza Matais e André Shalders, do Portal UOL, contam que o escritório de advocacia de Lewandowski manteve um contrato de consultoria jurídica com o Master por cerca de 21 meses após ele assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024.

Vigência

O acordo, firmado em agosto de 2023, previa pagamentos de R$ 250 mil mensais e só foi encerrado em setembro de 2025, somando cerca de R$ 6,5 milhões, dos quais R$ 5,25 milhões foram pagos depois da posse no ministério. A

Apadrinhamento

A contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que também indicou Guido Mantega para o banco. Ao assumir o cargo, Lewandowski deixou formalmente a sociedade em 17 de janeiro de 2024; desde então, o escritório passou a ser comandado por seus filhos Enrique e Yara de Abreu Lewandowski.

Posição

Em nota, Lewandowski afirmou, por meio da assessoria, que deixou o escritório ao aceitar o convite para o Ministério e que, após sair do STF, prestou consultoria ao Banco Master entre outros clientes.

Pressão

Diante das crescentes pressões sobre o STF para que o ministro Dias Toffoli abandone o caso do Banco Master, o presidente do Supremo, Edson Fachin, afirmou que a perseguição a ministros no exercício de suas funções é um dos sinais do que chamou de “modalidade silenciosa” do autoritarismo, associada ao processo de erosão democrática.

Código de conduta

Na esteira da crise no STF, o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, propôs a criação de um código de ética para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi encaminhado ao presidente do tribunal, Edson Fachin, e começou a ser elaborado em junho de 2025. Entre as propostas estão a vedação de participação de ministros em julgamentos que envolvam parentes até o terceiro grau, amigos íntimos, interesses próprios ou de pessoas próximas, ou processos nos quais o magistrado tenha atuado antes de integrar a Corte.

Canal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira com Donald Trump para tratar, entre outros assuntos, do Conselho da Paz proposto pelo americano. Sem responder se aceita ou não o convite para integrar o grupo de líderes mundiais, Lula defendeu que o Conselho se limite a tratar da reconstrução da Faixa de Gaza e da questão palestina, sem esvaziar atribuições da ONU.

Agenda

Na conversa, que durou cerca de 50 minutos, o brasileiro também falou da Venezuela, destacando a necessidade de preservar a paz, a estabilidade regional e o bem-estar da população. Os dois presidentes ainda combinaram uma viagem de Lula a Washington nos próximos meses.