Levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira, 03 de junho de 2026, mostra que o senador e pré-candidato ao governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), lidera todos os cenários de 1º e 2º turno testados no Estado.
Desempenho
Segundo pesquisa, a governadora Mailza Assis (PP) saltou de 17,6% das intenções, em setembro de 2025, para 24,4% no levantamento divulgado nesta quarta-feira,3, em cenário estimulado. Já Alan Rick, que estava com 44,5% das intenções de votos, cravou 41,2%.
Retração
Ainda pela leitura da pesquisa, o ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom (PSDB) despencou oito pontos nas intenções de voto. Após ser citado como preferido para liderar o governo do estado por 24,1%, em setembro de 2025, ele agora foi escolhido por 16,1%. Caindo do segundo para o terceiro lugar nas pesquisas.
Segundo bloco
O pelotão intermediário é completado por Dr. Thor Dantas (PSB), que tem 3,8%, e Eudo Raffael (PCB), que aparece numericamente na última posição com 0,8% das intenções de votos.
Negação
Entre os entrevistados no estado, 7,8% declararam a intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos apresentados na cartela. Aqueles que não sabem ou não responderam à pesquisa somam 5,9%.
Cenários reduzidos
O instituto Paraná Pesquisas também testou simulações com um número menor de candidatos. Em um confronto direto hipotético, Alan Rick atinge 58,5% das intenções de voto, enquanto Tião Bocalom fica com 26,9%. Brancos e nulos seriam 9,3%. Em uma segunda hipótese de disputa restrita, Alan Rick mantém a dianteira ante Mailza Assis. Alan aparece com 53,8%, contra a marca de 33,2% para Mailza Assis. Nesse quadro, os brancos e nulos chegam a 7,9% e os indecisos representam 5,1%.
Índice de rejeição
A pesquisa mediu ainda o índice de rejeição dos pré-candidatos ao Executivo estadual, onde os eleitores podiam citar mais de um nome. Tião Bocalom possui a maior rejeição, com 38,3%, liderando o indicador negativo de forma isolada. A segunda colocação neste quesito apresenta um empate técnico. Mailza Assis é rejeitada por 15,6%, ficando no limite da margem de erro com Dr. Thor Dantas, que marca 15,3%. Em seguida, o senador Alan Rick apresenta 14,7% de taxa de rejeição entre o eleitorado, enquanto Eudo Raffael não seria escolhido de forma alguma por 12,3%. Os entrevistados que afirmaram que poderiam votar em todos somam 14,7%.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo instituto Paraná Pesquisas e ouviu 1.000 eleitores em 18 municípios do estado do Acre, entre os dias 31 de maio e 2 de junho de 2026. O nível de confiança do levantamento é de 95%, e a margem de erro estimada é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AC-01182/2026.

Adversidade
Menos de um mês após ser condenado a 25 anos e 9 meses de prisão na Operação Ptolomeu, o ex-governador Gladson Cameli (PP) volta ao centro das atenções no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Está agendado para hoje, quarta, 3, na Corte Especial, o julgamento dos embargos de declaração da defesa na Ação Penal 1232/DF, que trata de supostas fraudes em contrato de R$ 46 milhões para a duplicação da AC-405, em Cruzeiro do Sul, no que ficou conhecido como Caso Colorado.
Mérito
A relatora, ministra Nancy Andrighi, pautou os recursos após impugnação do Ministério Público Federal – MPF, que defende a manutenção da decisão que recebeu a denúncia. O recebimento ocorreu na mesma sessão em que Cameli foi condenado, quando a Corte, por unanimidade, acolheu a acusação no então Inquérito 1674/DF, posteriormente convertido em ação penal.
Ilícito
Segundo o MPF, a licitação teria sido direcionada para beneficiar a Construtora Colorado, formalmente registrada em nome de Linker Barroso Cameli, primo do ex-governador, mas supostamente controlada por Eládio Messias Cameli, pai de Gladson. A acusação aponta fraude à licitação, peculato-desvio, direcionamento contratual e irregularidades na execução da obra, além de influência sobre o Deracre. Também são réus Petrônio Aparecido Chaves Antunes e Jander Huber Ferreira Nobre Júnior.
Prejuízos
Com apoio da Controladoria-Geral da União – CGU, as investigações indicam sobrepreço de cerca de R$ 3,6 milhões e prejuízo mínimo de R$ 1,5 milhão aos cofres públicos. O MPF sustenta ainda que parte dos recursos teria sido usada em despesas ligadas a um apartamento de luxo em São Paulo e reformas em imóvel do ex-governador em Rio Branco.
Contraditório
A defesa, representada pelo advogado Pedro Ivo Rodrigues Velloso Cordeiro, afirma que a investigação nasceu viciada pelo uso de relatórios do Coaf sem autorização judicial, o chamado “pecado original”. Sustenta ausência de individualização de condutas e diz que a denúncia se baseia em vínculos familiares e interpretações, sem prova de interferência direta na licitação. Também questiona a ausência de perícia específica na obra.
Posição
Ao votar pelo recebimento da denúncia, Nancy Andrighi afirmou que as teses sobre relatórios financeiros já foram rejeitadas pelo STF e STJ, destacando laudos periciais, buscas e apreensões e relatórios técnicos.
Rito
Os embargos buscam esclarecimentos no acórdão. O MPF pede rejeição integral. Se mantida a decisão, a ação avança para a fase de instrução, com depoimentos, perícias e interrogatórios. O recebimento da denúncia não representa condenação, apenas abertura da ação penal. Mesmo com anulações parciais da Operação Ptolomeu pelo STF em 2025, as ações já instauradas foram preservadas no STJ.

Sobretaxação
O Brasil ainda digeria o relatório dos Estados Unidos atacando o Pix e recomendando uma taxação comercial de 25%, quando o governo Trump voltou à carga. No fim da noite de terça-feira, 02, o país foi incluído numa lista de 60 países que falharam em fiscalizar a importação de produtos fabricados com trabalho forçado — análogo à escravidão —, o que pode implicar uma tarifa de 12,5% sobre as exportações brasileiras.
Dúvidas
Não está claro se seria uma cobrança adicional ou se esse percentual já está incorporado aos 25%, já que o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) se baseou na mesma lei para os dois casos. A lista de países inclui ainda China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita.
Nome e sobrenome
Assim como fez há cerca de um ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu à família Bolsonaro a responsabilidade pelo provável novo tarifaço. Durante evento em Goiás, ele fez especial menção ao senador e pré-candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro, que esteve com o Trump há apenas uma semana.
Paternidade
O presidente chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “traidores da pátria” e disse que eles buscaram interferência estrangeira em assuntos internos do país. Ao comentar a recente viagem de Flávio aos Estados Unidos e seu encontro com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, Lula afirmou que a ofensiva tarifária prejudicaria não o governo, mas setores da economia brasileira, incluindo empresários, exportadores e o agronegócio.

Alhos e bugalhos
Em sua fala acalorada, Lula acabou cometendo uma confusão histórica sobre a Inconfidência Mineira. “Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores da pátria, que vão pedir intervenção de um país no nosso país?”, indagou o presidente.
Incitação
Lula se confundiu ao citar o episódio histórico, já que o executado foi Tiradentes, e não o traidor Joaquim Silvério dos Reis. A declaração provocou reação imediata da pré-campanha do senador, que pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), acusando Lula de ameaça e incitação ao crime.
História
Para alinhamento histórico, resta informar que quem foi executado pela Coroa Portuguesa em 1792 foi Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier), considerado o mártir da Inconfidência Mineira. Já Joaquim Silvério dos Reis recebeu recompensas por sua colaboração com as autoridades portuguesas e morreu de causas naturais em 1819, aos 63 anos.

Inocência
Sobre a contenda envolvendo retaliações sobre exportações brasileiras, Flávio Bolsonaro diz que, dessa vez, nem ele e nem sua família trabalharam para que os Estados Unidos aplicassem um novo tarifaço contra produtos brasileiros. Como prova, sua equipe afirmou que ele encaminhou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que o governo americano reconsidere a proposta de impor novas tarifas.
Repercussão
Mas ao menos na internet, a tentativa de Flávio de se descolar da decisão americana não funcionou. Um levantamento da AtivaWeb Datalab indica que a polêmica entre Lula e os Bolsonaro mobilizou as redes sociais e gerou cerca de 15 milhões de interações até a tarde desta terça-feira.
Termômetro
Segundo o monitoramento, 78% das manifestações analisadas tiveram teor negativo em relação a Trump e aos Bolsonaro. Outros 11,7% dos conteúdos apresentaram sentimento positivo, enquanto 10,3% foram classificados como neutros. (Folha)
Olhando de longe
Donald Trump, por sua vez, esperou o anúncio do novo tarifaço para comentar o encontro que teve com Flávio Bolsonaro. Nas redes sociais, Trump publicou uma foto com Flávio no Salão Oval da Casa Branca, sua primeira menção ao pré-candidato do PL, e escreveu: “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”.
Inimigo íntimo
E o secretário de Estado, Marco Rubio, ainda reforçou em audiência no Congresso dos EUA a percepção de que a Casa Branca vê o Brasil como um potencial adversário na região. De acordo com ele, o Brasil não integra o grupo de países considerados aliados de Washington no Hemisfério Ocidental. Ao defender a política externa do governo de Donald Trump, Rubio disse que “tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil” os Estados Unidos têm uma região cheia de aliados e amigos.


