Rio Branco, AC 8 de fevereiro de 2026 20:04
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Súplica

O ex-prefeito e ex-deputado Vagner Sales, com base eleitoral em Cruzeiro do Sul, presidente regional do MDB, busca a todo o custo a incorporação do partido que preside ao grupo coligado que banca a candidatura da vice-governadora Mailza Assis (PP) ao governo do Acre. Por enquanto, de forma humilhante, tem escutado o calado como resposta da parte que dá as cartas nos rumos políticos do Palácio Rio Branco. Prega no deserto!

Vexame

A súplica pública para fazer parte do grupo, diante do pouco caso demonstrado pela ala governista que dá os rumos à candidatura de Mailza Assis, diminui a estatura do partido que preside, colocando na condição de pedinte a segunda agremiação política do Estado.

Oportunismo

De mais a mais, como costuma ilustrar o empresário, articulista e ex-deputado Narciso Mendes, ao não lograr êxito nas apertadas disputas de Cruzeiro do Sul, Rio Branco e Brasiléia, dentre outras, o MDB foi eleito para contrapor-se ao projeto vencedor, movimento que ora busca ser invertido pelo emedebista, que enxerga na adesão ao grupo do governo o melhor caminho a ser trilhado pela agremiação. Em síntese, busca a rendição pura e simples junto aos vencedores, esquecendo que a vitória é a recompensa daqueles que persistem na luta.

Resumo

No frigir dos ovos, ao buscar pular no barco governista, Vagner vira as costas para expressiva faixa do eleitorado que discorda e discordou dos rumos administrativos impostos pelos agentes políticos apoiados pelo governo nas últimas eleições municipais, caso de Zequinha Lima (PP) em Cruzeiro do Sul; Carlinhos do Pelado (PP), em Brasiléia e Tião Bocalom (PL) em Rio Branco. Ao aderir a Nau do governo, o MDB deixa de ser o primeiro na lista de oposição e passa a ser o último na escala governista, sem direito a vez e voz.

Escoadouro

O governo Lula (PT) distribuiu mais de R$ 32,02 bilhões em emendas parlamentares em 2025, segundo dados do Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU). O total reservado havia sido maior: R$ 47,8 bilhões, mas apenas 67% foram de fato pagos. As emendas parlamentares destinam verbas do Orçamento a mando de deputados e senadores, sem interferência do Poder Executivo.

Maioria individual

Cerca de 53% de tudo pago pelo governo federal atendeu às emendas individuais, tanto emendas pix, quanto as com finalidade definida. Segundo o Tesouro Nacional, o governo Lula pagou R$ 3 bilhões a mais em emendas em 2025 do que em 2024.

Saco sem fundo

O Tesouro Nacional contabiliza R$ 28,9 bilhões pagos em 2025 em emendas parlamentares, quase tudo (75%) em emendas individuais. Para 2026, a perspectiva é de ainda mais gastos com emendas. O Orçamento do ano, já aprovado, prevê pagamento de R$ 61 bilhões.

Impactos

As emendas parlamentares recebem críticas generalizadas envolvendo debates sobre sua transparência, o risco de instrumento político-eleitoral (clientelismo), os desafios para a gestão pública (impacto no SUS, educação, cortes orçamentários), e conflitos institucionais com o Executivo e o STF sobre sua execução impositiva e controle, com críticas focando no “orçamento secreto” e na necessidade de avaliação de impacto para garantir resultados reais à população.

Histórico

As emendas parlamentares surgiram no Brasil pós-Constituição de 1988 como um instrumento para o Legislativo participar da alocação orçamentária, buscando construir maioria para o governo e atender demandas locais, mas evoluíram de um modelo discricionário para um orçamento impositivo (obrigatório), com o tempo se tornando moeda de troca política, levando a debates sobre transparência e corrupção, culminando em reformas para maior controle e publicidade dos recursos, como as emendas individuais, de bancada e de relator.

Essência

Em resumo, as emendas parlamentares nasceram como uma solução para a governabilidade no novo presidencialismo brasileiro e evoluíram para um sistema mais complexo e, por vezes, polêmico, que hoje busca maior controle e transparência na aplicação dos recursos públicos.

Expectativa

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse, nesta sexta-feira (9), que o acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado nos “próximos dias” e que o governo brasileiro espera que entre em vigência ainda no ano de 2026.

Burocracia

Alckmin explicou em entrevista à imprensa que é necessário “internalizar”. Isso quer dizer que é preciso que o Parlamento Europeu e os Congressos de cada país do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) aprovem o pacto comercial. Alckmin destacou que a sociedade vai ganhar com produtos mais baratos e de melhor qualidade. “Se o Congresso Brasileiro votar no primeiro semestre, nós não dependemos da Argentina, Paraguai e Uruguai, para já entrar em vigência”, afirmou Alckmin.

Tração

O vice-presidente destacou que o acordo fortalece o multilateralismo, em detrimento do isolacionismo. Para valorizar o potencial do acordo, Alckmin enumerou que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do País e fica atrás apenas da China. Inclusive a corrente comercial (somando exportações e importações) no ano passado foi de US$ 100 bilhões.

Números

Retratando o potencial das relações comerciais com o bloco, um exemplo é que somente a indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para a União Europeia, o que representou um crescimento de 5,4% desse setor (para o mundo, essa elevação foi de 3,8%). “A União Europeia foi o primeiro ou o segundo destino da exportação de 22 estados brasileiros [no ano passado]”, destacou o vice-presidente. Alckmin também observou que 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para aquele continente, o que representa mais de 9 mil empresas brasileiras. “Essas empresas exportadoras empregam mais de três milhões de trabalhadores”.

Sustentabilidade

Alckmin assinalou que o acordo possibilita um comércio com regras e também fortalece a sustentabilidade ao gerar compromissos dos países no combate às mudanças climáticas. “É um ganha-ganha. Quem for mais competitivo vende”.

Geopolítica

O vice-presidente ponderou ainda que o acordo se torna ainda mais fundamental levando em conta o momento geopolítico “difícil, de instabilidade e de conflitos”. “(O acordo) mostra que é possível construir caminho de comércio com regras, de abertura comercial e de fortalecimento não do isolacionismo, mas do multilateralismo”, resume Alckmin.

Decisão histórica

A aprovação do acordo comercial com o Mercosul foi confirmado nesta sexta pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por ‘ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE)’. “A decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica”, escreveu Ursula em postagem no microblog X. “Estamos empenhados em criar crescimento, empregos e em garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias”, escreveu a presidente da comissão.