Com a proximidade das eleições de 2026, lideranças bolsonaristas já fazem os cálculos na ponta do lápis para tentar atingir um dos principais objetivos da direita no pleito: conquistar maioria no Senado Federal.
Contabilidade
Pelas contas do PL, a maioria deve ser obtida com a eleição de 33 novos senadores em outubro. Esse grupo, prevê a sigla, se juntará aos 16 senadores bolsonaristas que têm mandato até 2030 e devem continuar na Casa.
Perspectivas
Segundo lideranças do PL, partido de Jair Bolsonaro, seria possível conquistar as duas vagas ao Senado que estão em disputa em 2026 no Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Cá no Acre, a projeção viria a partir de uma dobradinha da ex-deputada Mara Rocha (Rep) e do senador Márcio Bittar (PL) – que postula a reeleição -, abrigados no guarda-chuva da candidatura de Alan Rick (Rep) ao governo.
Cenário
A exemplo do cenário acreano, haveria ainda vitória total no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia e Tocantins. A expectativa é obter ainda um senador em Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Meta
De olho na folia momesca, onde participa ativamente dos festejos de carnaval patrocinados ela Prefeitura de Rio Branco, o prefeito Tião Bocalom (PL) não descura da política. Está decidido a bater chapa para chegar ao Palácio Rio Branco em janeiro de 2027 e por conta disso segue atento aos acertos políticos de bastidores.
Alerta
Atento as entabulações políticas dos adversários que podem redundar em uma negativa da Direção Nacional do PL (Partido Liberal) em conceder-lhe a chancela para a disputa a governança do Acre em outubro próximo, o prefeito confirmou que vai decidir seu futuro político no PL na próxima semana, em reunião com a Executiva Nacional dos liberais, em Brasília.
Expectativa
Caso deixe o PL, o prefeito afirmou que já recebeu convites de outros partidos para disputar o governo. Contudo, declarou que espera permanecer na sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro. Citou o convite partindo do prefeito de Manaus, Davi Almeida, que, num encontro na capital manauara, no último dia 05, confirmou sua pretensão de pré-candidatura ao Governo do Amazonas pelo Avante e, durante o ato, convidou-o para disputar o Governo do Acre pela legenda.

Pulsação
O deputado estadual Thadeu Hassem (Rep) participou, neste sábado, 14, de uma reunião com servidores do Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia, para dialogar sobre as demandas da unidade e ouvir de perto as preocupações dos profissionais da saúde.
Conexão
Durante o encontro, o parlamentar ressaltou a importância de manter um canal permanente de escuta com médicos, enfermeiros, técnicos e demais colaboradores que atuam na linha de frente do atendimento à população. Segundo ele, cada servidor foi ouvido com atenção e respeito, reforçando o compromisso com a valorização dos trabalhadores da saúde pública.
Pauta
Entre os temas debatidos esteve a possibilidade de terceirização da unidade, assunto que vem sendo analisado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Acre. O deputado reconheceu que se trata de uma pauta sensível, que exige responsabilidade, transparência e diálogo constante com os servidores e com a sociedade.
Fio condutor
Thadeu Hassem destacou que qualquer decisão precisa considerar, acima de tudo, a qualidade do atendimento prestado à população e a garantia dos direitos dos profissionais. “Nosso compromisso é construir soluções ouvindo quem está todos os dias cuidando da nossa gente”, afirmou.

Malabarismo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou apaziguar diferenças políticas ao acompanhar o desfile do Galo da Madrugada, neste sábado, 14, no Recife. No camarote do carnaval, Lula tirou fotos ao lado do prefeito João Campos (PSB) e da governadora Raquel Lyra (PSD). Nos bastidores, o que está em curso ali é a tentativa de um acordo para que o presidente não suba no palanque nem de um nem de outro no primeiro turno da campanha para o governo de Pernambuco.
Equilibrista
À frente nas pesquisas de intenção de voto, João Campos insiste no aval explícito de Lula, mas o petista – que tem aliança com o PSB, representada por Geraldo Alckmin na vice-presidência – procura construir uma solução intermediária.
Foco
Lula já tem o respaldo do prefeito do Recife para sua campanha ao quarto mandato, mas também está de olho no apoio de Raquel, uma ex-tucana que se filiou ao PSD de Gilberto Kassab, secretário de Governo na gestão de Tarcísio de Freitas em São Paulo. O presidente quer, no entanto, que Raquel ajude na campanha para reeleger o senador Humberto Costa (PT-PE).
Essência
A reeleição de Humberto é vista como uma prioridade para Lula e, por isso, ele pediu tanto a Campos como a Raquel que cada um deles indique um segundo nome ao Senado que não ofereça perigo ao petista.

Esquiva
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não pretende se engajar na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão já foi comunicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo aliados de Michelle ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo. Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, Michelle não apresentou resposta e Flávio afirmou que conversa sempre com a ex-primeira-dama.
Postura
Michelle avisou a pessoas próximas que não fará campanha para o enteado, mas também não pretende atacá-lo publicamente. A ideia é manter uma atuação discreta no pleito presidencial, bem diferente de 2022, quando percorreu o País em agendas próprias para ajudar o marido, sobretudo entre o eleitorado feminino e evangélico.
Recomposição
Segundo correligionários de Michelle, a decisão foi tomada após uma mensagem enviada por Flávio à ex-primeira-dama, no mês passado, na qual ele sugere que ela estaria tramando contra sua candidatura presidencial. A pessoas próximas, Michelle relatou ter se sentido insultada. Integrantes do seu entorno afirmam, no entanto, que o cenário não é irreversível: se houver um pedido de desculpas e um gesto de aproximação, a ex-primeira-dama pode rever sua decisão.
Sine die
Aliados afirmam que Michelle não tem data para retornar ao comando do PL Mulher e que, por ora, seguirá se dedicando à família, especialmente ao marido e à filha Laura. Nas eleições deste ano, ela deve concentrar esforços na disputa ao Senado pelo Distrito Federal e no apoio a candidatas de sua confiança em diversos Estados.
Futricas
A mensagem de Flávio à ex-primeira-dama foi o estopim de uma relação que já estava desgastada. No entorno de Michelle, a avaliação é de que Flávio a deixa “ser fritada” pelos próprios aliados. Já interlocutores do senador afirmam que a ex-primeira-dama não aceitou sua indicação para disputar a Presidência e que preferia ver o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato, com ela na vice.